SUB-20: CAMPEONATO DA EUROPA 2027

A Seleção Nacional de Sub-19 Masculinos vai participar na fase zonal da Associação de Voleibol do Oeste Europeu (WEVZA), prova de apuramento para o Campeonato da Europa de 2027 da categoria de Sub-20. Com vista a preparar esta importante etapa internacional, o grupo deu início, no passado dia 20 de julho, aos trabalhos de preparação no pavilhão da Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, sob o comando do selecionador Eduardo Faustino.

A competição zonal realiza-se entre 15 e 21 de agosto de 2026, em Frankfurt, na Alemanha. A equipa das quinas ficou inserida na Pool B, onde terá como adversárias as seleções de Espanha, Itália e Suíça, enquanto a Pool A será disputada pelos Países Baixos, França e pela anfitriã Alemanha. Em jogo está o acesso direto à Fase Final do EuroVolley de Sub-20, agendada para decorrer na Croácia e em Montenegro, de 21 a 30 de julho de 2027.

Para responder às exigências desta preparação, a equipa técnica chamou um leque diversificado de atletas oriundos de vários clubes nacionais*: Aires Coelho, Aleksandr Barbazyak, Francisco Gomes e Tiago Ferradaz (AA Espinho); Afonso Coelho e Diogo Almeida (AA S. Mamede); Gabriel Ribeiro e Pedro Gregório (Ala de Nun’Álvares de Gondomar); Alexandre Colaço (Castêlo da Maia GC); Gonçalo Ortega e Rodrigo Fernandes (Leixões SC); Miguel Pedro Pereira (SC Espinho); Afonso Simões, Diogo Paredes, Erik Sales e Vasco Lopes (SL Benfica); e Bernardo Oliveira e Salvador Oliveira (Sporting CP).
*Clubes em 2025/2026

Em balanço sobre o arranque dos trabalhos, Eduardo Faustino destacou a motivação do grupo e a entrega diária dos atletas: “Estes primeiros dias estão a correr muito bem. Encontrámos um grupo muito motivado, muito dedicado também naquilo que é a sua evolução. Isso é muito importante porque sabemos que a preparação não é muito longa, temos menos de um mês, então temos que criar algumas rotinas e a identidade de trabalhar diariamente e se dedicar a 100%.”

Analisando os oponentes da fase de grupos, o selecionador apontou três realidades distintas. Destacou a Itália como “um país já com muito nome na modalidade e que apresenta sempre atletas com muita qualidade”, caracterizando Espanha como “uma equipa muito bem organizada, competitiva, talvez das melhores gerações nos últimos anos”. Em relação à Suíça, reconheceu que “há alguns atletas desta geração com muita qualidade”, mas deixou a garantia: “Nós temos que ser competitivos contra qualquer equipa e ser fiéis à nossa identidade e forma de jogar. Tenho a certeza que, se assim for, vamos conseguir bons resultados.”

Relativamente aos desafios do processo, o técnico reforçou que a intenção passa por competir contra todas as seleções, focando no trabalho que podem controlar. Eduardo Faustino sublinhou ainda o impacto desta caminhada na formação dos jovens: “O apuramento era um objetivo imediato fantástico de conseguir alcançar. Mas, mais do que isso, dá a estes jovens uma experiência internacional que nós não conseguimos dar todos os anos com regularidade. Era um abrir portas que nos fazia abrir os olhos para o que é a nossa qualidade dentro da Europa.”

Também no seio do grupo, a integração entre os atletas tem sido bastante positiva. O internacional Rodrigo Fernandes, do Leixões SC, explicou que o grupo junta atletas de diferentes escalões que não costumavam jogar juntos, realçando a união de todos: “É um misto de seleções, se assim o posso dizer. Há alguns da seleção abaixo, outros da seleção acima. Muitos não jogaram juntos, mas conhecemos todos mais ou menos e tem corrido tudo muito bem.” Sobre a oportunidade de competir internacionalmente, o jovem confessa: “É muito gratificante ver que o trabalho que fazemos durante a época tem dado resultados. É sempre uma oportunidade para se mostrar um bocadinho mais e estou muito feliz principalmente por representar Portugal.”

Por sua vez, Alexandre Colaço, do Castêlo da Maia GC, reforçou que as diferenças de idade e de experiência não têm sido um obstáculo: “Os mais velhos ajudam os mais novos e por vezes também acontece o contrário, já que temos sempre todos algo a aprender. A questão das idades ou da experiência não é de todo determinante neste processo.
”Quanto às perspetivas para o torneio, o atleta manteve os pés no chão: “O objetivo ideal seria o apuramento para o Europeu. Vai ser complicado, mas estamos a trabalhar para isso. O objetivo principal é criar um grupo coeso e que consiga desfrutar do jogo, porque isso vai ser sempre o mais fundamental. Temos de ter uma boa equipa acima de tudo.”

Miguel Correia (AV Braga) fará parte da equipa de arbitragem da competição da WEVZA.

A WEVZA é a sigla para Western European Volleyball Zonal Association (Associação Zonal de Voleibol do Oeste Europeu).  Trata-se de uma associação regional que integra a Confederação Europeia de Voleibol (CEV), criada para dinamizar a modalidade, organizar torneios regionais e qualificações para os Campeonatos da Europa, sobretudo nos escalões de formação (tanto no Voleibol de pavilhão como no Voleibol de Praia).  A WEVZA é constituída pelas federações nacionais de 8 países do oeste europeu: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Bélgica, Países Baixos e Suíça.

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Toda a informação detalhada sobre o calendário de jogos e resultados da competição pode ser acompanhada através do sítio oficial da Confederação Europeia de Voleibol em www.cev.eu.

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