Desporto inclusivo está a conquistar o país
A cidade da Guarda prepara-se para acolher, no próximo dia 30 de março, uma ação de formação dedicada ao inVolei, um projeto inovador que está a transformar o panorama do desporto adaptado em Portugal. A iniciativa, organizada pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) em parceria com a APPACDM de Viana do Castelo e a Associação de Voleibol da Guarda, terá lugar na Escola Carolina Beatriz Ângelo, entre as 14h00 e as 17h00.
O inVolei surge como uma resposta inclusiva, desenhada para promover a prática desportiva entre pessoas com deficiência ou incapacidade, independentemente da idade. Pela sua versatilidade, o projeto pode ser implementado em diversos contextos, desde clubes e associações a escolas e municípios, adaptando-se às necessidades de cada praticante.
Formação para a comunidade educativa e desportiva. Esta sessão na Guarda é dirigida a um público abrangente, incluindo professores de todos os grupos de recrutamento, treinadores, técnicos e outros interessados em dinamizar a modalidade. É importante notar que a ação está em processo de análise para acreditação como Ação de Formação de Curta Duração (ACD) pelo CFAE Guarda Raia, o que reforça o seu valor para a progressão e atualização de docentes.
As inscrições estão abertas até ao dia 26 de março e devem ser formalizadas através do formulário online oficial.
Um projeto em crescimento exponencial
A escolha da Guarda para esta formação não é casual, surgindo numa altura em que o inVolei regista um crescimento impressionante. Em dezembro de 2025, Viana do Castelo foi o palco do histórico I Encontro Nacional de inVolei, que reuniu dezenas de participantes de várias delegações, como as da APPACDM de Viana do Castelo e da Trofa, provando que a flexibilidade das regras é a chave para o sucesso e para a adesão massiva de novos praticantes.
Segundo Leonel Salgueiro, Diretor Técnico Nacional da FPV, o inVolei veio preencher uma lacuna fundamental no desporto adaptado português, que muitas vezes foca excessivamente no rendimento paralímpico, esquecendo aqueles que não se enquadram nessas categorias.
“O primeiro objetivo é massificá-lo, para dar oportunidade a todas as pessoas que são portadoras de deficiência intelectual. Os atletas de InVolei conseguem jogar, conseguem-se divertir e isso é que é o mais importante, pois o Voleibol não é só competição”, afirma o responsável.
Após algumas dificuldades na implementação do Voleibol Sentado devido à escassez de praticantes, a Federação aposta agora as fichas no inVolei como a solução para levar o desporto a todos, garantindo que o prazer do jogo e a inclusão social caminham de mãos dadas.
Tendo como principal objectivo integrar social e desportivamente pessoas com deficiência ou com incapacidade, o inVolei promove a igualdade de oportunidades de participação activa e de intervenção de todos os cidadãos, possibilitando a ocupação dos tempos livres através da prática de uma modalidade colectiva que cultiva os valores cívicos, aumentando os níveis de integração psíquica e social, bem como da qualidade de vida.
Nesse sentido, urge integrar o inVolei como actividade regular e competitiva, possibilitando assim o surgimento de um novo enquadramento no movimento associativo e agilizando o processo de interacção entre as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Organizações Não-Governamentais das Pessoas com Deficiência (ONGPD) e a Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).
A Federação Portuguesa de Voleibol irá desenvolver este projecto ao longo de 2026, iniciando a parte competitiva com a organização de encontros locais e regionais. Ver mais informações AQUI
Regulamento Básico
. Campeonato de inVolei – formado por equipas até 6 elementos e com 4 jogadores em campo;
. Dimensões do campo: 12m x 6m;
. Todos os atletas em campo têm de ser portadores de deficiência intelectual, devidamente comprovada por declaração médica.
. Os jogos serão disputados à melhor de 3 ou 5 sets, dependendo do formato da competição.
Quem se pode candidatar/inscrever?
• Autarquias;
• Escolas;
• Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS); Organizações Não-Governamentais das Pessoas com Deficiência (ONGPD);
• Estruturas desportivas e culturais;
• Organizações dotadas de estatuto jurídico.
Como se pode candidatar?
Através do preenchimento da ficha de candidatura e do seu posterior envio para a Federação através do email paravolei@federacaoportuguesavoleibol.pt