CEV: FORTALECER A BASE DA ARBITRAGEM

O desporto europeu uniu esforços em Viena,  capital austríaca, durante a «National Heads of Refereeing Convention», organizada pela Federação Europeia de Andebol (EHF) nos dias 8 e 9 de maio. O evento contou com a participação do voleibol continental, personificada por Avelino Azevedo, Secretário da Comissão Europeia de Arbitragem da Confederação Europeia de Voleibol CEV e Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).

Sob o mote “Fortalecer a Base da Arbitragem: Uma Prioridade Estratégica no Voleibol”, Avelino Azevedo apresentou as linhas mestras da CEV para a modernização e proteção do setor, estabelecendo pontes cruciais entre o voleibol e o andebol.

Durante a sua intervenção perante os 63 delegados de arbitragem de 40 países – entre os quais João Costa, Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Andebol, e Manuel Conceição, responsável pela área de arbitragem internacional -, o dirigente português abordou temas críticos que afetam transversalmente o desporto mundial.

  • A crise de abuso: Azevedo alertou para o facto de 63% dos árbitros de todas as modalidades reportarem ameaças, classificando este cenário como uma barreira que exige colaboração imediata entre federações.
  • Modernização e tecnologia: Foram apresentadas as ferramentas de alta tecnologia utilizadas pela CEV, como o sistema de rastreio Bolt6, além de programas de suporte, como o Challenge RefereeReferee Coachese o programa de mentoria em Voleibol e Voleibol de Praia.

A nossa jornada está longe de terminar, mas juntos mostraremos o que a unidade, a transparência e o propósito podem alcançar“, afirmou o Secretário da ERC, citando a visão do Presidente da CEV, Roko Sikirić.

A apresentação de Avelino Azevedo reforçou a ideia de que os árbitros não são meros aplicadores de regras, mas partes interessadas vitais na integridade do jogo. A estratégia da CEV passa por criar um ambiente onde os oficiais de arbitragem sejam “recrutados, retidos e capacitados”, garantindo que a “terceira equipa” em campo seja tão profissional e protegida como os próprios atletas e equipas.

O primeiro dia da convenção culminou num painel de debate que incluiu representantes da UEFA (Futebol), FIBA (Basquetebol) e de instituições académicas da Alemanha e do Reino Unido. O consenso foi unânime: o futuro do desporto europeu depende de um compromisso partilhado com aqueles que sustentam a integridade das competições, seja no pavilhão ou na areia.

Com esta participação, a arbitragem portuguesa reafirma o seu papel de liderança e influência na definição das melhores práticas da arbitragem a nível internacional, alinhando o voleibol nacional com as mais recentes vanguardas estratégicas da Europa.

Mais informação AQUI

Partilhar: