PORTUGUESES COM JOGOS DECISIVOS NO ELITE16 DE ESPINHO

Com implicações na luta pela qualificação olímpica, a etapa do nível mais alto do Circuito Mundial de Voleibol de Praia que decorre em Espinho tem correspondido às expectativas em termos de competitividade.

Embora as condições atmosféricas tardem em conseguir um equilíbrio que permita aos jogadores potenciarem as suas capacidades – ontem foi a chuva e hoje o forte e frio vento a fustigarem a Praia da Baía –, a verdade é que os espectadores começam a aparecer em cada vez maior número e, alheios ao vulgarmente designado tempo, têm colorido ainda mais, com o seu apoio e entusiamo, o bonito estádio montado na icónica praia de Espinho.
A proximidade da realização dos Jogos de Paris 2024 alimenta ainda mais a luta, por vezes fratricida – a afastar duplas do mesmo país, casos de duplas suíças e espanholas, entre outras – e já fez algumas vítimas na corrida olímpica, que vêem agora alguns dos seus adversários distanciarem-se rumo à capital francesa…
Paulatinamente, os favoritos vão conquistando as atenções mercê do seu Voleibol de outro planeta. Ver resultados AQUI

Em relação às equipas da casaJoão Pedrosa/Hugo Campos, em masculinos, e Beatriz Pinheiro/Inês Castro, em femininos, são as duplas que começaram hoje a representar o nosso País no Beach Pro Tour Elite16 de Espinho e que, recentemente, se classificaram respectivamente em 1.º e em 3.º lugar na CEV Beach Volley Nations Cup 2024 (Taça das Nações de Voleibol de Praia).

Pedrosa e Campos defrontaram, de manhã, a forte dupla brasileira George Wanderley/André Loyola, vice-campeã em Espinho em 2019, que acabaria por sair vitoriosa (2-0: 21-15 e 21-16) do prélio com os lusitanos.
Seguiram-se os norte-americanos Miles Evans e Chase Budinger, carrascos dos irmãos Sousa, e que venceram os bicampeões nacionais por 2-0 (21-17 e 21-17).

No final, João Nuno Pedrosa reconheceu:
No primeiro jogo não se estava a sentir tanto o vento e jogámos bem, mas acabámos por cometer alguns erros não forçados e isso fez a diferença porque quando defrontamos duplas muito fortes não podemos cometer erros pois eles são imediatamente aproveitados contra nós, os nossos adversários abrem o resultado e depois é muito difícil ir atrás.
Frente aos norte-americanos, não soubemos jogar com o vento. Foi um jogo contra o vento, não contra a outra equipa… Não conseguimos, em nenhum momento, que o vento jogasse a nosso favor. É isso que temos de fazer, analisar o jogo e ver o que podemos fazer melhor para fazer do vento uma arma e não um adversário.
Temos de descansar e fazer um reset, pois hoje foi um jogo que ficou aquém das expectativas. Mas faz parte do caminho, pois estamos conscientes de que nem tudo vai correr sempre como queremos e planeámos.”

Amanhã (18h00), os oponentes são os canarinhos Evandro Gonçalves e Arthur Mariano, que hoje venceram (2-1) os norte-americanos e perderam (0-2) com os seus compatriotas George Wanderley e André Loyola, o que abre uma pequena janela de esperança na luta pelo terceiro lugar na Pool D.

Beatriz Pinheiro e Inês Castro sentiram logo no primeiro embate do dia o peso das duplas que jogam a este nível, como as neerlandesas Katja Stam/Raisa Schoon, que acabaram por sair vencedoras com naturalidade pela margem máxima (2-0: 21-11 e 21-11).
No segundo jogo das bicampeãs nacionais, frente a Tainá Silva e Victória Pereira, as brasileiras levaram a melhor por 2-0 (21-14 e 21-11).

Já sabíamos que iria ser um torneio muito complicado para nós, pois apresenta um nível muito superior ao que estamos habituadas, e a isso ainda acresce o vento que está, o que torna as condições mais difíceis para as duas equipas, é certo, mas tendo em conta que elas já são mais experientes e têm melhor controlo de bola nestas condições e são mais poderosas fisicamente, as diferenças entre as duas duplas ainda são mais acentuadas.
Foi um dia difícil mas acho que dá para tirar pontos negativos e também dá para retirar certos aspectos que ainda temos de melhorar.
Nós estamos aqui para não desistir, lutarmos sempre e é assim que por vezes se conseguem ir buscar sets e jogos“, salientou Beatriz Pinheiro, com Inês Castro a destacar, relativamente ao jogo de amanhã (17h00) com as norte-americanas Kristen Nuss e Taryn Kloth:
Nestes dois primeiros jogos, o nosso serviço não esteve tão eficaz como deveria, a bola como que caía no colo delas, e elas quando isso acontece elas conseguem receber, passar e fechar logo o ponto.
Amanhã, vamos tentar melhorar esse aspecto e servir de forma mais agressiva, criar mais dificuldades às nossas adversárias e jogar melhor com o vento“.

Tanto em masculinos como em femininos, os primeiros classificados das quatro Pools passam directamente aos quartos-de-final, enquanto os 2.ºs e os 3.ºs classificados terão de disputar a chamada Ronda de 12 para conseguirem continuar em prova.

Bárbara e Carol venceram em Espinho em 2023

Num dos jogos que geraram mais emoções no público, as brasileiras Carolina Solberg Salgado e Bárbara Freitas, vencedoras do Challenge de Espinho no ano passado, e as australianas Mariafe Artacho e Taliqua Clancy, que venceram competições do Circuito Mundial disputadas em Espinho nos anos de 2018 e 2022, deram um excelente espectáculo, que galvanizou os já de si entusiásticos adeptos.
Pese embora as rajadas do vento frio, ninguém recuou e o resultado, que acabou por ser favorável às canarinhas, diz quase tudo: 2-1 (21-13, 18-21 e 15-12).
Também no jogo entre as brasileiras Ana Patrícia/Duda (Eduarda Lisboa), uma das maiores favoritas, e as letãs Tina Graudina e Anastasija Samoilova as coisas aqueceram apesar do vento frio e cortante, com as canarinhas a vencerem por 2-1 após um jogo muito equilibrado, que fez vibrar quem assistia.

Os jogos do Quadro Principal prolongam-se por sexta-feira. O sábado está reservado para os oitavos e quartos-de-final, com o domingo a ser marcado pelas meias-finais e jogos de atribuição das medalhas.

As finais serão transmitidas na RTP 2, enquanto vários outros jogos serão transmitidos na RTP Play.
Toda a informação em https://fpvoleibol.pt/bpt-espinho2024/

A dupla-sensação formada pelos suecos David Ahman e Jonatan Hellvig

A competição Elite16 representa o nível mais alto das etapas do Beach Pro Tour (Circuito Mundial de Voleibol de Praia), sendo disputada pelas 16 melhores duplas por género do mundo, numa luta acesa por manter a sua posição dentro deste grupo de elite mundial.
O torneio é disputado em quatro grupos de quatro duplas cada, ao que se segue a fase de grupos e a fase eliminatória, ao longo de quatro dias, num total de 64 jogos.
Nos torneios BPT Elite16 tudo é organizado ao mais alto nível e nada é descurado, desde a produção televisiva de alto nível a uma área para os fãs digna de um festival ou concerto musical. Ver mais informações AQUI
Para além disso, nas etapas de nível Elite16 do Circuito Mundial de Voleibol de Praia a classificação entre os primeiros é recompensada com mais pontos – p.e., uma vitória no Futures dá 200 pontos FIVB a cada atleta da dupla vencedora (400 no total) e no Challenge vale 400 (800 para a dupla), enquanto a prova de Elite16 atribui 600 pontos a cada jogador da dupla vencedora (1.200 no total).

Desde 1995, data da primeira edição do Espinho Open, Portugal acolheu 25 provas de âmbito mundial (organizadas sob a égide da FIVB) e 6 de âmbito europeu (Confederação Europeia de Voleibol – CEV) em masculinos e 20 provas FIVB e 6 CEV em femininos.
Em termos globais, em 2023 a edição da etapa espinhense foi a 18.ª de masculinos e a 13.ª de femininos, mas a FPV organizou várias outras competições internacionais em Cortegaça, Porto, Macedo de Cavaleiros, Porto Santo (Madeira) e Esposende, esta última em 2001, onde a dupla portuguesa José Pedrosa/José Teixeira se sagrou campeã europeia de Sub-23.

Ver competições internacionais de Voleibol de Praia organizadas em Portugal AQUI

O Beach Pro Tour Elite16 de Espinho tem transmissão televisiva em canal aberto, mais concretamente na
Rádio Televisão Portuguesa (RTP).

Pedrosa Campos estão a tentar entrar com força na nova época do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Pro Tour), depois do importante 21.º lugar alcançado este ano no BPT Elite16 de Doha, e assim continuar a percorrer o caminho do apuramento para a 33.ª edição dos Jogos Olímpicos, agendada para os dias 26 de Julho a 11 de Agosto de 2024 em Paris, capital da França.

O caminho da dupla lusa, que almeja uma presença nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, tem sido recheado de bons resultados nos últimos anos: a medalha de bronze alcançada nos Jogos do Mediterrâneo pelos bicampeões nacionais juntou-se à medalha de ouro conquistada no Beach Pro Tour Challenge de Edmonton (Canadá), etapa do Circuito Mundial de 2023, naquela que foi a primeira vez que a dupla portuguesa subiu ao lugar mais alto do pódio numa etapa Challenge do Beach Pro Tour.
Um marco no percurso dos bicampeões nacionais em título e campeões mundiais universitários na caminhada que encetaram há poucos anos ao optarem pela prática do Voleibol de Praia ao longo de todo o ano, no que são apoiados pela Federação Portuguesa de Voleibol.

Os JO de 2024 realizam-se de 26 de Julho a 11 de Agosto na icónica capital francesa e Portugal vai voltar a estar representado ao mais alto nível em mais uma edição olímpica.
Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) e Presidente da Comissão de Voleibol de Praia da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), José Casanova, Secretário da Comissão das Regras de Jogo e Arbitragem da FIVB, e Rui Carvalho, árbitro internacional, são os portugueses que desempenharão funções de destaque no tão aguardado Paris 2024.
Tal como nas edições de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, Vicente Araújo será o responsável pelo Torneio de Voleibol de Praia ao exercer as funções de Delegado Técnico para o Voleibol de Praia designado pela Federação Internacional de Voleibol. Uma situação tradicional no currículo do dirigente, Membro do Comité de Controlo FIVB nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, entre várias outras competições.
José Casanova, que será o responsável máximo pela arbitragem nos Jogos de Paris na qualidade de Membro do Comité de Controlo da competição de Voleibol de Praia, esteve presente em nove competições olímpicas: sete edições dos Jogos Olímpicos de Verão e mais duas edições dos Jogos Olímpicos da Juventude.
Rui Carvalho vai integrar o quadro de árbitros de Voleibol de Praia dos Jogos Olímpicos 2024, depois de já ter dirigido uma final do torneio olímpico, em Londres 2012 – a primeira edição olímpica em que participou –, e ter estado igualmente presente no jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e em 2023 na final de masculinos do Beach Pro Tour, em Doha, no Catar.

Árbitros portugueses em acção
nas competições de 
Voleibol de Praia

José Casanova
Comité de Controlo dos Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.

Avelino Azevedo
Delegado de Arbitragem nas fases finais dos Campeonatos da Europa de Seniores Masculinos e Femininos, de 13 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.

Rui Carvalho
Final da Taça das Nações – Masculinos, em Jurmala, na Letónia, de 13 a 16 de Junho.
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 de Ostrava, na Chéquia, de 4 a 9 de Junho.
Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.

Sandra Deveza
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 Gstaad, na Suíça, de 3 a 7 de Julho.
Finais do Campeonato da Europa de Seniores Masculinos, de 14 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.
BPT Elite16 Hamburgo, na Alemanha, de 21 a 25 de Agosto de 2024.

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