BELGAS IMPLACÁVEIS NO EUROPEU 2026

A Seleção Nacional de Seniores Femininos defronta amanhã (12h30) a sua congénere dos Países Baixos – medalha de bronze europeia e 6.ª do ranking mundial –, já com os olhos postos nos dois jogos finais, com a Espanha (dia 26/12h30) e a Roménia (dia 27/15h30), decisivos quanto à passagem aos oitavos-de-final.

Hoje, frente à Bélgica, 11.ª classificada do ranking mundial, a equipa orientada por Hugo Silva apenas nos momentos iniciais dos dois primeiro sets conseguiu repetir a boa exibição rubricada no embate com o Azerbaijão, acabando por ceder pela diferença máxima: 0-3 (16-25, 22-25 e 11-25).

A partida ficou marcada por um forte domínio belga nos fundamentos de rede e serviço, com a equipa adversária a destacar-se na eficácia atacante (48% contra 33% de Portugal) e, sobretudo, no capítulo do bloco, onde registou 14 pontos diretos face aos 6 da formação portuguesa. Além disso, a Bélgica conseguiu obter 5 ases no serviço, enquanto Portugal não somou qualquer ponto por essa via.

A história do jogo refletiu uma perda gradual de intensidade por parte da equipa orientada por Hugo Silva. No primeiro set (16-25, em 23 minutos), Portugal ainda conseguiu acompanhar o ritmo inicial (parciais de 5-8 e 12-16), mas a Bélgica distanciou-se na reta final apoiada na segurança do seu ataque e em 4 blocos pontuais. O segundo parcial foi o mais equilibrado e disputado do encontro (22-25, em 25 minutos); as portuguesas alcançaram a sua melhor taxa de eficácia ofensiva (47%) com 17 pontos de ataque, sobressaindo a resposta no bloco (3 pontos). No entanto, a sólida presença belga na rede, com 6 blocos decisivos e 54% de concretização ofensiva, acabou por ditar a margem mínima a favor da Bélgica.
Já no terceiro set, que começou com um 0-5 (11-25, em 23 minutos), o jogo desequilibrou-se por completo: a equipa portuguesa quebrou na eficiência do ataque (apenas 17% de concretização com 5 pontos em 30 tentativas), permitindo que a Bélgica selasse o triunfo de forma contundente com 3 ases, 4 blocos e 12 pontos de ataque.

A nível individual, as mais concretizadoras do lado português foram Raissa Cassamá (9 pontos, todos no ataque: 64% de eficácia) e Ana Monteiro (9 pontos, distribuídos por 6 ataques e 3 blocos), acompanhadas por Alice Clemente com 8 pontos e Amanda Cavalcanti com 7.
Na seleção belga, o grande destaque da partida foi Pauline Martin, melhor pontuadora do jogo (16, com 15 pontos em ataque: 54% de eficácia), bem secundada por Britt Herbots (14 pontos) e por uma exibição muito forte de Britt Fransen no bloco, responsável por 5 dos 14 pontos da equipa nesse fundamento. Ver estatística AQUI

Após o desfecho da partida, o selecionador nacional, Hugo Silva, começou por enquadrar a exigência do momento e sublinhar que a equipa já sabia, de antemão, que as dificuldades seriam máximas diante de um adversário desta dimensão.
Analisando o desempenho coletivo, o técnico destacou a boa entrada nos sets, mas lamentou a falta de maturidade no fecho dos parciais: “Julgo que fomos entrando bem nos sets, mas chegou aquele momento decisivo e acabámos por ser um bocadinho inexperientes. Julgo que não estamos a aguentar ainda aquele embate no final de sets. É preciso um bocadinho mais de paciência, um bocadinho mais de maturidade e um bocadinho mais de querer pôr a bola no chão nesses momentos.”
Hugo Silva apontou ainda a falta de eficácia ofensiva e de confiança no ataque como fatores determinantes para o resultado, desvalorizando o desenrolar do terceiro e último set, que atribuiu ao desgaste psicológico de ter perdido os dois primeiros parciais de forma disputada.
O selecionador preferiu focar-se na aprendizagem para o futuro e lembrou que a equipa não deixa nada para trás, frisando que “ainda há muitos objetivos para alcançar” e a qualificação “ainda é possível.” Confrontado com o calendário que reserva embates decisivos com os Países Baixos, Espanha e Roménia, o técnico assumiu que as contas da qualificação só se decidirão nas duas últimas jornadas. Contudo, reforçou a urgência de manter a atitude e o crescimento competitivo, reforçando que, “independentemente disso, nós temos de dignificar ao máximo a nossa presença aqui, justificar por que estamos aqui, procurar crescer em cada momento, corrigir o que é sempre possível corrigir em momentos em que a intensidade é máxima”, concluindo que as jogadoras têm de tirar o devido proveito destas vivências para a sua evolução.

Por sua vez, a central Raíssa Cassamá, que sobressaiu como a melhor pontuadora de Portugal no encontro, não escondeu a frustração pelo desfecho no marcador. A internacional portuguesa admitiu que “fica sempre um sentimento agridoce porque o resultado não foi o que nós queríamos”, embora tenha expressado satisfação pessoal por ter conseguido contribuir com pontos e energia para o grupo.
De olhos já postos no duelo imediato contra a congénere dos Países Baixos, a atleta prometeu empenho total até ao fim do torneio: “Infelizmente, hoje não foi o suficiente e agora é vermos o que podemos corrigir em tão pouco tempo, porque amanhã já há outro desafio. Frente aos Países Baixos vamos entrar com garra e com vontade de ganhar, e tem de ser assim em todos os jogos que ainda temos pela frente.”

A fase final do EuroVolley decorre até ao dia 6 de setembro e divide-se por quatro países: Turquia (Pool A), Chéquia (Pool B), Azerbaijão (Pool C) e Suécia (Pool D). A seleção portuguesa, que garantiu a sua segunda presença da história na competição como uma das melhores segundas classificadas da fase de qualificação, integra um Grupo C bastante exigente em Baku, onde medirá forças com os Países Baixos (bronze europeu e 6.ª do ranking mundial), Bélgica (11.ª do ranking mundial), Roménia, Espanha e o anfitrião Azerbaijão. Os jogos da seleção nacional contam com transmissão em direto na RTP2 e na plataforma RTP Play.

A arbitragem portuguesa esteve em pleno destaque na jornada inaugural do Campeonato da Europa. A árbitra portuense Raquel Portela dirigiu, como 1.º árbitro, o jogo de abertura oficial da competição, realizado em Gotemburgo, na Suécia.
A representação da arbitragem nacional no EuroVolley 2026 completa-se com a presença de Avelino Azevedo, Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Voleibol, que desempenha funções no torneio como Delegado de Arbitragem da Confederação Europeia de Voleibol (CEV).

As 14 escolhidas

𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗶𝘀
Amanda Cavalcanti
Joana Garcez
Raissa Cassamá

𝗟𝗶́𝗯𝗲𝗿𝗼𝘀
Matilde Calado
Rita Campos

𝗢𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮𝘀
Júlia Kavalenka
Maria Reis Lopes

𝗗𝗶𝘀𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝗶𝗱𝗼𝗿𝗮𝘀
Ana Figueiras
Mariana Garcez

𝗭𝗼𝗻𝗮𝘀 𝟰
Ana Rui Monteiro
Alice Clemente
Inês Campos
Margarida Maia
Joana Milho

Lista alargada da comitiva e com detalhes das atletas AQUI

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