SUB-22 CHECOS CAMPEÕES EUROPEUS

A seleção de Sub-22 masculinos da Chéquia sagrou-se hoje campeã europeia da categoria, ao vencer por 3-1 (25-27, 27-25, 25-20 e 25-13), a Polónia no jogo da final, disputada no Pavilhão Desportivo de Albufeira, Cidade Europeia do Desporto 2026.
Após duas subidas ao último degrau do pódio nas anteriores edições, a Polónia foi medalhada com a prata. Depois de três sets extremamente equilibrados e que geraram todo o tipo de emoções no público afeto às duas seleções, a Chéquia, que tinha começado a prova com uma derrota (2-3) frente à França, campeã em título, selou o triunfo com um resultado surpreendente a este nível (25-13).
A medalha de bronze, histórica para o país que a obteve, foi para o peito dos israelitas, após triunfo tranquilo (3-0: 25-21, 25-25-18 e 25-23) sobre a França, campeã em título e vice-campeã da primeira edição do Europeu de Sub-22 Masculinos.
Uma nota especial para os portugueses que também estiveram em evidência neste último dia de competição: João Salgueiro, libero da Seleção Nacional, que foi escolhido como o melhor na sua posição, e José Caramez, da Associação de Voleibol do Porto, que arbitrou a final do Europeu de Sub-22 Masculinos como 1.º árbitro.

Chéquia x Polónia, 3-1 (25-27, 27-25, 25-20 e 25-13)

1.º Set
A Chéquia começou melhor, com Matej Pastrnak a faturar no ataque e bloco (3-0, 4-1), mas a Polónia reagiu com firmeza (4-3). Um serviço de Antonin klimes afastou novamente os checos, mas Wojciech Gajek, segundo melhor pontuador da competição até este jogo, também já começava a aquecer (6-4). Estava dado o mote para um bom espetáculo entre duas equipas com as suas individualidades, mas ambas com o coletivo como melhor arma.
Um serviço de Vaclav Seidl desequilibrou um pouco a balança (15-11), mas os checos descontraíram cedo demais e um erro no ataque permitiu a igualdade (15-15). Um bloco de Stepan Svoboda e um ataque de Vaclav Seidl deram novamente a primazia à Chéquia (19-17).
Um serviço de Michal Grabek e um erro dos checos permitiram que os polacos passassem para a frente numa altura perigosa (20-19).
A liderar por 23-22, a Polónia viu a Chéquia passar para a frente com um serviço de Vojtech Pitner (24-23). Matej Pastrnak fez o 25-24, mas Michal Grabek igualou no ataque e a Polónia venceu o parcial após um erro no ataque dos checos: 27-25.

2.º Set
Dois blocos de Antonin Klimes deram outra vez o melhor começo aos checos (3-0). O bloco da Chéquia estava a funcionar em pleno e era um obstáculo que os polacos tinham de conseguir evitar. Um ataque de Vaclav Seidl fez tocar os alarmes entre os polacos (8-4). Uma série de serviços falhados não impediu os checos de manterem a diferença (11-7). Mas os polacos pressionaram com o serviço e defesa alta e conseguiram mesmo a igualdade através de um bloco (11-11).
A situação de igualdade mantinha-se aos 22-22: a um serviço de Matej Pastrnak, a Polónia respondeu com um ataque de Wojciech Gajek.
Um bloco de Pastrnak e outro de Svoboda deram um o triunfo à Chéquia: 27-25. Repetia-se a história do primeiro parcial, só que ao contrário, desta vez tinha sido a Polónia a estar sempre um passo à frente para ser ultrapassada nos últimos momentos…

3.º Set
Os polacos entraram melhor, com um bloco a possibilitar a primeira vantagem de dois pontos (5-3), mas dois ataques de Vaclav Seidl igualaram a contenda, um bloco de Stepan Svoboda assinalou a mudança de liderança no marcador e um serviço de Vaclav Seidl a vantagem (7-5). Novo pressing dos polacos com Wojciech Gajek a igualar aos 7 pontos.
Um serviço direto de Stepan Svoboda fez fugir a Chéquia (10-8)… e um bloco de Aleksander Maciejewski e um serviço de Jakub Kiedos deram a liderança à Polónia. Continuou-se neste sobe e desce de emoções até que um erro no ataque ofereceu aos polacos a liderança por dois pontos, ampliada com um serviço de Blazej Bien (16-13).
A Chéquia recuperou rapidamente e igualou com um serviço de Seidl (17-17). Dois ataques em potência de Matej Pastrnak e um serviço de Martin Hilser abriram alas (23-20) para o triunfo, que chegou depois de dois ataques do inevitável Matej Pastrnak: 25-20.

4.º Set
Dois blocos a Wojciech Gajek deram vantagem inicial aos checos (4-1). O treinador checo, Michal Nekola, queria prolongar o bom momento da sua equipa, depois de uma entrada de rompante ter desconcentrado os polacos (8-3).
Um ataque rápido de Stepan Svoboda e um serviço de Vojtech Pitner, que «apanhou» pelo caminho um irreconhecível Wojciech Gajek, fizeram fugir a Chéquia (12-4).
Extravasando confiança por todos os poros e imparáveis, os checos foram galopando, enquanto os polacos marcavam o passo: 19-7, com um amorti de Matej Pastrnak. O resultado de 25-13 foi selado com um dos muitos erros ofensivos dos polacos neste parcial.

O polaco Wojciech Gajek, com 25 pontos, e o checo Matej Pastrnak, com 24, foram os melhores pontuadores da final. Ver estatística AQUI

Michal Nekola, treinador da Chéquia, estava visivelmente emocionado:
Foi mais um jogo muito muito difícil. Sinto um orgulho enorme nestes jogadores. É uma equipa que mostrou, mais uma vez, que nunca desiste. Então, tiro um grande chapéu aos meus jogadores, foram incríveis, sem exceções. A recompensa por isso é o facto de que são os campeões da Europa. É complicado dizer algo mais do que isso.
Obrigado a todo o staff, companheiros de trabalho e a estes adeptos, que nunca nos abandonam… Estamos felizes e agora vamos celebrar”.

No final, o treinador da Polónia, Piotr Graban, reconheceu:
Não fomos surpreendidos, sabíamos que são uma equipa incrível e que só podemos derrotá-los quando estamos no nosso melhor nível, mas infelizmente hoje não conseguimos alcançar esse nível, provavelmente porque ontem demos tudo contra a França, demos 100% e talvez tenhamos uma falta de experiência, ou talvez apenas sorte, porque os primeiros três sets foram bem próximos, e então algo quebrou.
Temos de dar os parabéns e agradecer aos meus jogadores pela entrega. Foi uma semana muito longa. Não começámos bem, lutámos pelo ouro e este grupo de trabalho, que trabalhou dois anos para estar aqui, alcançou a medalha de prata, o que é incrível e o mais importante”.

O árbitro português José Caramez considerou:
O jogo foi muito intenso, muito disputado nos três primeiros sets. Depois, no quarto set, a Polónia quebrou um bocado e a Chéquia, que fez um grande torneio, perdeu só 2-3 contra a França, acabou por conseguir levar a melhor do jogo. Achou que foi muito difícil até ao quarto set, o quarto set tornou-se um bocadinho mais fácil para nós.
A nossa prestação foi muito boa, acho que temos de estar muito contentes, a equipa de arbitragem toda, por isso. A final é a minha terceira final europeia, a segunda em campeonatos da Europa, em três campeonatos da Europa. E arbitrar uma final em Portugal tem um gosto ainda mais especial.
Tendo em consideração o nível dos árbitros neste torneio, muita gente podia fazer a final, pelo que fiquei muito contente pela nomeação. Também acho que fiz um torneio muito bom, muito estável e quanto à prestação na final, temos de estar muito contentes com ela também. A arbitragem portuguesa está constantemente nas decisões. Temos constantemente os nossos árbitros nas melhores provas, nas decisões das melhores provas. Temos árbitros na VNL, temos árbitros na Liga dos Campeões, em quase todos os campeonatos da Europa. É uma prova que a arbitragem portuguesa está constantemente a evoluir.
Agora, no meu caso concreto, é esperar pelos próximos passos, é subir ao nível mais alto possível primeiro na série e ver o que é que pode acontecer depois.”

3.º Lugar histórico para Israel

Israel x França, 3-0 (25-21, 25-23 e 25-18)

1.º Set
Jogo muito equilibrado nos momentos iniciais, com igualdades consecutivas e alguns ataques e serviços falhados de parte a parte (12-12). I Israel foi a equipa que se adiantou pela primeira vez mais do que um ponto, aos 16-13, e o treinador gaulês Slimane Belmadi parou o jogo, reunindo com os seus jogadores. A vencer por 19-16, Israel viu a França aproximar-se perigosamente com um serviço de Noa Duflos-Rossi (19-18).
Mas os israelitas mostravam-se mais concentrados no jogo e mais ambiciosos e fixaram o resultado em 25-21 com um ataque de Shay Liberman.

2.º Set
Israel adiantou-se com um ataque de Shay Liberman a ultrapassar um bloco-triplo (4-2). A França igualou, mas os israelitas continuavam a faturar por intermédio de Mark Rura e Shay Liberman, este último tanto no ataque como no serviço (8-6). Imparável no ataque, Mark Rura adiantou a sua equipa (12-8). A França continuava apática e a desperdiçar serviços (15-10).
Os gauleses reagiram finalmente e dois serviços de Adelin Nowaczyk aproximaram as duas equipas (16-15). Um ataque de Noa Duflos-Rossi conquistou a igualdade (19-19).
Um serviço direto do capitão Ravid Alfasi afastou novamente Israel (21-19), que fixou o resultado em 25-23 com um ataque de Mikita Maron.

3.º Set
Um bloco individual de Shay Liberman deu vantagem aos israelitas (4-2). Os israelitas marcavam o ritmo do marcador, impondo-se na rede com Liberman e Rura (14-9). Um bloco de Mark Rura a Joris Seddik deu ainda mais corpo à vantagem (16-10).
Mark Rura continuava a faturar, imperturbável, enquanto os franceses cometiam erro atrás de erro nas ações ofensivas (20-12).
E Israel alcançou a medalha de bronze ao selar o jogo com o resultado de 25-18, com mais um serviço desperdiçado pelos franceses.

Os israelitas Mark Rura e Shay Liberman, respetivamente com 21 e 14 pontos, e o francês Noa Duflos-Rossi, com 13, foram os melhores pontuadores do jogo. Ver estatística AQUI

Noam Katz, treinador de Israel, extravasava a sua satisfação:
Estamos muito felizes. Esta é a primeira medalha na história da Israel. Nós estávamos felizes por nos termos apurado para a fase final do Campeonato da Europa, pois era a primeira vez que o conseguíamos fazer, após anos de ausência. E agora conquistámos a medalha de bronze. É óbvio que ficámos um pouco decepcionados com o que aconteceu ontem. Ainda continuamos a pensar que tínhamos uma equipa que poderia lutar pelo primeiro lugar.
Mas terminar a campeonato à frente de França, Itália, Bulgária, potências do voleibol, isso é uma sensação incrível para Israel, ainda por cima num torneio com um nível tão alto. Estas são as oito melhores equipas da Europa.
E nós estamos felizes por termos esta geração, que pode competir com essas equipas e ganhar. E ganhar à França, a campeã europeia em título. Isso é incrível para o voleibol israelita.”

Slimane Belmadi, treinador da França, reconheceu:
É fundamental virmos para a competição com a vontade de lutar, pois não é suficiente esperar que o adversário facilite o caminho.
O grupo precisa apresentar um esforço mental e coletivo muito superior ao mostrado até este momento. Apesar de algumas circunstâncias atenuantes, a determinação mental e o compromisso coletivo são cruciais para ultrapassar desafios e alcançar metas importantes.”

Prémios individuais – melhores jogadores do Europeu de Sub-22

Melhor distribuidor: Blazej Bien (Polónia).
Melhor Zona 4: Shay Liberman (Israel).
Melhor Zona 4: Matej Pastrnak (Chéquia).
Melhor Central: Antoni Klimes (Chéquia).
Melhor Central: Stepan Svoboda (Chéquia).
Melhor Libero: João Salgueiro (Portugal).
Melhor Oposto: Wojociech Gajek (Polónia).
Jogador Mais Valioso (MVP): Vaclav Seidl (Chéquia).

Os prémios foram entregues por Jorge Carmo, Vice-Presidente do Município de Albufeira; Cristina Corado, Vereadora do Município de Albufeira; Leonel Salgueiro, Vice-Presidente da Confederação Europeia de Voleibol (CEV); Eric Afler e Marek Pakosta, Membros do Conselho de Administração da CEV; Shimonsky Nilufer, Presidente do Júri da CEV; Claude Kriescher, Secretário do Júri da CEV; e Teodemiro de Carvalho, Secretário-Geral da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).

Toda a informação em fpvoleibol.pt/eurovolley2026-sub22/

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