A Seleção Nacional de Seniores Femininos estreia-se amanhã (16h00 / RTP 2) frente ao Azerbaijão na Pool C da fase final do Campeonato da Europa, que decorre até ao dia 6 de setembro em quatro países: na Turquia (Pool A), Chéquia (Pool B), Azerbaijão (Pool C) e Suécia (Pool D).
O Grupo C tem sede em Baku e Portugal, que garantiu a sua segunda presença no EuroVolley como uma das melhores segundas classificadas da fase de qualificação, terá pela frente as seleções do Azerbaijão (anfitrião), Países Baixos (medalha de bronze e sexta do ranking mundial), Bélgica (11.ª do mundo), Roménia e Espanha.
A Seleção Portuguesa estreia-se esta sexta-feira frente ao Azerbaijão, com o jogo a ser transmitido na RTP Play e RTP2.
A competição, que vai estender-se até 6 de setembro, estará disponível na plataforma da estação pública. Serão também transmitidos os encontros da Seleção Nacional com a Bélgica, a 23, e com os Países Baixos. A equipa portuguesa volta a entrar em campo no dia 26 frente à Espanha e encerra a primeira fase da competição frente diante da Roménia a 27 de agosto.
O Selecionador Nacional, Hugo Silva, assume o grupo como um espelho da evolução da equipa e destaca a natureza estratégica dos confrontos que se avizinham.
“Estamos perante a competição mais exigente em que esta geração de atletas e a Seleção Nacional feminina de Portugal alguma vez participaram. Sabemos perfeitamente o nível que vamos encontrar e encaramos este desafio com um enorme sentido de responsabilidade, mas também com a ambição de mostrar o crescimento que temos vindo a construir“, começou por sublinhar o técnico nacional ao analisar o grupo e as expectativas para a competição.
Sobre os oponentes que Portugal vai defrontar na Pool de Baku, Hugo Silva perspetivou as dificuldades e a exigência do calendário.
“O Azerbaijão é o nosso primeiro adversário e tem a vantagem de jogar em casa, num ambiente que se prevê exigente. Será um teste imediato à nossa capacidade competitiva e à personalidade da equipa.
Já sabíamos das dificuldades, pois o sorteio colocou-nos num grupo extremamente competitivo. A Holanda chega depois de atingir os quartos de final da VNL [Liga das Nações], o que demonstra a qualidade do voleibol que vamos enfrentar. A Roménia e a Espanha são adversários que conhecemos bem e com quem já competimos em diversas ocasiões, embora ainda não tenhamos conseguido vencer.“, explicou.
Relativamente aos aspetos fundamentais e ao que se apresenta de diferente neste grupo de trabalho em comparação com as competições anteriores, o selecionador destacou o salto de maturidade e a atitude do coletivo.
“Temos consciência de que evoluímos significativamente nos últimos anos, mas também sabemos que a exigência internacional cresce de forma constante. Manter este nível e continuar a progredir implica continuar a encontrar novas soluções, desenvolver mais talento e criar uma cultura competitiva que permita à seleção afirmar-se de forma consistente“, referiu, acrescentando:
“O que me deixa mais satisfeito é a atitude que este grupo tem demonstrado. Nos últimos dois anos, estas atletas revelaram uma disponibilidade extraordinária para trabalhar, aprender e superar dificuldades. Essa ambição faz-nos acreditar que podemos encarar desafios desta dimensão com cada vez mais confiança e consistência. Continuo a olhar para o futuro com otimismo, sem nunca perder de vista a dimensão do caminho que ainda temos de percorrer para estarmos regularmente presentes nas grandes competições internacionais.”
Questionado sobre se o fortalecimento dos pilares da equipa (as jogadoras mais experientes) através da entrada de jovens promessas correspondeu a uma simples gestão de esforço e carga física ou a uma mudança permanente na estratégia tática, Hugo Silva foi claro ao assumir a renovação como uma linha de rumo contínua:
“A renovação da seleção não é apenas uma opção; é uma necessidade. A integração de atletas mais jovens faz parte da estratégia para aumentar a competitividade da equipa e preparar o futuro. Sabemos que o voleibol feminino português ainda procura reduzir a distância para as principais seleções europeias e esse caminho faz-se dando oportunidades, acelerando o crescimento das atletas e criando uma base cada vez mais sólida para o futuro.”
No que diz respeito à facilidade com que estas jovens jogadoras se (re)integraram no núcleo principal, o responsável técnico fez um balanço muito positivo do trabalho de preparação e do espírito de grupo demonstrado ao longo das últimas semanas.
“A preparação que realizámos ao longo das primeiras três semanas confirmou tudo aquilo em que acreditamos. O compromisso, a dedicação e o profissionalismo de todas as atletas foram exemplares. Não seria justo pedir mais do que aquilo que cada uma entregou diariamente. Algumas continuavam a recuperar de lesões recentes e ainda à procura da melhor condição física, mas isso nunca diminuiu a vontade de contribuir para a equipa“, elogiou.
A fechar o enquadramento da participação portuguesa no EuroVolley 2026, Hugo Silva deixou uma mensagem de confiança na identidade e na entrega do grupo:
“Entramos nesta competição conscientes das dificuldades, mas também convictos de que representaremos Portugal com enorme orgulho. A entrega, a união e o espírito competitivo estarão presentes em todos os momentos, e acredito que a preparação realizada nos deixa nas melhores condições para enfrentar este desafio e dignificar o voleibol feminino português.”
A árbitra Raquel Portela (AV Porto) também estará presente na fase final do Campeonato da Europa feminino.
As 14 escolhidas
𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗶𝘀
Amanda Cavalcanti
Joana Garcez
Raissa Cassamá
𝗟𝗶́𝗯𝗲𝗿𝗼𝘀
Matilde Calado
Rita Campos
𝗢𝗽𝗼𝘀𝘁𝗮𝘀
Júlia Kavalenka
Maria Reis Lopes
𝗗𝗶𝘀𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝗶𝗱𝗼𝗿𝗮𝘀
Ana Figueiras
Mariana Garcez
𝗭𝗼𝗻𝗮𝘀 𝟰
Ana Rui Monteiro
Alice Clemente
Inês Campos
Margarida Maia
Joana Milho
Lista alargada da comitiva e com detalhes das atletas AQUI
O adversário inaugural
O Azerbaijão prepara-se para receber jogos do Campeonato da Europa feminino pela segunda vez na história da competição. A primeira vez ocorreu em 2017, quando coorganizou o EuroVolley com a Geórgia, tendo a seleção terminado na quarta posição e igualado o seu melhor resultado de sempre na competição, que remontava a 2005.
“Não podemos viver da história. As nossas jogadoras compreendem isso muito bem,” comentou o treinador principal, Faig Garayev:
“Se tivermos uma prestação bem-sucedida, haverá um renascimento no voleibol azeri. Como equipa técnica, temos de levar a preparação psicológica, tática e física das jogadoras a um nível elevado. A equipa tem plena consciência de que se avizinham jogos sérios. É bom que as jogadoras estejam a jogar no seu país. O nosso principal objetivo é passar a fase de grupos com um bom resultado. A nossa equipa já demonstrou no passado um bom jogo contra adversários fortes. As jogadoras atuais têm experiência suficiente.”
“Cada uma de nós compreende muito bem o quão importante é este Campeonato da Europa para nós,” afirmou Yelizaveta Ruban, uma das principais estrelas e pontuadoras da equipa:
“Estamos muito felizes por o nosso país, o Azerbaijão, ser coorganizador deste prestigiado torneio. Como se costuma dizer, jogar em casa dá-nos força. Contamos com o apoio dos nossos adeptos e de todos os que adoram voleibol. Daremos também o nosso melhor para jogar bem, alcançar vitórias, corresponder à confiança em nós depositada e avançar para a fase seguinte.”
De 21 a 28 de agosto, Baku acolhe os jogos do Grupo C do EuroVolley, que conta também com as seleções da Bélgica, Países Baixos, Portugal, Roménia e Espanha.