A Seleção Nacional de Seniores Masculinos, orientada por João José, venceu hoje, por 3-0 (25-16, 25-19 e 25-14), a sua congénere montenegrina no primeiro jogo do Torneio 15 da Liga Europeia, a decorrer na Nave Costa Pereira do Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos.
Portugal folga amanhã, dia em que Montenegro mede forças (17h00) com a Letónia, uma seleção que se assume como um dos líderes invictos da competição. Os letões entram nesta jornada moralizados por duas vitórias expressivas no seu reduto, tendo derrotado a Roménia e o Kosovo por 3-0. A Letónia integra o lote restrito de apenas três seleções – juntamente com os Países Baixos e a Estónia – que ainda não perderam um único set nesta edição da Liga Europeia.
No domingo, pelas 16h30, a Seleção Nacional defronta a Letónia com a obrigatoriedade de vencer e, assim, subir na tabela classificativa. O jogo com Montenegro, onde Portugal atuou como um todo, aguçou o apetite dos jogadores e do próprio público, que quer ver a turma das quinas a aplicar a mesma dose frente aos letões.
Montenegro x Portugal, 0-3 (16-25, 19-25 e 14-25)
Árbitros: 1.º Olivier Guillet (França) e 2.º Gloria Souto Jimenez (Espanha).
1.º Set
O jogo começou sob o signo do equilíbrio (4-4). Um serviço potente do capitão Alexandre Ferreira deu pela primeira vez uma vantagem de mais de um ponto a uma das equipas (6-4).
Portugal começou a ganhar confiança e a consolidar o seu jogo. Outro serviço, este do central Filip Cveticanin, manteve Portugal na rota certa (11-7).
Montenegro acusou o golpe, cometeu alguns erros, sobretudo no serviço – curiosamente, neste set a melhor arma dos portugueses –, e a formação orientada por João José continuou a somar pontos no ataque e bloco (17-11).
Quando os montenegrinos não conseguiam ultrapassar o bloco de Cveticanin ou de Kelton Tavares, o libero Gonçalo Sousa estava lá, incansável, para tapar todas as possíveis brechas da defesa lusitana.
Coube a André Pereira, que rubricou uma bela exibição, a tarefa de selar, com um ataque, o resultado do primeiro set: 25-16. Números bem mais desnivelados do que se previa, mas justificados com a exibição irrepreensível da formação lusa.
2.º Set
Com o bloco de Portugal a mostrar ainda maior solidez do que aquela que exibiu no primeiro parcial, mas sem o fulgor e eficácia no serviço e ataque, o equilíbrio manteve-se nos momentos iniciais (4-4).
Um bloco de Bruno Dias mostrou que era o momento certo para Portugal encetar uma fuga pontual, tal como no set anterior (8-5).
Outro jovem, André Pereira, continuava a fazer estragos no alto mas periclitante bloco montenegrino (12-7).
Portugal não levantava o pé do acelerador e a pressão que exercia obrigava o seu adversário, intranquilo e algo inexperiente, a cometer erros, sobretudo nas ações ofensivas.
Paulatinamente, seguro tanto no ataque como na defesa, Portugal lá foi levando a água ao seu moinho, pese embora com mais erros no serviço do que no parcial anterior. O resultado final de 25-19, rubricado com um amorti do maestro Bruno Dias ao segundo toque, foi uma vez mais indicador da diferença de nível entre as duas seleções.
3.º Set
Foi novamente com uma ação do seu capitão Alex, agora um ataque, que Portugal descolou no marcador (6-4). Um bloco de Nuno Marques somou um ponto à diferença (8-5). A partir daí, Portugal começou a caminhar a passos largos para o triunfo no set e no jogo… A caminhar ou a voar, como num ataque de segunda linha de Nuno Marques (12-7).
Quando Portugal já vencia por oito pontos (18-10), O treinador Ivica Jevtic chamou os seus jogadores, mas o desenrolar do jogo continuou a evidenciar a superioridade dos portugueses em todos os aspetos do jogo.
O jovem distribuidor Diogo Fevereiro também foi chamado a contribuir e respondeu bem ao apelo, salvando, com um mergulho, um ponto «impossível».
Um bloco de André Pereira e um ataque de Kelton Tavares fixaram o triunfo em 25-14.
Alexandre Ferreira e André Pereira, respetivamente com 12 e 11 pontos, cotaram-se como os melhores pontuadores do jogo. O oposto montenegrino Milutin Pavicevic rubricou 8 pontos. Ver estatística AQUI
No final, o Selecionador Nacional, João José, salientou:
“Conseguimos trazer para o jogo, e durante praticamente o tempo todo, aquilo que nos faltou a semana passada no primeiro jogo, que é a parte do coletivo, a parte de resolver os problemas individuais ou as questões que o adversário nos possa trazer, com as questões coletivas.
E conseguimos fazê-lo durante todo o jogo, ou seja, temos que dar esse mérito, porque, com poucos jogos ainda, pouco tempo de trabalho, estávamos confiantes que iríamos fazê-lo durante mais tempo e logo desde o início, mas conseguindo fazer durante todo o tempo, claro, ficamos ainda mais satisfeitos com isso.
No jogo com a Letónia, vai depender muito de onde nós nos conseguimos manter, ou seja, há aqui um grande desgaste emocional hoje, porque nós queríamos chegar e queríamos entrar bem, ou seja, os jogadores querem mostrar o valor que têm, porque o valor que eles têm não foi aquilo que eles mostraram no primeiro jogo da semana passada.
E agora temos de lidar um bocadinho também com essa descarga emocional e trazer novamente para o próximo jogo aquilo que trouxemos desde o início frente a Montenegro“.
Nuno Marques, zona 4 de Portugal:
“Estivemos sempre por cima e conseguimos fazê-lo ao longo de todo o jogo. Era isso que queríamos. Encarámos Montenegro com muita responsabilidade.
Na semana passada, perdemos um primeiro jogo (Dinamarca), que foi difícil para nós. Depois, ganhámos à Islândia, que é uma equipa, digamos, de um nível inferior, talvez, a todas as outras na competição e queremos, também em nossa casa, mostrar que somos uma equipa forte e que queremos responder com boas vitórias.
Ganhar dá sempre uma motivação extra e melhor ainda quando jogamos num curto espaço de tempo, é já no domingo, contra outro adversário que vamos encarar da mesma maneira que encarámos este, com muita responsabilidade e espero que no final consigamos ser felizes como hoje.”
O caminho até às decisões
e a rota do EuroVolley
Após o fecho do torneio em Matosinhos, a fase regular da Liga Europeia terminará para Portugal no Azerbaijão, de 19 a 21 de junho, onde medirá forças com a seleção local e com a Hungria.
Caso Portugal consiga terminar no top 4 da classificação geral, as meias-finais vão disputar-se entre 27 de junho e 1 de julho, ficando a grande final a duas mãos agendada para o período de 8 a 12 de julho.
Para além da luta pelos títulos, esta competição servirá de barómetro e preparação crucial para o Campeonato da Europa de 2026, que terá lugar de 15 de setembro a 15 de outubro na Itália, Bulgária, Finlândia e Roménia. No EuroVolley, a comitiva nacional ficará sediada na Bulgária, onde enfrentará adversários de enorme peso internacional como a Polónia, a Bulgária, Israel, a Macedónia e a Ucrânia.
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