MUITO TRABALHO E IGUAL DOSE DE AMBIÇÃO

Portugueses defrontam amanhã as Filipinas no primeiro de três jogos particulares

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos entrou já na recta final de preparação para a sua terceira participação no Campeonato do Mundo de 2025, que terá lugar de 12 a 28 de Setembro nas Filipinas. Após 23 anos de ausência, a equipa das quinas regressa ao maior palco da modalidade com a ambição de se afirmar e mostrar o seu valor.

Os trabalhos específicos de preparação, iniciados a 28 de Julho, entram agora na quarta de sete semanas de intenso trabalho, com o objectivo de deixar uma boa imagem na competição.

O distribuidor Miguel Tavares Rodrigues descreve o processo como “árduo“, mas necessário. “É preciso sempre sofrer um pouco para depois tentar que o jogo seja um bocadinho mais fácil do que o treino“, avisa.
O libero Ivo Casas reforça a intensidade do trabalho e a motivação da equipa, que “quer muito estar numa fase final do Campeonato do Mundo“, algo que Portugal não conseguia desde o histórico Argentina 2002.

Ambição de passar aos oitavos-de-final

O sorteio não foi favorável a Portugal, que foi integrado na Pool D juntamente com os Estados Unidos, Cuba e Colômbia. O Seleccionador Nacional João José, que em 2002, como jogador, fez parte da equipa que alcançou um histórico 8.º lugar, reconhece as dificuldades.
Há duas selecções que não precisam de apresentação, são Cuba e Estados Unidos. São duas candidatas a medalhas. Temos de ser realistas mas também ambicionar e aceitar o desafio de conseguir passar aos oitavos-de-final“, destaca, o que implica terminar entre os dois primeiros da Pool D.

O grupo de trabalho encara o desafio como mais um factor de motivação. Alexandre Ferreira, jogador da zona 4, sublinha mesmo que “jogar contra selecções do top mundial é uma motivação extra“. Ver mais informações aqui

A preparação para este Mundial, que este ano tem um novo formato com 32 selecções, prossegue a bom ritmo. Dos jogadores actualmente em estágio em Santo Tirso, apenas 14 seguirão para a Roménia no dia 27 de Agosto para aí realizar jogos particulares.
A viagem para as Filipinas está agendada para 2 de Setembro. Antes, a Selecção Nacional ainda defronta a sua congénere das Filipinas [ver imagem] em jogos amigáveis em Santo Tirso nos dias 19, 20 e 22 de Agosto, agendados respectivamente para as 18h00, 17h00 e 10h00.

Este regresso aos grandes palcos é visto como um momento de viragem para o Voleibol português. Após um percurso na European Golden League onde uma nova e promissora geração de talentos se afirmou, a equipa prepara-se para dois grandes desafios internacionais, para os quais se apurou directamente graças à sua posição nos rankings mundial e europeu e que prometem solidificar o seu estatuto no panorama mundial: o Campeonato do Mundo de 2025 e, posteriormente, o Campeonato da Europa de 2026. A confiança na juventude e a crescente consistência do Voleibol português são a base desta nova e emocionante fase.

Equipa técnica

Treinador Principal – João José
Treinador Adjunto – Manuel Silva
Treinador Adjunto – Ricardo Lemos
Fisioterapeuta – Hélder Vasco

Atletas convocados**

AA Espinho
Rafael Pinto

Castêlo da Maia GC
Guilherme Menezes

Leixões SC
André Pereira
Rafael Santos

SC Espinho
José Pedro Andrade

SL Benfica
Tiago Violas
Ivo Casas

Sporting CP
Gonçalo Sousa
Kelton Tavares

Vitória SC
Manuel Figueiredo

CV San Roque Batán (Espanha)
José Pinto

Nice Volley-Ball (França)
Bruno Dias

St. Nazaire VB Atlantique (França)
Lourenço Martins

Helios Grizzlys Giesen (Alemanha)
Miguel Sinfrónio

Tokyo Great Bears (Japão)
Alexandre Ferreira

Nova Technology Lycurgus BV (P. Baixos)
Nuno Marques

Aluron Warta Zawiercie (Polónia)
Miguel Tavares Rodrigues

SC Municipal Zalau (Roménia)
Filip Cveticanin
**Em 2024/2025

Integrado na Pool D, Portugal defronta adversários de peso na fase final do Mundial 2025. A estreia será frente a Cuba, no dia 13 de Setembro, às 6h30 portuguesas, reeditando confrontos históricos na Liga Mundial. Segue-se, no dia 15 de Setembro, às 14h00, o jogo com os Estados Unidos da América, uma equipa que dispensa apresentações, sendo a 3.ª no ranking mundial e medalha de bronze na Olimpíada de Paris. O percurso na fase de grupos encerra com o jogo frente à Colômbia, no dia 17 de Setembro, às 3h00.

O objectivo é claro: terminar entre os dois primeiros do grupo para continuar a avançar numa competição que, este ano, se disputa num novo formato com 32 selecções.

A qualificação para o Campeonato do Mundo não seria tão entusiasmante sem o contexto da European Golden League (EGL) de 2025. Embora a equipa não tenha chegado à Final Four, a campanha foi crucial para a afirmação de uma nova e talentosa geração de jogadores, que demonstrou o potencial do futuro do Voleibol português.

A EGL serviu como uma valiosa plataforma para a transição dos jovens atletas das selecções de formação para a equipa principal. A resiliência, a capacidade de crescimento e a maturidade demonstradas por estes jovens em contexto internacional foram notáveis. Nomes como José Pedro Pinto e Nuno Marques confirmaram a aposta, enquanto despontaram outros talentos vindos de selecções mais jovens, dos quais Bruno Dias, eleito MVP num dos jogos cruciais, e André Pereira são os casos mais flagrantes.

Esta aposta na juventude, aliada ao trabalho de base que tem sido desenvolvido, está a dar frutos. O desempenho na EGL é a prova de que o Voleibol português está no caminho certo, construindo uma base sólida para competir a patamares mais elevados nos próximos anos.

A crescente consistência da Selecção Nacional é confirmada pela sua qualificação directa para o Campeonato da Europa de 2026. Esta será a oitava presença de Portugal na fase final da competição, e a quarta consecutiva, um feito que sublinha a sua consolidação entre as principais potências do continente.

A qualificação directa, que evita a fase preliminar, é um reconhecimento da excelente classificação de Portugal no Europeu de 2023 (10.º lugar) e da sua posição no Ranking da Confederação Europeia de Voleibol (CEV). O EuroVolley de 2026 será disputado em quatro países – Itália, Bulgária, Finlândia e Roménia – e contará com as 24 principais selecções do Velho Continente.

Com a experiência de alto nível no Campeonato do Mundo e a base sólida de jovens jogadores que se destacaram na European Golden League, a equipa portuguesa olha para o futuro com optimismo. O sonho de continuar a ser um protagonista nos grandes palcos internacionais está nas suas mãos, e a nova geração tem o talento e a determinação para o transformar em realidade.

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