IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO E TECNOLOGIA NA ARBITRAGEM

Comissão Comissão Europeia de Arbitragem identifica a formação e a tecnologia como ativos-chave para impulsionar novos progressos.

No início desta semana, os membros da Comissão Europeia de Arbitragem (ERC), presidida por Arturo Di Giacomo, reuniram-se na sede do Voleibol Europeu, no Luxemburgo, para a sua reunião anual, traçando assim planos ambiciosos para melhorar ainda mais a qualidade e a consistência da arbitragem ao mais alto nível.

A ERC continuará a utilizar a formação como uma ferramenta fundamental para alcançar tal objetivo e concluiu recentemente uma reformulação total dos materiais disponibilizados através da Academia de Oficiais da CEV (CEV Officials Academy), anteriormente conhecida como CEV Campus, onde árbitros internacionais de Voleibol e Voleibol de Praia, árbitros de Challenge e Treinadores de Árbitros podem aceder a todos os documentos oficiais, estudos de caso e muito mais. A ERC criou um grupo de trabalho cujos membros estão encarregues de analisar e responder a questões dos membros da comunidade, fornecendo assim o tão necessário feedback aos árbitros de elite e aos emergentes. Esta informação será disponibilizada a todos os utilizadores – garantindo não só que é difundida o mais rapidamente possível, mas também ajudando a padronizar e implementar as melhores práticas para uma gestão suave e eficiente de todos os jogos.

A comunidade europeia de arbitragem, que inclui atualmente cerca de 400 árbitros internacionais de Voleibol e Voleibol de Praia, continua a crescer e a evoluir. Mais tarde, este ano, durante o CEV EuroVolley 2026 Masculino, a ERC realizará um seminário para Treinadores de Árbitros em Sófia, na Bulgária, cujo principal objetivo é alinhar critérios, processos de avaliação e normas – de modo a garantir que os árbitros sejam orientados e apoiados por um grupo qualificado de indivíduos que partilham a mesma motivação e visão.

Além disso, para injetar “sangue novo” e assegurar a substituição regular dos árbitros que em breve se reformarão devido aos limites de idade, a cidade francesa de Vichy acolherá, no próximo mês de maio, um Curso Europeu de Candidatos a Árbitros Internacionais (EIRCC), onde aqueles que pretendem juntar-se ao grupo existente de oficiais de jogo internacionais irão familiarizar-se, entre outras coisas, com a mais recente tecnologia implementada para apoiar o seu trabalho – desde o sistema de video challenge até ao boletim de jogo eletrónico e muito mais.

Enquanto preparavam várias propostas para o Conselho de Administração da CEV analisar na sua próxima reunião, agendada para o início de março, os membros da ERC discutiram também medidas para assegurar que a sua visão e filosofia sejam estendidas também ao Voleibol de Praia, proporcionando assim consistência de políticas e normas em toda a modalidade, com ênfase no uso de novas tecnologias para melhorar a qualidade e a eficácia do processo de tomada de decisão.

A reunião contou com a participação de Avelino Azevedo, Secretário da Comissão Europeia de Arbitragem (ERC) e Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV).

Atualmente, Portugal tem oito árbitros internacionais de Indoor – Vítor Gonçalves, Ricardo Ferreira, Raquel Portela, Pedro Pinto, Nuno Teixeira, Nuno Maia, José Caramez e Sofia Costa – e cinco de Voleibol de Praia: Michelle Ferreira, Rui Carvalho, Sandra Deveza, Sérgio Pereira e Patrícia Gomes.

Exemplos da tecnologia adaptada à arbitragem:

. Videoarbitragem (Sistema Challenge, Video Check), com múltiplas câmaras de alta velocidade, para rever lances duvidosos (bola dentro/fora, toque na rede, toque no bloco, etc.).

. Intercomunicadores, que permitem uma comunicação instantânea e clara entre o 1º árbitro, o 2º árbitro e, eventualmente, os marcadores, agilizando as decisões.

. Tablets Eletrónicos, usados pelas equipas – quer para solicitar o Challenge, as formações, os pedidos de tempo, etc. – e pelos árbitros.

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