CHECOS E POLACOS DISPUTAM TÍTULO DE SUB-22

Chéquia e Polónia vão discutir amanhã (19h00, sob a arbitragem do português José Caramez) o título de campeão europeu da categoria de Sub-22 Masculinos, após garantirem hoje, em Albufeira, Cidade Europeia do Desporto 2026, a presença inédita na final do Campeonato da Europa. A Chéquia acabou por a primeira grande sensação das meias-finais. Frente ao favorito Israel e a perder por dois sets a zero, o segundo extremamente longo, os checos mostaram resiliência e paciência e lograram dar a volta por cima, vencendo com autoridade no quinto set.
Na outra meia-final, a Polónia jogou muito bem e dominou completamente uma França que defendia o título mas que depois do primeiro set nunca mais se encontrou. Irreconhecíveis, os gauleses jogaram sem alegria e desperdiçaram serviços atrás de serviços nos sets seguintes.
Israelitas e franceses disputam a medalha de bronze pelas 16h00.

Israel x Chéquia, 2-3 (25-21, 42-40, 20-25, 23-25 e 9-15)

1.º Set
A Chéquia rubricou o primeiro ponto por intermédio de Vaclav Seidl, que assim dava o primeiro passo como um dos melhores pontuadores. Intranquilos, os israelitas começaram por desperdiçar dois ataques (4-1), mas reorganizaram-se e, com eficácia nas ações de defesa, passaram a liderar o marcador pela primeira vez com um ataque de Mark Rura (8-7).
Um serviço do oposto israelita afastou ainda mais Israel (12-19). Mark Rura continuava a debitar pontos no ataque (15-11).
Um serviço do capitão checo, Matej Pastrnak aproximou as duas equipas (15-13), mas um ataque de Mark Rura oa primeiro toque voltou a afastar a equipa checa (18-14). Nikita Maron assinou o 24.º ponto e Lior Kopilevich selou o resultado: 25-21.

2.º Set
Ponto a ponto, as duas equipas foram avançando no marcador. Alguns erros não forçados nas ações ofensivas penalizava tanto uma como outra equipa, A Chéquia conseguiu pela primeira vez dois pontos de avanço, mas logo apareceu Mark Rura, que disputou a Liga Europeia representando os seniores, a reduzir a distância (6-5).
O score ia traduzindo o equilíbrio de forças em campo (9-9, 15-15). Matej Pastrnak fez o 18-17 com um ataque de segunda linha, mas Israel voltou a igualar (18-18)… desperdiçou um serviço logo a seguir e retificou com um ataque (19-19). Ninguém queria ceder um milímetro (21-21).
Matej Pastrnak e Mark Rura duelavam pelo lugar de melhor pontuador e um serviço do capitão checo deu vantagem à sua equipa num momento em que entravam na reta final do set, para logo de seguida o oposto israelita igualar com um ataque (22-22).
Quando Israel parecia prestes a selar nova vitória, aparecia Matej Pastrnak (26-26) ou Vaclav Seidl (28-28) a faturarem.
Um erro na defesa e a Chéquia a passar para a frente pela primeira vez neste braço de ferro. Mark Rura a aparecer e a igualar novamente (35-35). Os nervos imperavam e os menos experientes cometiam erros infantis, sobretudo no serviço (40-40). A maratona acabaria com estrondo, ou seja um bloco monumental de Shay Liberman: 42-40.

3.º Set
Dois ataques de Vaclav Seidl deram vantagem à Chéquia (2-0), mas Israel respondeu com um ataque de Shay Liberman e um bloco de Nikita Maron (3-3). Novamente Vaclav Seidl a contabilizar pontos e a Chéquia a afastar-se (10-6). Um bloco de Matej Pastrnak e um erro do ataque israelita mantiveram a distância e um ataque de Vaclav Seidl aumentou-a (16-10).
Um bloco de Antonin Klimes e mais um erro no ataque fizeram os checos afastarem-se definitivamente (19-11).
Mesmo assim, neste set de sentido único, a Chéquia acabou por levar a melhor por 25-20, com um erro do ataque israelita.

4,º Set
Início de set bem mais equilibrado do que o anterior, com um serviço de Matej Seidl a distanciar mais do que um ponto a Chéquia (9-7), mas Israel a lograr ocupar a liderança com um ataque de Shay Liberman (10-9). Os ataques deste zona 4 israelita marcavam a cadência do marcador.
À entrada para a reta final, a Chéquia adiantou-se com dois blocos (20-18), mas Mark Rura igualou no ataque (21-21). Um ponto de sorte (ou azar de mark Rura, pois a bola bateu-lhe na nuca depois de o bloco a enviar para fora) permitiu uma preciosa vantagem à Chéquia (23-21). Shay Liberman recuperou no ataque, mas complicou no serviço (24-22). Novamente Shay Liberman a aproximar Israel, mas Matej Pastrnak, quem mais?, a selar o resultado: 25-23.

5.º Set
Dois ataques potentíssimos de Matej Pastrnak e um erro dos israelitas permitiram a fuga dos checos (3-0). Dois blocos, de Lior Kopilevich e Nikita Maron, reaproximaram Israel (5-4). Mas eram os checos que mandavam no jogo e a consciência disso fazia com que os israelitas cometessem erros no ataque (8-4) e serviço (10-5).
Dois ataques de Tomas Brichta (12-7) deram a tranquilidade necessária aos checos, que acabarim por selar a vitória no set e carimbar o bilhete para a final com o resultado de 15-9, com um bloco de Antonin Klimes.

Num jogo em que quatro jogadores ultrapassaram a marca dos 30 pontos, o israelita Shay Liberman, com 34 pontos, cotou-se como o jogador mais concretizador do jogo, seguido de Vaclav Seidl, com 32, e Mark Rura e Matej Pastrnak, ambos com 30. Ver estatística AQUI

Michal Nekola, treinador da Chéquia, reconheceu:
Foi um jogo muito difícil e complicado. Israel jogou muito bem. Especialmente o Mark Rura e o Shay Liberman. Esses jogadores são extremamente fortes, mas nós soubemos ser pacientes e esse foi o nosso melhor trunfo. Fomos resilientes, pacientes, sobretudo depois de termos perdido dois sets, e o segundo set foi extremamente longo e cansativo. Nós lutamos até ao fim e estamos felizes por isso.
Estamos na final, que foi sempre o nosso objetivo principal. Agora vamos a ver se ainda conseguimos ir mais além…”

Noam Katz, treinador de Israel, salientou:
Foi um jogo muito difícil. Começámos muito bem, vencemos os primeiros dois setes, mas foi difícil.
Depois, os nossos jogadores ressentiram-se do cansaço. Foi difícil para nós mantermos a vantagem contra a equipa checa em todos os pontos, em todos os fundamentos que queríamos. Foi isso, nós demos uma boa luta, mas não foi o suficiente contra uma equipa muito forte.
Parabéns à Chéquia e continuaremos a lutar, pois vamos fazer tudo para ganhar o terceiro lugar. Precisamos de levantar a cabeça e começar já a pensar no jogo de amanhã para a medalha de bronze.”

França x Polónia, 0-3 (23-25, 17-25 e 18-25)

1.º Set
Com o resultado de 5-4 favorável à França, a Polónia já tinha desperdiçado três serviços. Início de set equilibrado, embora sempre com ligeiro ascendente dos gauleses (10-8), após serviço direto de Noa Duflos-Rossi. Nova igualdade aos 11 pontos, com um bloco duplo polaco a Joévin Wa-Bala.
Um serviço de Joris Seddik obrigou o treinador polaco a parar o jogo (16-13). Com o bloco já a funcionar em pleno, os polacos igualaram e passaram para a frente (18-17). O bloco era a arma mais forte da equipa de leste e foi na defesa alta que Wojciech Gajek assinou o 20-18.
A França não vacilou e igualou pouco depois (21-21). Chamado à primeira linha de combate, Wojciech Gajek não vacilou e selou com o seu oitavo ponto o resultado final: 25-23.

2.º Set
Com o resultado em 2-2, os quatro pontos eram oriundos de serviços falhados. Na ânsia de querer ser mais agressivos, os jogadores de ambas as equipas acabavam por desperdiçar essa arma. Wojciech Gajek não foi na onda e a Polónia afastou-se com dois pontos (serviço e ataque) do seu oposto (6-3).
Completamente irreconhecível, a França continuava perdulária nas ações ofensivas, mas a Polónia não e Blazej Bien fez o 11-6 com um serviço. Para além disso, os polacos mandavam na rede e Wojciech Gajek continuava a somar pontos (15-8).
Numa fase decisiva do parcial, a Polónia liderava por 20-10, após um ataque para fora dos gauleses. Dos cinco pontos conseguidos até à vitória por 25-17, três eram da autoria de Wojciech Gajek no ataque.

3.º Set
O terceiro e último set também foi dominado pela Polónia. A França continuava a desperdiçar serviços e isso só fazia subir ainda mais os já altos níveis de confiança dos polacos. Os gauleses não baixaram totalmente os braços, mas pareciam cansados de tentar remar contra a maré (12-6, 16-8). Wojciech Gajek fez o 18-10 e as picardias entre jogadores aqueceram um pouco. Tudo isso era inútil, a Polónia tinha o jogo ganho e confirmou-o aos 25-18, com mais um serviço falhado pelos irreconhecíveis gauleses.

O polaco Wojciech Gajek, com 19 pontos, e o francês Joévin Wa-Bala, com 6, foram os melhores pontuadores das suas equipas. Ver estatística AQUI

No final, o treinador da Polónia, Piotr Graban, reconheceu:
Cada vitória é incrível à sua maneira, mas contra a França e numa meia-final, é quase inimaginável. Chegar à final após uma tão difícil fase de grupos é algo incrível, mesmo incrível. Trabalhamos há dois anos para promover esta conquista de medalhas e agora estamos na final. É como se os sonhos tivessem sido realizados, mas estamos a ir em frente. Se tivermos oportunidade, vamos com tudo para conquistar o ouro.”

Slimane Belmadi, treinador da França:
O que se passou? Não conseguimos responder, os polacos foram muito mais agressivos e a nós faltou-nos um pouco essa agressividade em todos os níveis. Cometemos muitos erros e nunca mais conseguimos voltar a entrar no jogo e desenvolver a nossa própria forma de jogar.
Uma palavra para a organização deste Europeu, que é muito boa e receptiva e isso é muito apreciado quando estamos em competição.”

Toda a informação em fpvoleibol.pt/eurovolley2026-sub22/

Albufeira, Cidade Europeia do Desporto 2026, está transformada no epicentro do voleibol jovem continental. Até amanhã, as oito melhores seleções da Europa discutem a terceira edição do EuroVolleyU22M.

Estrutura da competição e o caminho das medalhas

Portugal integra o Grupo I, juntamente com a Polónia, Israel e a forte seleção da Ucrânia. No Grupo II, competem a França (atual campeã em título), Itália, Bulgária e Chéquia.

O modelo de competição não dá margem para erros: as seleções jogam entre si na fase de grupos (sistema de round-robin), avançando apenas as duas melhores de cada agrupamento para as meias-finais cruzadas. Os vencedores disputarão a Medalha de Ouro, enquanto os vencidos lutarão pelo Bronze.

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