PORTISTAS E BRACARENSES NA FINAL DA TAÇA

Albufeira, Cidade Europeia do Desporto 2026, mais concretamente o Pavilhão Desportivo, é neste momento o epicentro do voleibol nacional e vai vibrar ainda mais amanhã (21h00) com a final da Taça de Portugal de femininos.
As meias-finais disputaram-se hoje, com os jogos FC Porto x PV/Colégio Efanor (3-0) e SC Braga x Castêlo da Maia (3-0). A grande final está marcada para amanhã, às 21h00, e opõe o FC Porto, que hoje evidenciou uma manobra ofensiva irrepreensível, sobretudo no serviço, e um bloco sólido e eficaz, mas que terá pela frente um grupo coeso de guerreiras desejosas de levar o (primeiro) troféu para casa.

FC Porto x PV/Colégio Efanor, 3-0 (25-14, 25-19 e 25-7)
Árbitros: Susana Rodrigues (AVB) e Ricardo Ferreira (AVP)

1.º Set
O PV/Colégio Efanor inaugurou o marcador, mas com Saska Durovic no serviço, o FC Porto deu a volta por cima (3-1) com um bloco de Kelsey Veltman.
As pupilas de João David Silva não se atemorizaram. Encaixaram o golpe e voltaram a pressionar as portistas, que se apresentavam algo periclitantes quer recepção quer na defesa (4-4, 6-5). Contudo, logo corrigiram esses dois fundamentos e Kelsey Veltman voltou a faturar, desta vez com um serviço direto (9-6).
Paulatinamente, o Dragão foi fechando o cerco e um ataque de Saska Durovic fez soar o alarme entre as hostes do Colégio Efanor, obrigando o treinador a reunir com as suas jogadoras (12-7).
O tête-à-tête não alterou a feição do jogo e Natalia Murek, Saska e Shainah Joseph continuaram imparáveis no ataque (17-8). Com Natalia Murek no serviço, o FC Porto afastou-se definitivamente (18-8).
Um bloco de Kelsey Veltaman, seguido de um serviço da recém-entrada Lila Durão tornou praticamente impossível a recuperação do Colégio Efanor (21-10).
Dois ataques da inevitável Natalia Murek – filha de um dos melhores jogadores polacos de sempre, David Murek – fixaram o resultado em 25-14.

2.º Set
As azuis e brancas entraram melhor no segundo parcial (2-0), mas o Colégio Efanor aproximou-se com um serviço da experiente Viviane Isidoro (5-4)… Sentindo o perigo, as portistas aceleraram ainda mais o seu jogo ofensivo e foram recompensadas com quatro pontos consecutivos (9-4).
Visivelmente mais forte quer no serviço quer no ataque, o FC Porto foi mantendo a distância (13-8), pese embora os serviços de Viviane Isidoro continuarem a fazer mossa (15-11).
Um bloco da mesma Viviane aproximou o PV/C. Efanor e obrigou Miguel Coelho a chamar as suas jogadoras (19-17).
A conversa surtiu efeito e o FC Porto somou novo triunfo com dois ataques de Kelsey Veltman e um erro do Colégio Efanor: 25-19.

3.º Set
O FC Porto entrou de rompante no terceiro set, com o serviço de Saska Durovic, bem secundado pelas ações de Shainah Joseph no ataque, a catapultar a equipa para a liderança do marcador (5-0).
Um ataque de Natalia Murek cavou ainda mais fundo o fosso pontual (8-1). Um bloco de Kelsey Veltman, dois serviços de Victória Pinto e um ataque da recém-entrada Ana Monteiro aumentaram a contagem (14-3).
Um serviço de Kelsey Veltman (16-4) acabou de vez com a resistência do PV/Colégio Efanor.
Um serviço de Ana Monteiro, um ataque de Mika Grbavica, um erro no ataque do C. Efanor e um ataque ao centro de Bruna Correia selaram a passagem à final da Taça de Portugal com um resultado expressivo: 25-7.

A central canadiana Kelsey Veltman, com 15 pontos, e a zona 4 polaca Natalia Murek, com 12, foram as melhores pontuadoras do jogo, enquanto Viviane Isidoro, com 9, foi a jogadora do PV/C. Efanor mais concretizadora. Ver estatística AQUI.

Miguel Coelho, Treinador do FC Porto:
Acabámos por servir e blocar muito bem. E isso condicionou muito o PV, daí esta sensação do fácil. Mas mesmo quando parece um pouquinho mais fácil, tem mérito nosso nas ações que fizemos. E por isso, este acho que é o resumo do jogo. Serviços e blocos muito fortes, acondicionar muito o PV e daí esta sensação de ter parecido fácil. Nunca imaginámos isto porque era pôr-nos num papel que nós não queremos. De prepotência, de arrogância, que nós não queremos. Não esperava isto, mas isto também não diz o que o PV fez até o momento no campeonato.
Por isso, prefiro puxar isto para o lado das coisas boas que nós fizemos, que acabaram por condicionar o adversário.
Agora, vamos esperar para ver quem é que vai passar e quem passar vai merecer o nosso respeito e vamos tentar fazer o melhor que conseguimos. “

João David Silva, Treinador do PV/Colégio Efanor:
Acabou por ser uma luta um bocado desigual porque o serviço do Porto esteve mesmo muito, muito bem e condicionou bastante o nosso sideout.
Essencialmente foi isso, muito mais do que o bloco do Porto, foi o seu serviço. Nós estávamos bastante motivados, organizados e achávamos que era um prémio bonito, tendo em conta a superação e a quantidade de lesões, pois ainda hoje mais uma lesão (Beatriz Cerveira) durante o aquecimento. Era um bonito prémio nosso chegar aqui e acho mesmo que tínhamos qualidade para fazer um jogo melhor. Infelizmente, não foi possível. Há que esquecer este jogo, aprender com o que fizemos, ver, aprender e levantar a cabeça para o primeiro jogo do play-off já no próximo fim de semana, com o FC Porto.”

SC Braga x C. Maia GC, 3-0 (25-12, 25-20 e 25-22)
Árbitros: Sandra Deveza (AVL) e Nuno Teixeira (AVB)

1.º Set
Boa entrada das maiatas, a darem um passo em frente no marcador (2-0), mas com as guerreiras do Minho a passarem para a liderança com dois ataques de Beatriz Santos (4-3), no início de uma boa exibição. Um bloco de Thainalien Leyva (Carillo) e um ataque de Viviane Araújo afastaram ainda mais as bracarenses (10-5).
Logo de seguida, o serviço de Margarida Maia descobriu as dificuldades da recepção maiata, com o SC Braga a somar três pontos consecutivos (13-5) em ações ofensivas.
Mais um ataque de Thainalien Leyva e Dayana Hernandez (18-10) e a equipa orientada por João Santos a caminhar triunfante rumo à vitória no set: 25-12, com dois ataques da oposta Maria Reis Lopes e outro da central Viviane Araújo.

2.º Set
Um ataque ao centro de Dayana Hernandez fez vibrar o público e deu vantagem ao SC Braga (2-1). Mas outro ataque, este de segunda linha, de Natália Silva ofereceu a liderança ao Castêlo da Maia (5-4).
Este set prometia maior equilíbrio e assim aconteceu, quase até ao final…
Mas antes o SC Braga voltou a pressionar no ataque e afastou-se (10-6).
Um ataque de Aline Timm Rodrigues reaproximou as maiatas (14-12). E os ataques de Natália Silva mantiveram o Castêlo na luta. (18-16). Contudo, logo a seguir o SC Braga faturou dois pontos consecutivos e voltou a fugir… Para mais dois pontos de Natália Silva (ataque e serviço) voltarem a equilibrar as forças (20-18).
Dois ataques finalizados por Beatriz Santos colocaram a equipa de João Santos a meros três pontos de novo triunfo (22-18).
Um bloco de Dayana Hernandez/Margarida Maia e um erro no ataque das maiatas selaram o resultado: 25-20.

3.º Set
O serviço de Thainalien Leyva (Castillo) ajudou as arsenalistas a derrubarem a resistência do Castêlo (5-1).  Um ataque de Viviane Araújo manteve a distância (8-4).
A equipa de João Pedro Vieira reagiu e logrou a igualdade após intervenção do Video-Check (9-9). Um serviço de Vivi Araújo deu vantagem à equipa da Cidade dos Arcebispos (12-9), mas as maiatas igualaram com uma jogada de insistência de Aline Rodrigues (12-12). E passaram mesmo para a frente com um ataque de Natália Silva. A mesma jogadora conseguiu aumentar a diferença com um serviço que surpreendeu a recepção bracarense (17-15).
O SC Braga igualou e passou para a frente com a solidez do seu bloco (18-17). Thainalien Castillo rubricou o 23.º ponto com um ataque. Um bloco abafador de Beatriz Santos selou a passagem à final: 25-22.

Thainalien Leyva (Castillo) e Beatriz Santos, respetivamente com 14 e 12 pontos, foram as melhores pontuadoras do SC Braga, enquanto Natália Silva, com 12, foi a maiata mais concretizadora. Ver estatística AQUI

João Santos, Treinador do SC Braga:
Acredito que a nossa estratégia, que preparámos e trabalhámos durante a semana, funcionou bastante bem e até os apanhámos algo de surpresa. Depois, os restantes sets exigiram o melhor de nós e tivemos de fazer uma boa exibição para levar de vencida a equipa do Castêlo da Maia, que se apresentou bastante bem. Agora, também considero que se apresentaram algo nervosos e acusaram um pouco a inexperiência de algumas das atletas. E a nossa equipa também se apresentou muito bem. Nós queríamos muito isto, estamos há algum tempo a preparar este jogo, aliás, a preparar este fim de semana e acho que estivemos muito bem hoje aqui no primeiro jogo.
O Porto é a melhor equipa em Portugal neste momento, acabou no primeiro lugar da primeira fase no campeonato. Obviamente, são competições distintas. A verdade é que nós ainda não conseguimos ser a nossa melhor versão; ainda não apareceu contra a equipa do Porto nos dois jogos que fizemos este ano. E até vou mais longe, fizemos alguns jogos de treino na pré-época e também não nos correram bem com o Porto. Mas, como disse, é um jogo com cariz diferente, é uma final, nós queremos muito dar o primeiro título ao clube. O clube dá-nos todas as condições para nós trabalharmos diariamente para nos apresentarmos aqui.”

João Pedro Vieira, Treinador do Castêlo da Maia GC:
Acima de tudo, em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns à minha equipa pelo bom trajeto que fez nesta Taça de Portugal. Vínhamos de duas eliminatórias em que vencemos por 3-0 e chegávamos aqui com toda a vontade de lutarmos por uma ida à final. E sabíamos que tínhamos armas para poder pôr em jogo e tentar aproveitar também uma ou outra dificuldade que o Braga pudesse ter em alguns momentos do jogo.
Não conseguimos fazer isso do início. Não entrámos tão bem, não entrámos tão consistentes, não entrámos tão capazes de resolver os problemas na primeira, segunda situação em que o Braga nos pôs em dificuldade. Fomos crescendo no jogo. O segundo set é bem melhor que o primeiro e o terceiro é a consequência do nosso crescimento. Devíamos ter feito isso logo de início e conseguirmos, se calhar, que no segundo set a pressão tivesse passado para o lado do Braga.
Claro, uma equipa tão forte no jogo de rede, no serviço, na pancada, na agressividade que tem no jogo, uma capacidade de ligar bem com a líbero, como a Matilde, organizar muito bem na defesa, a Nikas [Ana Figueiras] com bola de qualidade, distribuiu muito bem o jogo e aí complica. E nós tardámos a conseguir bolas numa situação de dificuldade.
Quando conseguimos, complicámos o jogo, jogámos bem, tivemos as nossas armas, faltou aqui um pouco também de capacidade nossa na parte final do terceiro set. Errámos três, quatro bolas de ataque, uma de serviço aos 23-22… não é nenhuma delas que nos faz perder, mas todas juntas deixámos o Braga ali com a vantagem na parte final e o nosso adversário acabou por fechar“.

Agenda e bilheteira

No fim de semana, as atenções dividem-se também com a Final 4 masculina (14 e 15 de março), onde SL Benfica, Vitória SC, Sporting CP e AA Espinho lutarão pelo troféu.

Todos os encontros têm transmissão em direto na Sport TV e os bilhetes têm o custo unitário de 5 euros, convidando os adeptos a encherem as bancadas da Cidade Europeia do Desporto para assistir ao melhor que o voleibol nacional tem para oferecer.

Pavilhão Desportivo de Albufeira
(13 e 14 de março 2026)

Femininos

13.03.2026

18h00 – FC Porto x PV/Colégio Efanor, 3-0

21h00 – SC Braga x C. Maia GC, 3-0

14.03.2026

21h00 – Final: FC Porto x SC Braga.

Todos os jogos serão transmitidos na Sport TV

Recorde-se que, em 2025, a equipa feminina do Sporting CP conquistou o seu quarto troféu ao bater o Vitória SC por 3-0.

Pavilhão Desportivo de Albufeira
(14 e 15 de março 2026)

Masculinos

14.03.2026

15h00 – Vitória SC x SL Benfica.

18h15 – Sporting CP x AA Espinho.

15.03.2026

16h15 – Final.

Todos os jogos serão transmitidos na Sport TV

Recorde-se que, em 2025, a equipa masculina do SL Benfica conquistou o seu 21.º troféu ao bater o Leixões SC por 3-0.

Os bilhetes terão um custo de 5 euros.

Todas as informações em https://fpvoleibol.pt/fpv/competicoes/taca-de-portugal-2026/

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