À CONQUISTA DE VITÓRIAS NO MUNDIAL

A dupla tetracampeã nacional estreia-se no Mundial 2025 no dia 14 de Novembro, frente aos neozelandeses Bradley Fuller e Ben O’Dea.

O Campeonato do Mundo de Voleibol de Praia FIVB 2025, o ponto alto e mais aguardado do calendário da modalidade este ano, realiza-se em Adelaide, Austrália, entre 14 e 23 de Novembro. O evento será transmitido em directo e na íntegra através da VBTV.

Ao longo dos dez dias de competição no «Down Under», será possível assistir-se a confrontos intensos e dramáticos que culminarão na coroação dos novos campeões mundiais. Os fãs de todo o planeta que acompanharem a VBTV terão a possibilidade de ver todos os jogos, seja em directo ou em diferido (on-demand). A melhor forma de seguir o Mundial é descarregando a aplicação VBTV.

Esta 15.ª edição do Mundial de Voleibol de Praia promete ser a mais competitiva de sempre, juntando as 48 melhores duplas femininas e masculinas do mundo, representando 40 países de todos os cinco continentes. O lote de participantes inclui campeões e medalhistas olímpicos, bem como ex-campeões mundiais, com vários favoritos ao ouro em ambas as categorias.

Os melhores jogadores de Voleibol de Praia a nível mundial reúnem-se na cidade anfitriã para este evento de prestígio. Um dos grandes alvos a abater é a dupla norueguesa formada por Anders Mol e Christian Sorum, que procurarão ser os primeiros homens a conquistar o título mundial por duas vezes. Os noruegueses, actualmente no topo do Ranking Mundial da FIVB e campeões olímpicos de Tóquio 2020, destacam-se como uma das duplas masculinas mais impressionantes. Já fizeram história em 2022 ao garantirem o primeiro ouro mundial para o seu país e regressam ao Campeonato do Mundo com o objectivo de alcançar a sua terceira medalha, após o bronze de 2019.

Outras estrelas masculinas que procuram um título mundial são os actuais campeões olímpicos, os suecos David Ahman e Jonatan Hellvig. Com 23 e 24 anos, respectivamente, estes atletas especialistas no «jump-set» chegaram à final na sua única participação em 2023, onde ficaram com o bronze.

Os cataris Cherif Younousse e Ahmed Tijan formam a dupla mais bem-sucedida do Circuito Mundial (Beach Pro Tour) de 2025, com quatro ouros em seis torneios, e serão adversários a ter em conta na Austrália. Medalhistas de bronze em Tóquio 2020, a sua vasta experiência e capacidade atlética excepcional permitem-lhes enfrentar o rigor das eliminatórias e ambicionar mais um feito de relevo nas suas carreiras.

No grupo de duplas masculinas com potencial para disputar medalhas em Adelaide estão ainda os checos Ondrej Perusic e David Schweiner (actuais campeões mundiais), os olímpicos brasileiros Evandro Gonçalves e Arthur Lanci, e os neerlandeses Stefan Boermans e Yorick de Groot, que alcançaram o pódio em seis dos sete eventos do Beach Pro Tour que disputaram em 2025.

No sector feminino, o Brasil, uma das nações mais fortes no Voleibol de Praia, tem duas duplas em excelente posição para competir pelo título. As actuais campeãs olímpicas Eduarda (Duda) Lisboa e Ana Patrícia Ramos, que marcaram presença nas duas finais anteriores (ouro em 2022 e prata em 2023), e as líderes do Ranking Mundial da FIVB, Victoria Lopes e Thamela Coradello, que somam quatro ouros e oito medalhas internacionais desde que formaram dupla em 2024.

Com as campeãs em título Kelly Cheng e Sara Hughes a competir com novas parceiras (Cheng jogará com Molly Shaw, enquanto Hughes não se qualificou), os Estados Unidos confiam nas atletas olímpicas Kristen Nuss e Taryn Brasher para defenderem o título alcançado pelas norte-americanas. A dupla conquistou um pódio na sua estreia no Campeonato Mundial de 2023 e já garantiu três ouros no Beach Pro Tour esta época.

As canadianas Melissa Humana-Paredes e Brandie Wilkerson, medalhistas de prata olímpicas em Paris, também são fortes candidatas na Austrália. Ambas têm experiência em finais do Mundial (Melissa ganhou o ouro em 2019 e Brandie a prata em 2022), e a sua parceria tem-se fortalecido nos últimos anos. Entre as duplas europeias, as alemãs Cinja Tilmman e Svenja Muller, as italianas Valentina Gottardi e Reka Orsi Toth, as letãs Tina Graudina e Anastasija Samoilova e as neerlandesas Raisa Schoon e Katja Stam parecem as mais bem preparadas para tentar levar o Velho Continente de volta ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez desde 2017.

Portugueses prontos para «surpreender»

A dupla portuguesa João Pedrosa/Hugo Campos tem o seu percurso bem definido na fase de grupos do Mundial de Adelaide, onde os atletas já se encontram para a competição que se inicia na próxima sexta-feira. Além da dupla, a arbitragem portuguesa volta a estar em destaque, com Rui Carvalho a repetir a sua presença no Mundial, ele que já arbitrou a final masculina dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Os tetracampeões nacionais, que participam no seu segundo Mundial, estão inseridos na Pool F e têm o calendário de jogos assim estabelecido (horário local):

. Sexta-feira, 14 de Novembro, 11h00: O primeiro jogo é frente aos neozelandeses Bradley Fuller e Ben O’Dea.

. Domingo, 16 de Novembro, 14h00: Segue-se o confronto com a dupla do Benim, Daouda Yacoubou/Mensan Tohouegnon.

. Segunda-feira, 17 de Novembro, 13h00 (último dia da fase de grupos): O desafio mais exigente da Pool F será frente aos cubanos Noslen Diaz e Jorge Luis Alayo, 9.ºs classificados nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Este último jogo será mais um capítulo na rivalidade entre as duas duplas, que este ano já se defrontaram duas vezes, registando uma vitória para cada lado. O triunfo de Pedrosa/Campos no Beach Pro Tour Challenge do Iucatão, no México, destacou-se por lhes ter valido o acesso às meias-finais.

João Pedrosa reconhece a dificuldade (e oportunidade) do Campeonato do Mundo:
Num Mundial, acho que qualquer dupla pode ganhar a qualquer dupla. O nível é de tal forma alto e competitivo que não dá mesmo para ninguém estar tranquilo. Nós teremos de estar sempre a cem por cento para podermos conquistar qualquer vitória”.

Apesar dos desafios, o atleta lusitano manifesta confiança:
Sabemos do que é que somos capazes e, sinceramente, acredito que poderemos conseguir fazer uma surpresa. Acho que tudo vai correr da melhor forma.”

Hugo Campos releva a diferença deste Mundial para a participação de 2023, no México, onde entraram com um Wild Card: “Este ano foi diferente, pois nós começámos já na pré-época a pensar nisso e era este era o nosso grande objectivo.”

Para o atleta, a “variedade” é a maior arma do jogo da dupla, que tem trabalhado esta época para não ter um “jogo padrão,” nomeadamente no side-out e no serviço.

O Seleccionador Nacional, Ricardo Rocha, reconheceu o equilíbrio das forças em confronto no Mundial da Austrália e prometeu “o máximo empenho da nossa dupla na competição”.
Estamos muito felizes por fazer parte deste grupo restrito a nível mundial,” salientou o técnico.

Com um objectivo de classificação em mente, a dupla e o seleccionador encaram o Mundial com responsabilidade, mas sem pressão excessiva. O objectivo a longo prazo é o ciclo olímpico de Los Angeles 2028.

A participação da dupla na 15.ª edição do Campeonato do Mundo foi conseguida através do ranking FIVB, um feito que, segundo o Seleccionador Nacional, Ricardo Rocha, demonstra o valor da equipa.
Foi uma qualificação muito difícil, já que nós, com 3460 pontos, estávamos no limite da mesma. Esta pontuação é significativamente mais alta do que os últimos lugares de 2023, o que demonstra o equilíbrio deste Circuito Mundial“, declarou o técnico.

Ricardo Rocha sublinhou ainda que o Mundial era o segundo grande objectivo da época, após o Campeonato da Europa, visando a participação “com muita seriedade e empenho para terminar a época da melhor forma possível“.

Em 2023, Pedrosa/Campos terminaram a sua participação no Campeonato do Mundo no 33.º lugar, após uma derrota renhida (1-2) na fase dos «Lucky losers» frente aos australianos Christopher McHugh e Paul Burnett.

Além da dupla de atletas, a arbitragem portuguesa volta a estar em destaque. O árbitro Rui Carvalho repetirá a presença num Campeonato do Mundo. Rui Carvalho é uma figura internacional de renome, tendo já arbitrado a final masculina de Voleibol de Praia nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, o jogo da medalha de bronze em Tóquio 2020 e a final dos Europeus de 2022.

O caminho até às medalhas

A maior competição de Voleibol de Praia alguma vez realizada na Oceânia contará com 48 duplas em cada género. O formato de disputa será o seguinte:

Fase de grupos:
As 48 duplas por género são divididas em 12 grupos de quatro equipas, num sistema de todos contra todos a uma só volta (single round-robin).
Avançam directamente para a Ronda de 32 Equipas (ou 16 avos-de-final): os vencedores e os segundos classificados de cada grupo, mais as quatro melhores duplas terceiras classificadas.

Ronda «Lucky Loser»:
As restantes oito duplas terceiras classificadas avançam para uma primeira ronda a eliminar, apelidada de ronda lucky loser. Os quatro vencedores desta fase também se qualificam para a Ronda de 32.

Fase de eliminação directa:
A partir da Ronda de 32, a competição segue em formato de eliminação directa (single elimination), incluindo:
. 16 Avos-de-final, oitavos-de-final, quartos-de-final e meias-finais;
. Disputa do 3.º e 4.º lugar (medalha de bronze) e final (ouro e prata).

No total, serão disputados 216 jogos ao longo dos dez dias de competição em Adelaide.

A caminhada de Pedrosa e Campos no Voleibol de Praia é um modelo de empenho e crescimento.
A dupla iniciou o seu percurso em 2017, mostrando potencial logo nas competições para escalões mais jovens, como se viu com o 3.º lugar na Taça Continental Jovem (CEV Youth Continental Cup).
A sua evolução foi progressiva. Em 2021, já exibiam maturidade com três pódios (dois 2.º lugares e um 3.º) em torneios do World Tour. O ano seguinte assinalou a passagem para o Beach Pro Tour e a conquista da medalha de ouro nos Mundiais Universitários, no Brasil, um resultado que lhes franqueou o acesso a provas de maior calibre.
A partir de 2023, firmaram-se no circuito principal, alcançando o seu primeiro grande feito: a vitória no Beach Pro Tour Challenge de Edmonton, no Canadá. Em 2024, continuaram a acumular resultados de primeira linha, nomeadamente um 3.º lugar nas Finais da Taça das Nações.
O ano de 2025 é o da consagração, com a dupla a atingir as rondas finais dos principais torneios de forma regular. O 3.º lugar obtido recentemente no Challenge de Yucatán, no México, prova que Pedrosa e Campos estão consistentemente a lutar pelos lugares de topo nas competições mais exigentes do mundo.
Além disso, a vitória alcançada no BPT Elite16 de João Pessoa, onde superaram os noruegueses Anders Berntsen Mol e Christian Sandlie Sorum — a dupla número um do mundo, detentora de títulos olímpicos e mundiais — atesta o excelente momento de forma que os tetracampeões nacionais atravessam.

Mais informações sobre as actividades do Voleibol aqui e História do Voleibol aqui

Currículo de João Pedrosa e Hugo Campos:

2025
Beach Pro Tour Challenge Veracruz
(México) – 17.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 Rio de Janeiro – 25.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 João Pessoa (Brasil) – 5.º lugar.
Circuito Nacional Voleibol de Praia – 1.º lugar.
Beach Pro Tour Challenge Baden
9.º lugar.
CEV EuroBeachVolley 2025 (Dusseldorf, Alemanha) – 17.º lugar.
Finais Nations Cup 2025
5.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 de Gstaad –19.º lugar.
Beach Pro Tour Challenge de Alanya – 25.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 de Ostrava – 13.º lugar.
Beach Pro Tour Challenge de Xiamen 9.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 de Brasília 19.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 de Saquarema9.º lugar.
Beach Pro Tour Challenge de Yucatán (México) – 3.º lugar.
2024
Beach Pro Tour de Nuvali13.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 João Pessoa (Brasil) – 9.º lugar.
FISU World University Championship Beach Sports 2024 (Brasil) – 3.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 de Hamburgo (Alemanha) – 13.º lugar.
Campeonato da Europa (Países Baixos) – 25.º lugar.
Circuito Lipton Kombucha – Final em Esmoriz – 1.º lugar.
Finais da Taça das Nações (Letónia) – 3.º lugar.
BPT Challenge Stare Jablonki (Polónia) – 9.º lugar.
BPT Elite16 Espinho – 13.º lugar.
Pool D da Taça das Nações (Turquia) – 1.º lugar.
BPT Challenge Xiamen (China) – 17.º lugar.
BPT Challenge Guadalajara (México) – 19.º lugar.
Beach Pro Tour Challenge de Recife (Brasil) –25.º lugar.
Beach Pro Tour Elite16 Doha (Catar) – 21.º lugar.
2023
Beach Pro Tour de Nuvali – 5.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Chiang Mai (Tailândia) – 9.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Haikou (China) – 19.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Goa (Índia) – 9.º lugar 
FIVB Beach Volleyball World Championships – 33.º lugar
Beach Pro Tour Elite 16 Paris (França) – 21.º lugar
III Jogos do Mediterrâneo de Praia (Grécia) – 3.º lugar
Campeonato Nacional – Final em Portimão – 1.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Edmonton (Canadá) – 1.º lugar
 Beach Pro Tour Challenge de Espinho – 9.º lugar
Beach Pro Tour Challenge Jurmala (Letónia) – 19.º lugar
Taça das Nações – Pool G (Hungria) – 3.º lugar
Beach Pro Tour Elite 16 de Uberlândia (Brasil) – 21.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Saquarema (Brasil) – 17.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Itapema (Brasil) – 19.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de La Paz – 19.º lugar
2022
Beach Pro Tour Challenge de Torquay – 4.º lugar
Beach Pro Tour Challenge do Dubai – 9.º lugar
Beach Pro Tour Challenge do Dubai – 9.º lugar
Mundiais Universitários de Voleibol de Praia, em Maceió/Brasil – 1.º lugar
Beach Pro Tour Future de Cortegaça/Portugal – 2.º lugar
Campeonato Nacional – Lidl, em Cortegaça – 1.º lugar
Beach Pro Tour Challenge de Agadir/Marrocos – 33.º lugar 
Beach Pro Tour Espinho Challenge/Portugal – 19.º lugar
Beach Pro Tour Giardini Naxos Future/Itália – 9.º lugar
Beach Pro Tour Madrid Future/Espanha – 17.º lugar
Beach Pro Tour Doha Challenge/Catar – 25.º lugar
Beach Pro Tour Itapema Challenge/Brasil – 33.º lugar
Beach Pro Tour Tlaxcala Challenge/México – 33.º lugar
2021
World Tour 2* (Praga/Rep. Checa) – 21.º lugar
World Tour 1* (Cortegaça/Portugal) – 2.º lugar
World Tour 1* (Sófia 2/Bulgária) – 2.º lugar
World Tour 1* (Sófia 1/Bulgária) – 3.º lugar
Europeu Sub-22 (Baden/Áustria) – 9.º lugar
World Tour 4* (Ostrava/Rep. Checa) – 41.º lugar
2020
Europeu Sub-22 (Izmir/Turquia) – 17.º lugar
World Tour 1* (Montpellier/França) – 9.º lugar
2019
Jogos do Mediterrâneo – 5.º lugar
World Tour 1* (Knokke-Heist/Bélgica) – 21.º lugar
World Tour 4* (Espinho/Portugal) – 25.º lugar
Europeu Sub-20 (Gotemburgo/Suécia) – 17.º lugar
2018
Torneio WEVZA (Quarteira/Portugal) – 4.º lugar
Europeu Sub-20 (Anapa/Rússia) – 25.º lugar
Europeu Sub-18 (Kazan/Rússia) – 17.º lugar
2017
CEV Youth Continental Cup – 3.º lugar

Árbitros portugueses em acção
no Voleibol de Praia

Rui Carvalho
Campeonato do Mundo de Seniores, em Adelaide, na Austrália, de 14 a 23 de Novembro.

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