BRAÇO-DE-FERRO NA ROMÉNIA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos defronta amanhã (16h30) a Roménia, com quem vai disputar três jogos de preparação com vista à participação das duas equipas no Campeonato do Mundo de 2025, que se realiza nas Filipinas entre 12 e 28 de Setembro. Mais informações aqui / aqui e aqui

Hoje, o primeiro particular entre Portugal e Roménia, disputado em Piatra Neam, terminou com a vitória da equipa local pela diferença mínima (3-2: 24-26, 25-18, 25-21, 17-25 e 15-9).

Por Portugal, jogaram de início: Filip Cveticanin, Miguel Tavares Rodrigues, Lourenço Martins, Kelton Tavares, José Pinto e Nuno Marques; libero – Ivo Casas.
Jogaram também: Guilherme Menezes, Tiago Violas, André Pereira, Rafael Santos e Gonçalo Sousa (libero).

Filip Cveticanin, central de Portugal que actua no campeonato romeno:
Sinceramente, depois da viagem que fizemos, para mim este jogo, apesar de uma derrota em cinco sets, acabou por ser muito positivo. Tendo em consideração a difícil viagem que tivemos e o cansaço, e mesmo em conseguir gerir os treinos de musculação com bola, creio que fizemos um jogo muito sólido e muito bom.
Também já nos adaptámos um bocadinho mais ao pavilhão pelo que, acredito, vamos melhorar nos próximos jogos e não cometer tantos erros não forçados em momentos mais difíceis“.

O Seleccionador Nacional, João José, que em 2002 integrou, como central, a formação portuguesa que rubricou o histórico 8.º lugar no Mundial da Argentina, fez uma síntese da preparação para o Campeonato do Mundo 2025, que arranca no dia 12 de Setembro.

Começámos com duas semanas de preparação em Viana do Castelo, que foram as mais duras. Alguns dos atletas vinham de uma paragem e era importante que pudessem recuperar o nível físico e mental. Depois, passámos a um momento diferente. Na quarta semana, já fizemos jogos de preparação com as Filipinas, que correram dentro das nossas expectativas. Aproveitámos para dar volume de jogo a alguns que, se calhar, poderão ter menos oportunidade de jogar.
Agora, na Roménia, entrámos noutra fase bem diferente, a primeira fora do país, e temos de nos adaptar aos pavilhões e às viagens. A Roménia é uma equipa mais dura e a ideia aqui é vermos em que momento estamos e começarmos a aplicar o nosso jogo”, salientou, referindo que, no Campeonato do Mundo, “temos de ser realistas: não somos favoritos, mas penso que temos uma Selecção e um grupo de trabalho competitivo e ambicioso, que quer passar à próxima fase. Os jogadores vêem isto como um desafio e estão a abraçá-lo bem. Sabemos que com Cuba, que é o primeiro jogo, vai ser difícil. Os cubanos têm uma equipa muito física e nós temos de segurar o ímpeto do seu jogo. Os Estados Unidos jogam bem e são versáteis, e temos de aumentar os ritmos de jogo para os contrariar. No último dia, temos a Colômbia, a equipa que, em teoria, está mais ao nosso nível, mas vai ser um jogo de pressão, que pode decidir a passagem. É um grupo exigente, como tem de ser numa competição destas.”

Após uma série vitoriosa de jogos particulares com as Filipinas, que serviram para dar ritmo a todo o grupo, o adversário é agora a Roménia. Os jogos-treino com os romenos estão agendados para os dias 29, 30 e 31 de Agosto, todos às 16h30 portuguesas.

Os jogos da Selecção Nacional no Campeonato do Mundo 2025 serão todos transmitidos em directo na RTP 2, bem como as meias-finais e a final. Todos os outros jogos serão transmitidos na RTP Play.

A ambição de uma nova geração

Portugal regressa ao palco do Voleibol mundial com a ambição de se afirmar, integrando uma Pool D bastante exigente. Nesta terceira participação na fase final do Campeonato do Mundo, a equipa das quinas terá como adversários os Estados Unidos, Cuba e Colômbia. A estreia será no dia 13 de Setembro, às 6h30 de Portugal, frente aos cubanos, seguindo-se o jogo com os norte-americanos (15 de Setembro, 14h00) e os colombianos (17 de Setembro, 3h00).

Este regresso aos grandes palcos é visto como o resultado de uma aposta numa nova e promissora geração de jogadores. A qualificação directa para o Campeonato do Mundo de 2025 e para o Campeonato da Europa de 2026, devido à sua boa posição nos rankings, é prova da consolidação do estatuto de Portugal no panorama do Voleibol internacional. O desempenho na European Golden League de 2025, embora sem ter alcançado a Final Four, serviu para dar uma valiosa experiência internacional aos jovens jogadores, como José Pedro Pinto, Nuno Marques, Bruno Dias e André Pereira, que demonstraram resiliência e maturidade.

A qualificação directa para o EuroVolley 2026 é um marco para a modalidade, sendo a quarta presença consecutiva de Portugal na fase final da competição, um feito que confirma a sua consistência entre as principais potências europeias. Com uma base sólida de jovens talentos e a experiência que será adquirida no Mundial, a Selecção Nacional pode continuar a olhar para o futuro com optimismo, determinada a continuar a ser protagonista nos grandes palcos internacionais.

Equipa técnica

Chefe de Delegação – Murilo Augusto
Treinador Principal
– João José
Treinador Adjunto – Manuel Silva
Treinador Adjunto – Ricardo Lemos
Preparador Físico – João Fidalgo
Fisioterapeuta – Hélder Vasco

Atletas convocados*

Castêlo da Maia GC
Guilherme Menezes

Leixões SC
André Pereira
Rafael Santos

SL Benfica
Tiago Violas
Ivo Casas

Sporting CP
Gonçalo Sousa
Kelton Tavares

CV San Roque Batán (Espanha)
José Pinto

Nice Volley-Ball (França)
Bruno Dias

St. Nazaire VB Atlantique (França)
Lourenço Martins

Tokyo Great Bears (Japão)
Alexandre Ferreira

Nova Technology Lycurgus BV (P. Baixos)
Nuno Marques

Aluron Warta Zawiercie (Polónia)
Miguel Tavares Rodrigues

SC Municipal Zalau (Roménia)
Filip Cveticanin
*Clube em 2024/2025

Integrado na Pool D, Portugal defronta adversários de peso na fase final do Mundial 2025. A estreia será frente a Cuba, no dia 13 de Setembro, às 6h30 portuguesas, reeditando confrontos históricos na Liga Mundial. Segue-se, no dia 15 de Setembro, às 14h00, o jogo com os Estados Unidos da América, uma equipa que dispensa apresentações, sendo a 3.ª no ranking mundial e medalha de bronze na Olimpíada de Paris. O percurso na fase de grupos encerra com o jogo frente à Colômbia, no dia 17 de Setembro, às 3h00.

O objectivo é claro: terminar entre os dois primeiros do grupo para continuar a avançar numa competição que, este ano, se disputa num novo formato com 32 selecções.

A qualificação para o Campeonato do Mundo não seria tão entusiasmante sem o contexto da European Golden League (EGL) de 2025. Embora a equipa não tenha chegado à Final Four, a campanha foi crucial para a afirmação de uma nova e talentosa geração de jogadores, que demonstrou o potencial do futuro do Voleibol português.

A EGL serviu como uma valiosa plataforma para a transição dos jovens atletas das selecções de formação para a equipa principal. A resiliência, a capacidade de crescimento e a maturidade demonstradas por estes jovens em contexto internacional foram notáveis. Nomes como José Pedro Pinto e Nuno Marques confirmaram a aposta, enquanto despontaram outros talentos vindos de selecções mais jovens, dos quais Bruno Dias, eleito MVP num dos jogos cruciais, e André Pereira são os casos mais flagrantes.

Esta aposta na juventude, aliada ao trabalho de base que tem sido desenvolvido, está a dar frutos. O desempenho na EGL é a prova de que o Voleibol português está no caminho certo, construindo uma base sólida para competir a patamares mais elevados nos próximos anos.

A crescente consistência da Selecção Nacional é confirmada pela sua qualificação directa para o Campeonato da Europa de 2026. Esta será a oitava presença de Portugal na fase final da competição, e a quarta consecutiva, um feito que sublinha a sua consolidação entre as principais potências do continente.

A qualificação directa, que evita a fase preliminar, é um reconhecimento da excelente classificação de Portugal no Europeu de 2023 (10.º lugar) e da sua posição no Ranking da Confederação Europeia de Voleibol (CEV). O EuroVolley de 2026 será disputado em quatro países – Itália, Bulgária, Finlândia e Roménia – e contará com as 24 principais selecções do Velho Continente.

Com a experiência de alto nível no Campeonato do Mundo e a base sólida de jovens jogadores que se destacaram na European Golden League, a equipa portuguesa olha para o futuro com optimismo. O sonho de continuar a ser um protagonista nos grandes palcos internacionais está nas suas mãos, e a nova geração tem o talento e a determinação para o transformar em realidade.

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