MANCHETE – DE BRAGA PARA A EUROPA: «GUERREIRAS» À CONQUISTA DO SEU ESPAÇO

Desde 1943 que o Sporting Clube de Braga tem construído uma história de sucesso no Voleibol, com destaque para alguns momentos-chave: a estreia da equipa de femininos em 1966/1967 (até 1987), a reativação em 2001/2002 da secção desta modalidade e a conquista do título nacional da II Divisão feminina em 2021/2022. Nos últimos anos, o clube tem investido na formação de atletas, estabelecido parcerias e contado com o apoio da comunidade, o que o coloca numa posição privilegiada para continuar a crescer e a conquistar novos títulos no futuro.

O Voleibol feminino do Sporting Clube de Braga vive um momento muito positivo. Com um projeto sólido e ambicioso, o clube parece ter todas as condições para continuar a crescer e alcançar novos sucessos.
A conquista do título da II Divisão foi apenas o primeiro passo de uma longa jornada. Este feito histórico colocou a equipa numa posição de destaque. E, nos últimos anos, o clube tem investido fortemente na formação de jovens atletas, criando uma base sólida para o futuro do Voleibol bracarense ao mesmo tempo que continua a estabelecer parcerias com escolas e clubes locais, visando promover a modalidade e descobrir novos talentos.

Em Braga, o Voleibol transcende a mera prática desportiva. Ao reunir jogadoras de diferentes idades e origens, contribui para fortalecer os laços comunitários e fomenta o espírito de equipa, tentando formar atletas que representem a cidade e o País ao mais alto nível, promovendo a cidade e região como um destino desportivo. Ao longo da sua história, o SC Braga já formou diversas atletas que representaram a Seleção Nacional.

Ricardo Vasconcelos: “Enquanto dirigente, gostava muito de ganhar
um título no Voleibol e acredito que isto vai acontecer a curto prazo

Ricardo Vasconcelos, responsável pelas modalidades do SC Braga, destaca o espaço que o Voleibol tem vindo a conquistar no clube, impulsionado pelo investimento na equipa sénior e pela qualidade do trabalho na formação. O dirigente salienta a importância da nova AMCO Arena, que proporcionou melhores condições de treino e competição para as equipas.
As novas ambições criadas por essa conjuntura incluem um título nacional a curto prazo e uma eventual presença nas competições europeias.

O Voleibol veio provar que há mais vida para além das modalidades mais mediáticas e com maior visibilidade no clube como o futebol, o futsal ou o atletismo?

RICARDO VASCONCELOS: “O Braga é um clube eclético e tudo aquilo que é a sua história comprova que há muito para além daquilo que são as modalidades mais mediáticas e podemos chamar o futebol como aquela modalidade que centra mais atenções. Obviamente a história do Braga no atletismo ou até na natação está comprovada e a sua importância no seio da cidade e dos adeptos, dos simpatizantes e das próprias instituições da cidade, mas o Voleibol claramente assumiu um protagonismo diferenciado nos últimos tempos, não tanto por aquilo que é o nosso trabalho na formação, porque esse sempre foi um trabalho de excelência e o projeto foi construído à volta daquilo que é uma centralização da nossa qualidade na competência técnica, naquilo que são os espaços de treino, mas acima de tudo também no serviço que nós prestamos na evolução dos atletas para chegarem possivelmente ao alto rendimento. Neste caso, o clube fez um investimento forte na equipa sénior e isso deve-se também ao facto de nós nos tornarmos um clube apetecível para atletas de referência, nomeadamente da seleção nacional e também de outras seleções. Quem olhar para o projeto de Voleibol do Sporting Clube Braga no verão passado possivelmente tinha dúvidas que este fosse um projeto aliciante, só estando dentro dele é que poderia existir essa confiança e por isso nós ficámos muito felizes em conseguirmos ter nos nossos quadros atletas de referência, as melhores atletas nacionais e acreditamos que num futuro próximo possamos ter ainda mais atletas de outras seleções, de outro gabarito, porque vamos sempre acrescentar valor e tudo que seja para acrescentar valor vai levar-nos a afirmar o projeto Braga no Voleibol nacional.

A criação de um espaço próprio contribuiu para o Voleibol se expandir?

RV: As infraestruturas mudaram as modalidades do Sporting do Braga. A AMCO Arena abriu no dia 4 de Setembro de 2023 e desde aí estamos certos que a nossa vida mudou para muito melhor. Ao nível de condições de trabalho, de competência do ponto de vista organizativo, conseguimos ter espaços que nos permitem dar outra resposta àquilo que são os anseios das equipas, dos treinadores, do departamento médico, da fisiologia, da fisioterapia e depois também como espaço onde nós exibimos o trabalho desenvolvido durante a semana que é o espaço onde nós jogamos.
Ter uma área, uma casa própria ajuda-nos. Depois de abrimos a nossa casa, conseguimos catapultar aquilo que é este projeto para patamares que possivelmente antes não era possível e acreditamos que num futuro próximo vamos estar ainda mais fortes”.

Esse investimento está a ter um retorno, digamos assim, ou impacto nas forças-vivas da cidade e da região?

RV: “Sim, claramente a modalidade de Voleibol ganhou espaço, a sua equipa sénior ganhou espaço e mediatismo e é óbvio que isso também centrou as atenções daquilo que são as forças-vivas da cidade.
Obviamente, nós, enquanto clube, queremos o melhor para os nossos atletas e para os nossos projetos, queremos que os nossos adeptos e simpatizantes se identifiquem com a equipa, porque o Braga investe aquilo que entende que deve investir e depois há o trabalho desenvolvido pelas pessoas, porque um projeto de Voleibol não se constrói só com dinheiro, constrói-se como todos os projetos desportivos, com competência técnica, recursos humanos, pessoas apaixonadas pelo clube e atletas da casa que mostrem também o que é o Sporting Clube de Braga, o que é jogar aqui e está comprovado que as próprias forças-vivas da cidade se identificam com o nosso projeto. O Voleibol passou a ser claramente mais falado na nossa cidade, na nossa região e Braga passou a ser, naquilo que é o panorama nacional, mais respeitado e estamos certos que ano após ano nós vamos conquistar cada vez mais o nosso espaço. Eu costumo dizer, e sem qualquer tipo de futurismo, que nós construímos ou estamos a construir bases para um projeto para dentro de três, quatro anos sermos a melhor equipa nacional. Estamos a trabalhar para isso”.

Eu costumo dizer, e sem qualquer tipo de futurismo,
que nós construímos ou estamos a construir bases
para um projeto para dentro de três,
quatro anos sermos a melhor equipa nacional
”.

Esse objetivo passará por o Voleibol criar uma identidade própria no clube e na região?

RV: “A questão da identidade é um tema muito muito falado entre nós. Nós não queremos que um atleta jogue no Braga só porque o Braga lhe dá as melhores condições. Nós queremos que jogue no Braga porque o clube lhe dá as melhores condições, mas também lhe proporciona um crescimento humano, social, desportivo, que vai tornar o atleta melhor pessoa.
O nosso Voleibol de formação, de alguma forma, já há muito tempo que marca presença nas fases finais e isso por si só já comprova que é um trabalho que está a ter algum sucesso. É óbvio que há gerações melhores que outras, mas o nosso projeto de Voleibol estava manco. Isto é: tínhamos uma boa formação, com um leque de atletas interessante, mas tínhamos uma equipa sénior um pouco mais instável.
Quando, em 2021 subimos, após uma época repleta de sucesso, onde só tivemos vitórias, tentámos estabilizar o projeto na principal divisão, para no ano a seguir entrarmos nos oito primeiros. Este ano o nosso objetivo é tentarmos disputar finais e entrarmos nos quatro primeiros do campeonato. Depois, numa final, tudo pode acontecer, por isso estou certo que em breve alguma coisa nos vai tocar.
Contratámos um treinador que eu considero um treinador de referência, um treinador à Braga, onde abunda aquilo que eu aprecio, enquanto dirigente, num treinador, que é o trabalho, a dedicação, a humildade, o respeito por aquilo que é o atleta e a sua natureza, mas acima de tudo a paixão com que trabalha no Braga, e é um elemento fundamental no nosso projeto”.

O pavilhão cheio nos jogos da equipa sénior é a prova da aposta ganha, de uma boa resposta por parte do público? Acreditam que isso é a maneira da própria cidade responder ao trabalho que está a ser feito?

RV: “Eu acredito que numa cidade como Braga, o público que marca a presença no universo do Sporting Clube de Braga é muito parecido com aquilo que é quem vai ao futebol ou dá uma saltada ao futsal e são estas mesmas pessoas também que nos vêm ver. A cidade de Braga não tem assim tanta gente para que haja público diferenciado para todas as modalidades.
O sucesso desportivo da equipa cativa mais a atenção. Não vamos acreditar que a modalidade, por si só, se não estiver no patamar de cima, que vai ter muita gente no pavilhão. Não é verdade.
Eu acredito que, com o trabalho desenvolvido, com aquilo que é a nossa ginástica semanal ou quinzenal de agendamento de jogos, sem fazer cruzar um jogo de Voleibol com outros jogos ou outros momentos desportivos que aconteçam na cidade que sejam apetecíveis, nós vamos ter cada vez mais pessoas no pavilhão. É verdade que, na primeira fase, tivemos uma taxa de ocupação no pavilhão muito boa para aquilo que estávamos à espera. Acreditamos que um bom espetáculo de Voleibol pode ser visto com qualquer adversário e, para nós, qualquer adversário é importante.”

Como diretor das modalidades, o que é que ainda lhe falta para se sentir completamente realizado no seu trabalho?

RV: “Do ponto de vista pessoal, este tem sido um desafio muito interessante. Nós, eu e a equipa que trabalha nas modalidades, tomámos conta deste barco há três anos; estamos agora no quarto ano. Aquilo que têm sido os resultados nem sempre traduzem aquilo que pode ser o nosso trabalho, porque o ganhar não significa que esteja tudo bem, como o perder não significa que esteja tudo mal, mas é verdade que nós temos muitos sonhos para cumprir.
O Voleibol acaba por ser uma das modalidades onde nós sentíamos que podíamos fazer algo mais e é isso que estamos a fazer. Mas, obviamente, o sucesso ou os sonhos de um dirigente cumprem-se de forma gradativa, passo a passo, sem grandes objetivos do ponto de vista de títulos, porque eu acho que os títulos, as conquistas, vão acontecer naturalmente. Respondendo diretamente à pergunta, eu, enquanto dirigente, gostava muito de ganhar um título no Voleibol e acredito que isto vai acontecer a curto prazo, mas também acredito que o nosso trabalho nunca se esgotará numa conquista de um título nacional ou de uma Taça de Portugal. Acredito que há muito mais a fazer no futuro. Acredito que o Braga tem margem para ser uma equipa que marque presença nas competições europeias e acredito que o Voleibol é uma modalidade com grande futuro no Sporting Clube de Braga.
Acredito que nunca perderá o seu espaço naquilo que é a atenção dos nossos sócios e simpatizantes e também dos dirigentes. Nós, enquanto clube, somos a prova de que o Presidente, António Salvador, e a sua direção sempre valorizaram aquilo que é, obviamente, o futebol, que acaba por ser a locomotiva que puxa este comboio, mas onde ninguém fica para trás. E nós, dentro das nossas 13 modalidades, e todas elas diferentes na sua natureza, nenhuma tem ficado para trás”.

E para quando o Voleibol masculino?

RV: “Tentamos manter o equilíbrio entre aquilo que são as nossas modalidades, percebendo também, passo a passo, quais são as nossas decisões, valorizando aquilo que temos no presente e tentando capacitar ainda mais estas modalidades. Semana após semana, temos convites para a criação de outras modalidades, até modalidades que estão bastante na moda. E nós, por opção, temos sempre tentado, primeiro, fortalecer aquelas que são as nossas modalidades e, de alguma forma, apetrechando-as daquilo que é o melhor que possa existir para que elas conquistem o seu espaço. Obviamente, a questão do Voleibol masculino não é uma opção à qual nós nos alheemos. De qualquer forma, não é no curto prazo a nossa prioridade.
No Voleibol, nesta fase, temos o feminino e vamos valorizar o feminino. E, logo que possível, pensaremos também no resto”.

Na criação de uma cultura de Voleibol na região, o que é que tem um peso mais importante?

RV: “O facto de termos atletas da Seleção Nacional, com muita visibilidade, o facto de termos algumas atletas que não são portuguesas mas que também têm algum impacto nos seus países, isso ajuda a potenciar aquilo que é a presença no pavilhão e também fazer com que a nossa marca Sporting Clube de Braga chegue mais longe, chegue aos seus países. Acredito que nós sejamos hoje, por exemplo, em Cuba, mais conhecidos do que éramos há um ano. E este caminho vai-se fazendo sempre dessa forma.
A sustentabilidade de um projeto não pode ser só e apenas naquilo que o clube investe, mas também na procura de parcerias e sinergias para dar melhores condições e, possivelmente, para acrescentar alguma riqueza. E isso faz-se, por exemplo, através de bons parceiros comerciais. E isso é um trabalho que nós temos que fazer, cada vez mais e melhor, porque a forma como está desenhado o desporto em Portugal, e não estou a falar só no Voleibol, estou a falar no desporto no seu todo, a vida dos clubes não é fácil. E as federações e as associações deviam ser mais sensíveis àquilo que é a realidade do desporto.
Porque hoje nós percebemos que uma equipa é muito mais, ou as despesas de uma equipa são muito mais do que aquilo que se investe nos salários dos atletas, porque, obviamente, o trabalho deve ser recompensado. Hoje uma operação da deslocação de uma equipa a Lisboa ou a Coimbra, ou seja, onde for, é muito mais cara do que há dois anos ou três atrás. E isso significa que os clubes têm que investir mais, pois há muito investimento naquilo que é a despesa diária e semanal das várias equipas, das várias modalidades.
Obviamente todos estamos aqui para fazer mais e melhor, todos estamos obrigados a ter as melhores condições possíveis, mas também temos de ter a sensibilidade para perceber que a vida dos clubes não está fácil.”

João Santos: “A ideia é continuar a avançar até chegarmos
ao nível das melhores equipas, quer de Portugal quer da Europa”.

Atual Treinador Principal da equipa de seniores femininos do SC Braga, João Santos, que foi Selecionador das Sub-22 femininos, tendo disputado o Campeonato da Europa em 2024, destaca a ambição do projeto do SC Braga, com investimentos a curto prazo para rivalizar com os melhores clubes de Portugal. O objetivo é alcançar os lugares cimeiros do voleibol nacional nas várias competições.
A equipa que construiu é competitiva e tem evoluído bem, com resultados positivos e um grupo forte. O foco é no coletivo, com um objetivo em comum e trabalho árduo. A dinâmica do próprio clube é importante, com os adeptos a identificarem-se com a entrega da equipa, que é uma mescla de atletas internacionais e da formação, criando uma boa sinergia e experiência”.

O que é que o levou a abraçar este projeto do SC Braga para o Voleibol?

JOÃO SANTOS: “O que me seduziu no projeto foi o desafio que me foi proposto numa primeira reunião pelo Pedro [Gonçalves] e pelo Ricardo [Vasconcelos]. Foi a ambição com que estes diretores, no primeiro instante me trouxeram. Um projeto que queria um vencedor em breve, com um investimento a curto prazo, com a possibilidade de rivalizar com os melhores clubes em Portugal.
E depois de conhecer as infraestruturas e conhecer o dia-a-dia todo o suporte que existe aqui, fiquei muito contente com a minha decisão porque de facto é incrível todo esse suporte que temos em todos os gabinetes e o nosso trabalho fica mais facilitado, obviamente”.

As metas que foram propostas ainda estão todas no horizonte?

JS: “O nosso objetivo é claro e nunca o escondemos: é intrometer-nos nas contas pelos lugares cimeiros. Quando falamos nisto, falamos em estar numa Final Four da Taça de Portugal, onde o nosso clube nunca esteve presente. É conseguir um lugar nos quatro primeiros classificados da Liga Solverde.pt.
É extremamente difícil, especialmente neste campeonato, que tem tido imensas surpresas, tem tido sempre resultados que à partida não eram expectáveis e isso torna a nossa tarefa bastante complicada. Mas acreditamos e trabalhamos para isso e vamos ver”.

Como é que vê a evolução da equipa desde a primeira semana de trabalho até agora?

JS: “Conseguimos, logo numa primeira instância, ter alguns resultados positivos, que eu acredito que também tenham alavancado a nossa época e dado alguma credibilidade ao nosso trabalho.
À partida, nós sabíamos que tínhamos um grupo competitivo, pelo passado delas, pelas condições que temos e pela quantidade de horas que metemos no trabalho. Agora, como disse, o campeonato é extremamente competitivo e isto não significa que os resultados apareçam logo.
Tem corrido bem, acho que podemos dizer assim, e vamos ver como é que finaliza.

As exibições da equipa e os resultados também mexeram um bocadinho com os próprios adeptos, tendo em conta os pavilhões cheios. Vocês sentem que há uma maior responsabilidade agora?

JS: “Obviamente, as vitórias também trazem mais gente ao pavilhão, mas o que é importante é a dinâmica do clube, o sentirem-se bem nesta casa, sentirem-se bem connosco.
Podemos vencer ou não, mas lutamos muito e isso deixa sempre uma boa imagem, e os adeptos minhotos identificam-se bastante com esta entrega.
Tem sido um trabalho constante também da nossa parte trazer as pessoas para um meio em que elas se sintam bem e que fiquem orgulhosas, acima de tudo”.

Qual é o maior argumento que esta equipa pode apresentar?

JS: “A nossa força é o grupo, o coletivo, porque nós não dependemos de nenhuma individualidade. Trabalhamos imenso, toda a gente, com um objetivo em comum e a única forma que conhecemos de conseguir algo será sempre todos juntos em prol desse mesmo objetivo. E isso vai ser decisivo na fase final, pois nós temos um calendário bastante complicado agora nesta reta final… Eu julgo que será difícil ficarmos nos play-offs; pode acontecer, mas será bastante difícil. Depois nos play-offs tudo pode acontecer e se há campeonato em que isso pode acontecer é este.
Nós estamos preparados e queremos lá chegar na nossa máxima força e depois vamos ver”.

Que mensagem é passada à equipa durante os treinos e, sobretudo, antes dos jogos?

JS: “É sempre uma mensagem de confiança, de acreditarem no que fazemos aqui no dia-a-dia. Uma mensagem de confiarem no que elas podem trazer para as colegas, para o grupo, para conseguirmos chegar ao fim de semana e termos uma performance que nos meta mais perto de conseguir vencer jogos.
A ideia do projeto passa por, passo a passo, ir subindo época após época.
Este ano julgo que já demos um pequeno passo e quando digo um pequeno passo nem estou a falar de resultados, estou a falar da dinâmica do dia-a-dia aqui, em que temos mais condições de trabalho para o Voleibol, em que temos imensas atletas já profissionais a trabalhar todo o dia para o grupo, seja no campo, seja na musculação, seja na recuperação.
A ideia é continuar a avançar com essas condições até chegarmos ao nível das melhores equipas, quer de Portugal quer, quem sabe, da Europa”.

E com uma equipa composta maioritariamente por portuguesas?

JS: “Neste momento, temos uma mescla de atletas internacionais portuguesas com atletas que fizeram parte da formação aqui do clube e depois complementamos, nalgumas posições específicas, com três estrangeiras em posições que também são mais difíceis de encontrar em Portugal.
Eu julgo que foi uma mescla bastante boa porque as internacionais trouxeram-nos a experiência pois já conhecem bastante bem as dinâmicas do campeonato. Depois, as atletas que vêm da formação têm sido bastante importantes para integrar as pessoas que vêm de fora, na dinâmica do que é ser Braga, do que é ser Minho.
Tudo fica mais fácil no nosso trabalho quando se juntam todas estas componentes. Fica mais fácil para nós, enquanto equipa técnica, conseguir trazer as nossas ideias, conseguir falar a mesma língua e só temos a ganhar com isso. O nosso objetivo, obviamente, que é tentar ter sempre alguém da formação.
Esta aposta é para continuar, sendo que cada vez fica mais difícil pelos objetivos do clube também terem mudado.
Nós queremos, obviamente, ter o máximo de atletas a conseguirem chegar à equipa «A», a trabalharem para conseguirem chegar às seniores. Agora, com os objetivos mais altos, torna-se também mais difícil esse processo e conseguir essa passagem das equipas de formação para a equipa principal”.

“Um projeto ambicioso com as condições perfeitas
para termos uma boa equipa e conseguirmos evoluir”

Jogadoras seniores do SC Braga, Maria Reis Lopes, oposta, Ana Figueiras, distribuidora, e Matilde Rodrigues, libero, jogam em posições diversas, mas sempre com o mesmo objetivo, o de triunfar, quer seja pela Selecção Nacional – onde fizeram história no Voleibol feminino ao vencer a European Silver League 2024 –, quer ao serviço do SC Braga, clube que ajudaram a atingir os lugares cimeiros da Liga Solverde.pt.

São provenientes de clubes diferentes, o que vieram encontrar no SC Braga?

MARIA REIS LOPES: “Acima de tudo, vim encontrar um projeto ambicioso com as condições perfeitas para termos aqui uma boa equipa e conseguirmos evoluir, que é o nosso principal objetivo. Estarmos a lutar pelos 4 primeiros lugares e termos uma ambição e um espírito de equipa bom, confortável para evoluir e acima de tudo foi isso que eu vim procurar neste projeto que acho que está muito bem estruturado e que tem pernas para crescer.
Temos uma equipa formada por jogadoras do Braga, por outras que vieram das seleções, de Portugal e de outros países, e eu acho que é uma mistura bastante interessante porque algumas trazem mais experiência internacional e outras trazem também o que é ser Braga. E acho que esta partilha de, no fundo, experiências diferentes está a ser bastante interessante e boa para ambas, de modo a toda a equipa em conjunto poder evoluir. “

ANA FIGUEIRAS: Desde que começou a época acho que o balanço é muito positivo. Nós ambicionávamos ficar nos 4 primeiros lugares, neste momento estamos dentro, numa posição que se calhar achávamos que ia ser muito difícil de atingir.
E o que sobressaiu na equipa foi o espírito de equipa, a capacidade de trabalho, treinamos muitas horas e a resiliência para além disso tudo. Temos várias faixas etárias e da mais velha à mais nova, todas se entregam todos os dias o mais que conseguem. E isso tudo vai, no final, acrescentar ao grupo e, ao longo do tempo, tentar criar uma estabilidade para chegarmos a alturas decisivas e o grupo estar coeso, resiliente e concentrado no que tem de fazer.
Neste momento, a melhor resposta ao apoio que temos recebido é treinar cada vez mais duro, mais intenso, para chegarmos da melhor maneira possível a alturas decisivas, como os play-offs. Tentar terminar esta segunda fase o mais acima da tabela que conseguirmos.
Sabemos que vai ser difícil, ainda há muitos jogos contra adversários diretos, mas prepararmo-nos para dar o nosso melhor agora e depois, na altura dos play-offs, sabemos que são jogos a doer e que toda a gente vai querer ganhar.

O contato com as atletas locais ajudou-as a sentir o emblema e a cidade?

AF: “Sim. Temos tido muito contacto com as jogadoras Sub-21, que nos ajudam muitas vezes nos treinos, passam-nos o que é ser Braga, o que é viver a cidade, vivem cá há muitos anos, são de cá. Toda a família vem ver os jogos, puxam cada vez mais pessoas para virem ver. Ensinam-nos as músicas, o hino. Claro que isso é bom para nós ficarmos cada vez mais entrosadas com o clube e com a cidade”.

MRL: “Nós temos mesmo aqui as condições ideais para conseguirmos evoluir cada vez mais. Por isso, acho que estamos sem dúvida num bom sítio, numa boa cidade, com boas pessoas e toda a gente faz com que este projeto resulte cada vez mais e resta-nos tentar diminuir algumas possíveis falhas, que fazem parte da evolução.
Todas as pessoas são tão interessadas em ir tanto para a frente, incluindo atletas, staff, organização, direção… São de facto mesmo pessoas muito interessadas, sempre disponíveis para tudo, seja algo mais pessoal, técnico, alguma coisa que nos falhe. Estão sempre disponíveis para nos ajudar e resolver isso logo no minuto a seguir”.

E este será o campeonato mais competitivo dos últimos anos?

MATILDE RODRIGUES: “ Todos os jogos que já fizemos e que nos faltam fazer, que já cumprimos na primeira volta, foram todos muito equilibrados.
Todas as equipas estão a trabalhar muito e todas querem ganhar. Acredito que seja dos primeiros anos em que o campeonato está, sem dúvida, bastante equilibrado e nota-se nos resultados desde a primeira jornada. Creio que isso ajuda muito a fazer crescer a modalidade em Portugal.
As pessoas ouvem as notícias, mais pessoas querem ver a modalidade, querem conhecer, e depois isso para o campeonato acresce, sem dúvida, algo exponencial. Acho que se nota pelas bancadas cheias, em diversos pavilhões. O facto de termos muitos clubes grandes a investir cada vez mais traz muitas pessoas aos pavilhões e isso, sem dúvida, é muito benéfico. Desde o início, termos a possibilidade de ter o apoio dos nossos adeptos, de estarem a lutar connosco, ajuda-nos muito. Já nos ajudou muito a trazer as vitórias e também espero poder contar com eles para o que resta, porque ainda faltam muitos jogos”.

Carlos Dias: “Todos os valores de referência e de acumulação
que elas vão tendo nos vários escalões será explanado nas seniores
”.

O facto de Carlos Dias, professor e Coordenador do Voleibol de Formação no SC Braga, se ter iniciado na modalidade relativamente tarde pesou na maneira como encara o papel da formação na modalidade e no clube.

CARLOS DIAS: “Tive muita dificuldade na minha formação inicial. Comecei muito tarde, aos 15, quase 16 anos, e isso fez com que eu tivesse que fazer um esforço acrescido em relação aos outros que já estavam com a sua formação básica. Quando eu comecei, já eles tinham formação consolidada, mas eu acredito sinceramente no trabalho. O trabalho é o primeiro passo para ter sucesso e, portanto, acho que a formação é essencial. Começar por volta dos 9, 10 anos é fundamental para estruturar bem uma carreira a longo prazo e extraordinariamente importante para atingir valores de concentração, de ligação à modalidade e de uma estruturação de base que pode ser favorável, obviamente.

Vocês têm vindo a registar um aumento significativo do número de atletas…

CD: “Durante a pandemia nós tivemos uns problemas, porque o nosso projeto era associado às escolas e com o fecho das Escolas tivemos necessidade de criar aqui uma estrutura ligeiramente diferente daquilo que vinha sendo aplicado. Após a pandemia tivemos um incremento enorme no número de equipas, no número de atletas por equipa e no número de atletas no geral. Neste momento, rondam os 200 atletas, só de género feminino.
Agora, o trabalho que fazemos baseia-se internamente no clube. O Braga já tem todos os escalões em funcionamento. Tem duas equipas de minis, duas equipas de infantis e todos os escalões até à equipa sénior. Portanto, estamos mais fechados em torno da nossa atividade, mas não deixamos de ter o olho aberto para aquilo que aparece nas escolas, aquilo que surge na Escola de Lamaçães, que fez parte do projeto-mãe, e projeto continua a ser dinâmico”.

A formação é essencial para criar laços com a modalidade, desenvolver valores e preparar as atletas para a vida. Na sua visão de professor e treinador, qual é a missão mais importante? Formar boas cidadãs ou boas jogadoras?

CD: “Isso é uma pergunta para um milhão de euros… Na minha perspetiva, nem todos os atletas vão ser atletas de elite. O que nós temos que fazer aqui é criar as bases para incrementar laços de relação com a modalidade, com o desporto no seu geral, obviamente, mas, acima de tudo, criar bases para que a atleta, cidadã, aluna, filha, enfim, nas suas virtudes e vertentes todas da sua relação social, cumpra com vários requisitos que são fundamentais, que é a perseverança, de certa forma o esforço em atingir objetivos, o ser solidário com as colegas, criar relações com uma sociedade e ter a capacidade de gerir conflitos.
Em resumo: criar uma atleta, sim, criar uma pessoa espetacular dentro do possível, sim, mas, acima de tudo, criar cidadãs ativas e socialmente valorizadas.
Essa é a grande virtude do desporto: é intensificar os sentimentos, porque nós aqui temos que ser verdadeiramente solidários, senão não conseguimos atingir objetivos. E isso permanece desde as minis até às seniores e para além da formação desportiva. O grau de exigência varia da formação inicial até a formação de alto nível, de sénior, mas os valores estão lá todos desde o princípio”.

O clube é conhecido por investir fortemente na formação de jovens atletas, criando uma base sólida para o futuro do voleibol bracarense e algumas atletas para as seleções.

CD: “O objetivo é nós formarmos atletas competentes na raiz, como já disse, sem descurar os valores, os princípios, a organização individual, a escola, o seu propósito académico. Todas essas virtudes ou vertentes poderão ser a raiz de tudo. Se elas puderem chegar à seleção, ainda melhor. Todos os valores de referência e de acumulação que elas vão tendo nos vários escalões será explanado nas seniores, e esse deve ser sempre o nosso primeiro objetivo, é ter seniores competentes, ter atletas competentes e ter atletas que valorizem a modalidade e valorizem, obviamente, o clube”.

A visibilidade das seniores é importante para atrair mais atletas e criar uma cultura de Voleibol na região. Como é que vê o investimento no Voleibol que o clube tem vindo a fazer nos últimos anos?

CD: “O Braga tem feito um esforço significativo de investimento, não só nas seniores, mas também nas equipas de formação e tem feito tudo para que as atletas se sintam felizes. A minha sensação é que nós estamos, paulatinamente, a criar as bases para que as seniores sejam uma referência, criem a ambição da nossa formação para chegar a esse patamar e para jogarem nas seniores. Como foi pós-pandemia que crescemos desta forma, ainda estamos numa fase embrionária, digamos assim, deste grau de dimensão.
Precisamos de criar outro tipo de dinâmicas, mas claro que as seniores são o ponto de referência e, portanto, acho que esta lógica de visibilidade que as seniores estão a ter vai ter repercussão na formação e vai criar boas referências, porque um dos problemas que nós temos aqui em Braga e zonas periféricas, é como não há muita cultura da modalidade, nós temos que ensinar tudo de raiz. Com as seniores, da forma como estão, com a visibilidade que têm tido, é uma forma interessante delas começarem a ter pontos de referência elevadíssimos, quer seja técnica, de postura, de competitividade ou de resultados, porque os resultados puxam tudo para cima“.

Carlos Dias expressa a sua felicidade por ver o pavilhão cheio de atletas, algo que o motiva a continuar o trabalho e aponta uma atleta local, Leonor Coelho, como um exemplo de sucesso, fruto de muito trabalho, talento e paixão pela modalidade, que serve de inspiração para outras atletas seguirem o mesmo caminho.

“Entrar num pavilhão com tantas atletas é motivo de imensa felicidade. Ver o esforço, o empenho, a dinâmica e a felicidade das atletas é o que me impulsiona e me alimenta ao longo dos anos. A alegria, a formação e a grande quantidade de pessoas que querem jogar Voleibol em Braga é algo incrível e motivador.
E ver atletas como a Leonor Coelho, que chegou à Seleção Nacional, com um percurso de alto rendimento, é inspirador.
A fórmula de sucesso está no investimento das pessoas, no que fazem e no que o clube proporciona. Acredito no trabalho, potencial e talento, mas talento sem trabalho não é nada. O percurso extraordinário da Leonor Coelho motiva-nos a continuar e replicar essa fórmula. É uma atleta é diferenciadora, ama o Voleibol e seu trajeto pessoal ajuda, mas sem as condições que o Braga e outros clubes proporcionam, seria mais difícil.
A Leonor é uma das nossas bandeiras e é recebida de forma intensa. O que é importante para sua evolução, pois nós não somos nada sozinhos. No Voleibol, um ponto é resultado de uma sequência de ações. A sociedade, pais, empresas e o clube são fundamentais para o sucesso.
Precisamos crescer com os outros e sermos ajudados como uma entidade dinâmica. Queremos que a sociedade participe, pois sem ela não somos ninguém. Isto é um facto”, conclui o Coordenador da Formação bracarense.

José Bastos: “A maior recompensa
é ver a felicidade das jogadoras”

O treinador das iniciadas do SC Braga, José Bastos, está satisfeito com o desempenho da equipa nesta época, mas, e apesar dos bons resultados, o foco principal continua a ser a evolução individual das jogadoras.

“As nossas expectativas e os nossos objetivos vão sempre no sentido de melhorar, não é tão fixado nos resultados. Agora, a partir do momento em que no ano passado estivemos numa fase final, este ano a nossa ambição passa por repetir essa presença”, reconhece.

Sente que o modelo competitivo deste ano é “mais difícil”, com a equipa a competir a nível nacional desde o início. No entanto, destaca:
“Tem corrido bem, as miúdas têm jogado todas, têm-se divertido e têm evoluído e esse é o principal objetivo”.

“Trabalhar num clube como o SC de Braga, conhecido por ter uma formação de excelência, também é meio caminho para termos uma boa base de captação, uma boa base de recrutamento, pois as atletas querem jogar no Braga”, explica José Bastos, adiantando:
“A maior recompensa nestes escalões é sempre ver a felicidade delas, é vê-las alcançarem alguns objetivos pessoais e até a nível desportivo. Posso dar alguns exemplos: a Leonor Coelho foi minha atleta e nestes dias foi galardoada «Atleta Revelação» e isso também foi motivo de enorme orgulho, para mim, pessoalmente, e para as outras atletas.”

O treinador também destaca o exemplo de outras jogadoras que progrediram na carreira, como “Beatriz Barbosa, Beatriz Vieira e Catarina Lobato, atletas seniores que as jogadoras mais jovens veem como modelos a seguir”.

“Sentimos isso, incentivamos isso, incentivamos que elas sintam o clube, vivam o clube e também que vibrem com as vitórias do clube, seja no voleibol, no futebol ou nas outras modalidades que representam o Sporting Clube de Braga”, afirma José Bastos.

O treinador acredita que o futuro do Voleibol feminino no SC Braga é promissor e que as jogadoras têm uma grande margem de crescimento.

“O clube tem potencial para continuar a crescer na formação de voleibol, mas precisa do apoio das instituições e da cidade. O que faz falta, na minha opinião, é desenvolver o Voleibol masculino, seria muito interessante aumentar a quantidade por aí também”, conclui José Bastos.

Jovens promessas do voleibol bracarense
inspiram-se em ídolos
e sonham com a equipa principal

Isabel Fontes e Maria Truta, jovens talentos do SC Braga, compartilham as suas experiências e ambições no Voleibol.
As atletas da categoria de iniciadas revelam o que as motivou a ingressar no clube, como a equipa superou desafios e qual o significado de representar o SC Braga.

A trajetória e as ambições de Isabel e de Maria servem de inspiração para outras jovens que sonham em seguir carreira no Voleibol. Tanto Isabel quanto Maria começaram a jogar Voleibol por influência de amigas que já treinavam no SC Braga. Após um treino experimental, ambas se apaixonaram pela modalidade e decidiram prosseguir a sua prática desportiva no clube minhoto.

“Já estou no Braga desde as minis. Amigas que treinavam aqui disseram-me para vir jogar. Como a minha prima também já estava no clube, vim fazer um treino experimental, gostei e fiquei”, conta Isabel Fontes, capitã das iniciadas.

Maria Truta teve uma experiência semelhante: “Tinha amigas que vieram para aqui e eu vim ao mesmo tempo. Quis experimentar e fazer um treino e gostei muito. E depois continuei e agora estou a jogar”.

No ano passado, as iniciadas do Braga chegaram à fase final do Campeonato Nacional, um feito que aumentou a responsabilidade da equipa em alcançar resultados ainda melhores.

“Pressão, eu acho que não sentimos. Agora, responsabilidade, sim. Não só para com a equipa, mas também para com o treinador, temos muita responsabilidade em voltar a atingir a Final Eight. E se conseguirmos ficar melhor classificadas, em primeiro, ainda melhor”, afirma Isabel.

Maria destaca os argumentos da sua equipa:
“Os principais pontos fortes são o ataque. E o que nós temos que melhorar é a atitude, porque nós às vezes vamos muito abaixo. Mas nós somos uma boa equipa e estamos muito unidas”.

O orgulho de representar Braga

As jovens atletas sentem-se orgulhosas em representar o clube da cidade e procuram inspiração em jogadoras e treinadoras que se destacaram no SC Braga.

“A maioria das raparigas que estão na nossa equipa são de Braga. E isso aumenta o amor pela equipa e pelo clube. E o facto de nós sermos de Braga também ajuda a querer dar mais títulos à equipa e ao clube”, declara Isabel.

Maria Truta inspira-se muito numa jogadora do escalão principal:
“Gostava muito de ser como uma da equipa sénior do Braga [Matilde Calado] porque gosto muito da atitude dela, da sua força. Ela gosta muito de jogar e não tem medo de ir à bola”.

Isabel Fontes «adora» uma ex-treinadora:
“A minha jogadora preferida, sinceramente, é uma treinadora que nós tivemos ano passado, a nossa treinadora adjunta, a Vieira [Beatriz Vieira]. Ela está agora na Sub-21 e nas seniores. E ela é muito… Olhe, é o próprio significado da guerreira. Ela dá tudo pela equipa e vai sempre ser o meu ídolo”.

Ambas as jovens atletas sonham poder vir a representar a equipa das seniores.

“O nosso objetivo é chegar à equipa principal. Creio que esse é o objetivo de todas as pessoas que gostam e que querem mesmo jogar Voleibol. Para quem quer jogar e quem joga, o objetivo é chegar ao melhor de si mesmo”, finaliza Maria.

REPORTAGEM EM VÍDEO

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