Portuguesas conhecem adversários na renovada Liga Europeia 2026 – Rumo ao EuroVolley 2028
A Selecção Nacional de Seniores Femininos já conhece o caminho que terá de percorrer na reformulada Liga Europeia de 2026, uma competição que sucede à Golden e à Silver League (esta última conquistada pelas portuguesas em 2024) e que assume agora um papel crucial como principal via de qualificação para o EuroVolley 2028.
A Confederação Europeia de Voleibol (CEV) implementou uma reestruturação significativa, anunciada na sua XLVI Assembleia Geral de 2025 em Paris, visando simplificar o calendário e aumentar o apelo da Liga Europeia, que passa a ter um nível competitivo mais elevado. A partir de 2026, a competição atribuirá quatro vagas para o Campeonato da Europa de 2028.
O percurso da equipa das quinas
A jornada de Portugal arranca com a Fase de Grupos, sendo o primeiro anfitrião de um dos 24 torneios:
Ronda Preliminar (29 a 31 de Maio de 2026)
Torneio com Dinamarca, Luxemburgo, Albânia e Lituânia. O vencedor desta fase garante a entrada na Fase de Grupos.
Fase de Grupos (League Round)
1.º Torneio 5 (5 a 7 de Junho de 2026): PORTUGAL (org.), Macedónia e Hungria.
2.º Torneio 15 (12 a 14 de Junho de 2026): Grécia (org.), PORTUGAL e Kosovo.
3.º Torneio 17 (19 a 21 de Junho de 2026): Vencedor da Ronda Preliminar (org.), Roménia e PORTUGAL.
Fase Final
Final a 6: 1 a 5 de Julho de 2026.
As seis melhores classificadas no final da Fase de Grupos avançarão para a Fase Final (Final 6), que se disputa de 1 a 5 de Julho de 2026, onde serão decididas as primeiras vagas de qualificação para o EuroVolley 2028.
Para o Seleccionador Nacional, Hugo Silva, 2026 será um ano de grande exigência, mas também de oportunidades ímpares para o desenvolvimento das atletas.
“Será um ano onde o caminho vai ser difícil, mas que poderá expor as verdadeiras campeãs que há em cada uma das atletas que serão seleccionadas,” afirma Hugo Silva, acrescentando:
“A nova competição europeia coloca-nos perante um cenário inédito: um nível competitivo mais elevado e adversários de estatuto variado. Para a nossa Selecção, o grupo apresenta-se particularmente desafiador, com três grandes testes à nossa porta: Hungria, Roménia e Grécia.”
Hugo Silva sublinha que é precisamente este nível de oposição que o Voleibol feminino português precisa para crescer e alcançar o seu grande objectivo: a participação na final do Campeonato da Europa de 2026.
“Para alcançarmos o nosso melhor registo possível nesta Liga Europeia e por sua vez no Europeu, será imperativo dar o máximo de cada uma e, acima de tudo, reinventarmo-nos. Não tenho dúvidas de que a conjugação destas duas competições em 2026 constituirá o desafio mais difícil de sempre para o Voleibol feminino português,” explica.
Apesar dos desafios, Hugo Silva vê a Liga Europeia como uma “rampa de lançamento” para as atletas, onde a experiência de medir forças com este nível de oposição será inestimável.
“Apesar da distância temporal que ainda nos separa do arranque, a ansiedade e a motivação já são enormes. Estamos todos impacientes para começar e para mostrar, em campo, o melhor que o Voleibol feminino português pode dar a todos os que apoiam esta modalidade que tanto amamos.”