DOMINGO DE «ELITE» EM ESPINHO

São já conhecidos os jogos das meias-finais no Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, etapa do nível mais alto do Circuito Mundial de Voleibol de Praia que está a decorrer na Praia da Baía, em Espinho, e que tem implicações na qualificação olímpica para Paris 2024.

O dia de hoje foi para acertar contas e tentar ocupar posições que contribuam com o maior número de pontos para assegurar uma passagem para Paris 2024. A melhor forma de atingirem os seus objectivos é conseguir um lugar no pódio que será montado na Praia da Baía, em Espinho. E esse foi o objectivo que algumas duplas conseguiram concretizar.

Em femininos, a primeira meia-final vai opor, às 8h00, as espanholas Daniela Álvarez e Tania Moreno às suíças Tanja Hüberli e Nina Brunner, enquanto a segunda coloca frente a frente, pelas 9h00, as norte-americanas Kristen Nuss e Taryn Kloth e as neerlandesas Katja Stam e Raisa Schoon.

Em masculinos, a primeira meia-final será disputada pelas 10h00 e opõe os neerlandeses Steven van de Velde e Matthew Immers aos bicampeões alemães Nils Ehlers e Clemens Wickler, enquanto a segunda meia-final será discutida entre os brasileiros George Wanderley e André Loyola e os os suecos David Ahman e Jonatan Hellvig, pelas 11h00.

O jogo de atribuição do 3.º e do 4.º lugar está agendado para as 13h00 (femininos) e 14h00 (masculinos).

A final está marcada para as 15h00 (femininos) e 16h00 (masculinos)– ambas com transmissão em directo na RTP 2 –, ao que se seguirá a atribuição das medalhas.

Em Espinho, não haver nenhuma dupla brasileira de femininos nas meias-finais, era algo que já não acontecia pelo menos desde 2000, quando os quatro primeiro lugares foram ocupados por três duplas norte-americanas e uma australiana, mas a verdade é que hoje o contingente canarinho ficou reduzido a uma dupla de masculinos.

Assim, o destaque, em femininos, vai para a ausência nas finais das brasileiras Ana Patrícia/Duda (Eduarda Lisboa), uma das mais fortes, se não a mais forte, a nível mundial, que foi derrotada pela margem máxima por uma dupla norte-americana sui generis, formada por Kristen Nuss (1,68 metros) e Taryn Kloth (1,93).
Facto curioso, Duda conseguiu em Portugal o seu primeiro grande título internacional em 2013, com apenas 15 anos, no Campeonato do Mundo de Sub-19 disputado no Porto. Um ano mais tarde, bisou no mesmo Mundial, igualmente disputado na Cidade Invicta.

Por seu turno, Carolina Salgado e Bárbara Freitas, que conquistaram a medalha de ouro em Espinho no ano passado, foram afastadas (1-2) pelas aguerridas e tenazes suíças Tanja Huberli e Nina Brunner, enquanto as italianas Valentina Gottardi e Marta Menegatti, 9.ªs classificadas no último Mundial, perderam num jogo dramático com a dupla letã Tina Graudina/Anastasija Samoilova.
As suíças Mäder e Vergé-Dépré tinham a hipótese de se tornarem a primeira dupla helvética na corrida aos Jogos Olímpicos, e precisavam de, pelo menos um terceiro lugar em Espinho, para ultrapassar as suas compatriotas Esmée Böbner e Zoé Vergé-Dépré, a quem tinham afastado na fase de qualificação, mas quedaram-se pelo 9.º lugar.

Nos masculinos, ficaram pelo caminho que vai dar ao pódio algumas duplas que eram consideradas favoritas, batidas por outras igualmente fortes ou mais ambiciosas no que ao amealhar de pontos olímpicos diz respeito.

Numa espécie de final antecipada, os suecos David Ahman e Jonatan Hellvig defrontaram os australianos Thomas Hodges e Zachery Schubert, mas o resultado não correspondeu às expectativas pois os nórdicos impuseram-se com autoridade: 2-0 (21-17 e 21-14).

Amanhã, tudo será decidido nas meias-finais, que começam às 8h00, e depois nas finais, sendo que a de femininos está marcada para as 15h00 e a de masculinos para as 16h00 – ambas com transmissão em directo na RTP 2 –, ao que se seguirá a atribuição das medalhas.  Ver horários e resultados AQUI

As finais serão transmitidas na RTP 2, enquanto vários outros jogos serão transmitidos na RTP Play.
Toda a informação em https://fpvoleibol.pt/bpt-espinho2024/

A COMPETIÇÃO

A competição Elite16 representa o nível mais alto das etapas do Beach Pro Tour (Circuito Mundial de Voleibol de Praia), sendo disputada pelas 16 melhores duplas por género do mundo, numa luta acesa por manter a sua posição dentro deste grupo de elite mundial.
O torneio é disputado em quatro grupos de quatro duplas cada, ao que se segue a fase de grupos e a fase eliminatória, ao longo de quatro dias, num total de 64 jogos.
Nos torneios BPT Elite16 tudo é organizado ao mais alto nível e nada é descurado, desde a produção televisiva de alto nível a uma área para os fãs digna de um festival ou concerto musical. Ver mais informações AQUI
Para além disso, nas etapas de nível Elite16 do Circuito Mundial de Voleibol de Praia a classificação entre os primeiros é recompensada com mais pontos – p.e., uma vitória no Futures dá 200 pontos FIVB a cada atleta da dupla vencedora (400 no total) e no Challenge vale 400 (800 para a dupla), enquanto a prova de Elite16 atribui 600 pontos a cada jogador da dupla vencedora (1.200 no total).

HISTORIAL

Desde 1995, data da primeira edição do Espinho Open, Portugal acolheu 25 provas de âmbito mundial (organizadas sob a égide da FIVB) e 6 de âmbito europeu (Confederação Europeia de Voleibol – CEV) em masculinos e 20 provas FIVB e 6 CEV em femininos.
Em termos globais, em 2023 a edição da etapa espinhense foi a 18.ª de masculinos e a 13.ª de femininos, mas a FPV organizou várias outras competições internacionais em Cortegaça, Porto, Macedo de Cavaleiros, Porto Santo (Madeira) e Esposende, esta última em 2001, onde a dupla portuguesa José Pedrosa/José Teixeira se sagrou campeã europeia de Sub-23.

Ver competições internacionais de Voleibol de Praia organizadas em Portugal AQUI

O Beach Pro Tour Elite16 de Espinho tem transmissão televisiva em canal aberto, mais concretamente na
Rádio Televisão Portuguesa (RTP).

Pedrosa Campos estão a tentar entrar com força na nova época do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Pro Tour), depois do importante 21.º lugar alcançado este ano no BPT Elite16 de Doha, e assim continuar a percorrer o caminho do apuramento para a 33.ª edição dos Jogos Olímpicos, agendada para os dias 26 de Julho a 11 de Agosto de 2024 em Paris, capital da França.

O caminho da dupla lusa, que almeja uma presença nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, tem sido recheado de bons resultados nos últimos anos: a medalha de bronze alcançada nos Jogos do Mediterrâneo pelos bicampeões nacionais juntou-se à medalha de ouro conquistada no Beach Pro Tour Challenge de Edmonton (Canadá), etapa do Circuito Mundial de 2023, naquela que foi a primeira vez que a dupla portuguesa subiu ao lugar mais alto do pódio numa etapa Challenge do Beach Pro Tour.
Um marco no percurso dos bicampeões nacionais em título e campeões mundiais universitários na caminhada que encetaram há poucos anos ao optarem pela prática do Voleibol de Praia ao longo de todo o ano, no que são apoiados pela Federação Portuguesa de Voleibol.

PARIS 2024

Os JO de 2024 realizam-se de 26 de Julho a 11 de Agosto na icónica capital francesa e Portugal vai voltar a estar representado ao mais alto nível em mais uma edição olímpica.
Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) e Presidente da Comissão de Voleibol de Praia da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), José Casanova, Secretário da Comissão das Regras de Jogo e Arbitragem da FIVB, e Rui Carvalho, árbitro internacional, são os portugueses que desempenharão funções de destaque no tão aguardado Paris 2024.
Tal como nas edições de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, Vicente Araújo será o responsável pelo Torneio de Voleibol de Praia ao exercer as funções de Delegado Técnico para o Voleibol de Praia designado pela Federação Internacional de Voleibol. Uma situação tradicional no currículo do dirigente, Membro do Comité de Controlo FIVB nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, entre várias outras competições.
José Casanova, que será o responsável máximo pela arbitragem nos Jogos de Paris na qualidade de Membro do Comité de Controlo da competição de Voleibol de Praia, esteve presente em nove competições olímpicas: sete edições dos Jogos Olímpicos de Verão e mais duas edições dos Jogos Olímpicos da Juventude.
Rui Carvalho vai integrar o quadro de árbitros de Voleibol de Praia dos Jogos Olímpicos 2024, depois de já ter dirigido uma final do torneio olímpico, em Londres 2012 – a primeira edição olímpica em que participou –, e ter estado igualmente presente no jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e em 2023 na final de masculinos do Beach Pro Tour, em Doha, no Catar.

Árbitros portugueses em acção
nas competições de 
Voleibol de Praia

José Casanova
Comité de Controlo dos Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.

Avelino Azevedo
Delegado de Arbitragem nas fases finais dos Campeonatos da Europa de Seniores Masculinos e Femininos, de 13 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.

Rui Carvalho
Final da Taça das Nações – Masculinos, em Jurmala, na Letónia, de 13 a 16 de Junho.
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 de Ostrava, na Chéquia, de 4 a 9 de Junho.
Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.

Sandra Deveza
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 Gstaad, na Suíça, de 3 a 7 de Julho.
Finais do Campeonato da Europa de Seniores Masculinos, de 14 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.
BPT Elite16 Hamburgo, na Alemanha, de 21 a 25 de Agosto de 2024.

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