EUROPEU DE SUB-22 AO RUBRO

França x Polónia e Israel x Chéquia são os jogos das meias-finais da fase final do Campeonato da Europa de Sub-22 Masculinos, que Portugal acolhe em Albufeira, Cidade Europeia do Desporto 2026. Hoje, Israel, já apurado, «poupou» os melhores jogadores para o jogo da meia-final e a Polónia aproveitou e aplicou-lhe um 3-0 bem pesado (25-15, 25-14 e 25-15) para um jogo tão decisivo. Com este desfecho, a Polónia afastou logo Portugal da luta pelas meias-finais… e a Ucrânia também, embora esta tenha vencido a equipa da casa numa luta desigual, sobretudo em termos da diferença de estatura entre os jogadores das duas equipas.
Na Pool II, a Chéquia venceu a Bulgária por 3-1 e conseguiu a sua primeira presença nas meias-finais do Europeu, o que lhe garante desde já a sua melhor posição, depois do 7.º lugar alcançado na edição de 2024. No jogo de todas as decisões, em que só interessava vencer, Itália e França, que reeditavam as duas únicas edições da prova, deram um espetáculo de voleibol, mas a França ao vencer dois sets conseguiu os seus intentos e apurou-se para as meias-finais. Venceu por 3-2, mas nem precisava de o fazer…

Pool I 
Ucrânia x Portugal, 3-1 (25-12, 25-22, 24-26 e 25-23)

1.º Set
A vitória já não garantia a qualificação para as meias-finais a qualquer uma das equipas, mas Portugal e Ucrânia queriam provar o seu real valor. O set inaugural começou com um pedido de Video Check, que confirmou o primeiro ponto para Portugal. Um ataque de Ruslan Chervatiuk e um bloco do capitão Denys Dehtiar deram uma ligeira vantagem aos ucranianos (5-2). A Ucrânia logrou manter a dianteira e conseguiu mesmo reforçar o seu avanço (12-6).
Portugal sentia enormes dificuldades em ultrapassar a defesa alta dos ucranianos (18-10), uma autêntica muralha formada por jogadores altos e possantes e onde pontificava Maksym Tonkonoh, com 2,07 metros, e Ruslan Chervatiuk, com 2,02.
Dois pontos de Maksym Tonkonoh, no ataque e bloco, e um ataque ao primeiro toque de Andrii Chelenyak sentenciaram o set: 25-12.

2.º Set
Portugal continuava a sentir grandes dificuldades em ultrapassar com êxito o bloco ucraniano, embora Tomás Teixeira bem tentasse remar contra a maré (7-4). Ainda era mais complicado quando tentava travar, sem resultados positivos, os ataques de Maksym Tonkonoh (12-6).
Um serviço direto de Eduard Shteryk (18-10) tornou tudo ainda mais fácil para os ucranianos… ou assim parecia. Algumas alterações no seis luso e Portugal começou a galgar terreno, chegando a assustar os ucranianos (22-19), que após a vantagem de que tinham usufruído ao longo do set só conseguiram fechar com o resultado de 25-22, com mais um ataque de Maksym Tonkonoh.

3.º Set
Este foi, sem dúvida, o set mais bem conseguido por Portugal e onde a sua seleção conseguiu mostrar o que vale, mesmo diante de adversários teoricamente mais fortes, em quase todos os sentidos. A Ucrânia entrou em força (2-0) mas encontrou resistência, com Portugal a igualar e a passar para a frente com um ataque de Afonso Iglésias e um bloco de Tiago Silva (5-3). Com Portugal a jogar bem, com confiança e determinação, a Ucrânia só conseguiria colar-se aos 9 pontos.
Os portugueses não desanimaram e procuraram criar novas brechas no sistema defensivo dos ucranianos (12-10), pois quando tentavam passar o bloco triplo era a equipa do leste europeu a levar a melhor.
A Ucrânia voltou a apanhar Portugal com um serviço direto de Maksym Tonkonoh (13-13) e seguiu viagem (17-15), mas a Seleção Nacional foi atrás dela, apanhou-a e ultrapassou-a (18-17).
Um ataque inteligente de Pedro Abecasis, a usar o bloco, manteve Portugal na frente (19-18). Um ataque em potência de Tomás Teixeira surtiu o mesmo efeito (20-19).
O público vibrava com a exibição e resultado (23-23). Um amorti de Ricardo Pedrosa colocou Portugal a um ponto do fecho do set, mas Maksym Tonkonoh, quem mais?, anulou a vantagem (24-24). Um serviço falhado pelos ucranianos e um bloco ao poderoso Maksym Tonkonoh deu a merecida vitória por 26-24 aos portugueses no set.

4,º Set
Finalmente a jogar sem inibições, Portugal mostrou que se podia bater de igual para igual (6-4). A Ucrânia igualou e passou para a frente com três blocos (8-6). Um dos muitos ataques de Maksym Tonkonoh aumentou a distância (12-9). Um bloco triplo dos ucranianos fez João Franco reunir com os seus pupilos (17-12).
Um serviço direto de Eduard Shteryk complicou ainda mais as últimas esperanças portuguesas de recuperação (20-14). Três ataques consecutivos para fora, de Eduard Shteryk e Yaroslav Horobets aproximaram Portugal (21-19). Portugal acreditava até ao fim, mas uma vez mais apareceu Maksym Tonkonoh nos momentos decisivos (24-21 e 25-23) , confirmando com o seu 32.ºponto no jogo o triunfo no set e jogo por parte da Ucrânia.

O ucraniano Maksym Tonkonoh, com 32 pontos, cotou-se como o jogador mais concretizador do jogo, enquanto Rafael Pinto, com 16, foi o português que mais pontuou. Ver estatística AQUI

João Franco, treinador da equipa da casa, salientou:
Não começámos da melhor forma, mas acho que acabámos bem, apesar de não termos conseguido buscar este último set porque deixámos fugir a meio do parcial a Ucrânia. Depois fomos atrás, mas já não chegámos a tempo…
Estes últimos sets com a Ucrânia e o jogo com a Polónia mostram já o que é Portugal. E mesmo contra a Israel, que tem uma boa equipa, com três jogadores efetivos da equipa principal de seniores, que é muito forte e foi às meias-finais da Liga Europeia. Os nossos jogadores bateram-se bem e estou a todos os títulos supersatisfeito com isso. Acho que são os três jogos que mostram a qualidade que nós temos, com jogadores com um nível de estatura baixo, mas tecnicamente bons. Temos que apostar definitivamente nos jovens, eu falo por mim também, que sou treinador de uma equipa sénior da I Divisão, acho que temos que olhar de maneira diferente para o nosso Voleibol e apostar nestes jovens que têm muita qualidade.”

O distribuidor da Seleção Nacional, que se estreou num Europeu de Sub-22 com apenas 17 anos, afinou pelo mesmo diapasão:
“É uma felicidade enorme e muito orgulho poder estar aqui na competição que é, no lugar que é, contra as equipas que aqui estão. É um nível muito alto, acho que é um nível que nunca nenhum de nós tinha encontrado aqui em Portugal.
Também sinto alguma tristeza com o sensação de que poderíamos ter feito mais. No nosso primeiro jogo contra a Polónia, ficámos todos com o sentimento de que poderíamos ter ido mais além.

Saímos com um sentimento de felicidade e orgulho porque fizemos frente às melhores equipas do planeta. Para mim é um momento inesquecível”.

Polónia x Israel, 3-0 (25-15, 25-14 e 25-15)

1.º Set
A equipa de Israel iniciou o jogo com um seis base diferente do habitual e composto por jogadores menos utilizados até então. A Polónia aproveitou bem essa benesse para assumir a liderança (5-3) e distanciar-se ainda mais no marcador (12-7), com um bloco de Wojciech Gajek. Os serviços diretos do oposto polaco afastaram definitivamente a equipa de leste do seu opositor no marcador (17-9).
O resultado ficaria fixado num desnivelado 25-15, selado com um ataque de Maksymilian Lyson.

2.º Set
O selecionador israelita manteve o seis base do parcial anterior e a Polónia não demorou a assumir o comando do jogo, impulsionada pelas ações ofensivas de Wojciech Gajek (4-2). A reação dos israelitas possibilitou-lhes a igualdade (10-10). E Wojciech Gajek foi obrigado a mostrar porque razão é um dos melhores jogadores do torneio nas ações ofensivas. Com ele a servir e Wojciech Dudzik a finalizar no bloco, a Polónia afastou-se novamente (14-10). Dois serviços de Blazej Bien catapultaram os polacos para novo triunfo; 25-14, depois de terem rubricado oito pontos consecutivos.

3.º Set
O terceiro set teve um início equilibrado (4-4), mas, tal como nos anteriores, a Polónia tomou a iniciativa, contando com a potência dos serviços de Blazej Bien (11-6). O treinador israelita não fez alterações de monta na sua equipa e a Polónia ganhou o jogo e a qualificação para as meias-finais ao selar o resultado do terceiro set com números mais uma vez desnivelados; 25-15.

Num jogo em que os artilheiros israelitas Mark Rura e Shay Liberman nunca saíram do banco, o polaco Wojciech Gajek, com 16 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido do israelita Elya Kirshenbaum, com 10. Ver estatística AQUI

No final, o treinador polaco, Piotr Graban estava naturalmente satisfeito:
Estamos muito felizes por estarmos no top 4. Tivemos dois jogos difíceis contra a Ucrânia e Portugal, porque eles jogaram momentos incríveis. Agora, aproveitámos esta oportunidade. Israel não utilizou os seus dois melhores jogadores para os recuperar, mas tudo isso faz parte da competição. 
Temos de estar satisfeitos, pois lutámos por cada bola. Agora, nós não temos nada a perder! Se estamos nas meias-finais, haverá certamente uma batalha entre as melhores equipas da Europa. Temos de, num sentido positivo, «matar alguém ou alguém nos mata a nós», percebe? Então, não há meio termo, temos de arriscar tudo, cem por cento, e apostarmos tudo na vitória”.

Pool 2
Chéquia x Bulgária, 3-1 (29-27, 21-25, 25-19 e 25-21)

1.º Set
Apesar de já estar eliminada, a Bulgária queria alcançar a vitória de honra. Um ataque ao centro de Erik Georgiev fez fugir os búlgaros (5-1). Mais eficazes nas jogadas junto à rede, os búlgaros foram gerindo e mesmo aumentando s vantagem (13-7).
Apoiada pelo público, a Chéquia começou a ganhar confiança e pontos, igualando pela primeira vez aos 15 pontos. À entrada para a reta final, a Bulgária liderava por apenas dois pontos (23-21). A Chéquia chegou à igualdade com um serviço feliz, salvando um set point (24-24). Com tudo em aberto, acabaria por ser a Chéquia a fixar o resultado de 29-27, com um serviço direto de Vojtech Pitner.

2.º Set
A Chéquia entrou bem (3-1), mas a Bulgária mostrou-se à altura (6-6). O equilíbrio prolongou-se (10-10). A lesão do distribuidor checo Matyas Chromec obrigou à sua substituição e a Bulgária aproveitou o momento de acerto das hostes checas para se afastar (13-10). Não durou muito tempo a fuga búlgara (18-18), Contudo, os búlgaros não se atemorizaram com a aproximação dos checos e continuara a somar pontos no ataque e com erros do adversário, sendo que os pontos que deram a vitória aos búlgaros foram desperdiçados pelo seu adversário no serviço e ataque: 25-21.

3.º Set
Bom arranque dos búlgaros (3-0), mas resposta pronta dos checos, com um serviço de direto de Stepan Svoboda (3-3).
Nova igualdade (9-9) conseguida pelos checos com um bloco de Vojtech Pitner. E liderança conquistada com três serviços consecutivos de Vaclav Seidl (15-12). Vaclav Seidl seria mesmo decisivo neste set ao resolver situações complicadas e ao somar o seu 16.º ponto no jogo. O set acabou com um serviço desperdiçado pelos búlgaros: 25-19.

4.º Set
O set começou com um pedido de Video Check logo no ponto inaugural (1-0), favorável aos checos. Foi mais um set onde o equilíbrio de forças imperou (16-15). Os búlgaros fortes nas ações ofensivas, mas ainda assim muito perdulários., não conseguiram contrariar a enorme vontade dos checos em se apurarem para as meias- finais, o que alcançariam ao fazerem o 25-21 neste quarto set. Com este resultado, a Chéquia obrigou a Itália e a França a fazerem tudo para vencer, pois o derrotado ficaria pelo caminho.

O checo Vaclav Seidl, com 21 pontos, e o búlgaro Zhasmin, Velichkov, com 14, foram os melhores pontuadores das respetivas equipas. Ver estatística AQUI

No final, Michal Nekola, treinador da Chéquia, não conseguia esconder o seu contentamento:
Foi um jogo muito difícil, muito difícil. A Bulgária jogou muito bem e tivemos de dar o melhor da nossa equipa para ganhar este jogo.
Estou muito orgulhoso dos meus jogadores, porque conseguimos apurar-nos para a meia-final de uma competição muito forte. Vamos concentrar-nos agora no próximo passo, que é a meia-final. Este é o nosso principal objetivo.
Gostaria de agradecer ainda aos nossos adeptos. Eles são loucos! Vão a todos os torneios para nos apoiar e a sua presença dá-nos ainda mais ânimo. O meu obrigado muito, muito grande”.

Itália x França, 2-3 (31-33, 25-19, 20-25, 25-18 e e 11-15)

No jogo que encerrou o dia, a Itália avisou logo a França de que teria de se esforçar ao máximo para a conseguir ultrapassar, chegando aos 6-0 no primeiro set, com quatro blocos e um ataque ao centro. A reação da França e erros dos italianos fizeram com que as equipas voltassem ao ponto zero (8-8). Estava dado o mote para o espetáculo entre os finalistas, com vitórias repartidas (Itália em 2022 e França em 2024), das primeiras duas edições do Europeu de Sub-22.
A partir daí, as igualdades foram constantes até aos 18-18, mostrando o equilíbrio existente entre estes dois colossos do voleibol jovem e sénior. A Itália atacava com Germak Khotsevitch e a França respondia com Joévin Wa-Bala e Joris Seddik.
Os gauleses adiantaram-se dois pontos, o que já não acontecia há muito, e os italianos trataram de os apanhar (20-20). A um ponto do fecho (24-22), a França viu o seu adversário crescer e igualar com um serviço de Pardo Mati.
A Itália desperdiçou dois serviços, mas recuperou os pontos no ataque (27-27). Um verdadeiro set impróprio para cardíacos mas que. como tudo, tinha de ter um fim. Joévin Wa-Bala foi o escolhido para pôr o selo do triunfo gaulês e fê-lo com um ataque à linha verdadeiramente indefensável: 33-31.
Dois pontos de Diego Frascio, no serviço e ataque, deram vantagem à Itália no início do segundo set (5-3). A França igualou mas falhou três serviços seguidos, não conseguindo descolar no marcador (9-9). E seria a Itália, com um serviço direto, a distanciar-se mais do que um ponto (12-10). Mais um erro dos gauleses e os italianos a aumentarem o seu pecúlio (14-11).
Um serviço direto de «Manu» Zlatanov (16-12) começou a preocupar os franceses… À entrada para a reta final do set, a diferença era já de cinco pontos (20-15). Coube a Gioele Taiwo fixar o resultado em 25-19. Diego Frascio, com 14 pontos, liderava então os melhores pontuadores.
O terceiro set foi igualmente equilibrado e com muitos nervos à mistura (6-6, 13-13, 16-16). Um ataque de Noa Duflos-Rossi e um bloco de Haukea Mare (18-16) deram vantagem à França, que acabou por vencer por 25-20, novamente por intermédio de um ataque de Joévin Wa-Bala. Este era o set que dava a passagem aos gauleses.
O quarto set foi dominado pela Itália (3-1, 10-7, 13-9). Com a vantagem a tornar-se cada vez mais robusta (20-12), o resultado não poderia ser outro: vitória da Itália por 25-18, com um ataque de Leonardo Sandu.
No quinto e derradeiro set, a Itália começou bem (4-1), mas acabou por se deixar ultrapassar (8-7). Um bloco de Thomas Lapierre deu uma preciosa vantagem à França (10-7). O domin~inio gaulês foi consolidado num ataque de Thomas Lapierre, que fez o resultado final: 15-11.

O italiano Diego Frascio, com 28 pontos, cotou-se como o melhor concretizador do jogo, enquanto Joris Seddik, com 13, foi o melhor entre os gauleses nesse capítulo. Ver estatística AQUI

No final, o treinador francês, Slimane Belmadi :
Começámos mal, com um 0-6 no início. Apesar do facto de que os jogadores estavam preparados, eu acho que eles ficaram um pouco nervosos por causa da qualidade do serviço dos italianos. E depois, batalhámos, voltámos a entrar no jogo e ganhámos o set, realmente, tendo vários  set-points, mas fazendo demasiados erros, que continuamos a fazer no segundo set, sobretudo no serviço; eu acho que tínhamos 15 erros em dois sets, o que é demasiado, pois eu não pedia mais de 3 por set, o que então faria 6, e nós tínhamos 15, mais do que o dobro. Então, é verdade, são muitos pontos dados ao adversário. E depois, no set seguinte, ajustando-nos, nós conseguimos regular um pouco melhor regular esse problema. Nós precisávamos de dois sets, para nos qualificarmos para as meias-finais.
Então, aí, nós tínhamos os nossos dois sets, então os jogadores relaxaram e eu fiz descansar todos os que tinham pequenos problemas. 
E, por outro lado, no tie-break, nós começamos bem, na continuidade da final do set anterior Os italianos fazem dois erros no ataque que não sáo nada habituais nesta equipa.
Então, nós conseguimos fazer  serviços de posição menos poderosos, menos arriscados, mas isso incomodou-os muito.
É muito bom terminar com uma vitória, sobretudo contra essa equipa com a qual não jogaremos mais, nessa categoria de idade.

Toda a informação em fpvoleibol.pt/eurovolley2026-sub22/

Albufeira, Cidade Europeia do Desporto 2026, está transformada no epicentro do voleibol jovem continental. Até ao dia 4 de julho, as oito melhores seleções da Europa discutem a terceira edição do EuroVolleyU22M.

Estrutura da competição e o caminho das medalhas

Portugal integra o Grupo I, juntamente com a Polónia, Israel e a forte seleção da Ucrânia. No Grupo II, competem a França (atual campeã em título), Itália, Bulgária e Chéquia.

O modelo de competição não dá margem para erros: as seleções jogam entre si na fase de grupos (sistema de round-robin), avançando apenas as duas melhores de cada agrupamento para as meias-finais cruzadas. Os vencedores disputarão a Medalha de Ouro, enquanto os vencidos lutarão pelo Bronze.

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