A etapa do nível mais alto do Circuito Mundial de Voleibol de Praia que decorre em Espinho tem enormes implicações na batalha pela qualificação olímpica.
O Beach Pro Tour Espinho Elite16 arrancou hoje, abençoada pela chuva, na Praia da Baía, com a realização da fase de qualificação, que apurou quatro duplas de femininos e igual número de masculinos, equipas que irão integrar, a partir de amanhã, o início da fase de grupos.
Os jogos do Quadro Principal prolongam-se por sexta-feira. O sábado está reservado para os oitavos e quartos-de-final, com o domingo a ser marcado pelas meias-finais e jogos de atribuição das medalhas, que serão transmitidas em directo na RTP 2.
João Pedrosa/Hugo Campos, em masculinos, e Beatriz Pinheiro/Inês Castro, em femininos, são as duplas que começam amanhã a representar o nosso País no Beach Pro Tour Elite16 de Espinho e que, recentemente, se classificaram respectivamente em 1.º e em 3.º lugar na CEV Beach Volley Nations Cup 2024 (Taça das Nações de Voleibol de Praia).
Pedrosa e Campos defrontam, pelas 11h00, a dupla brasileira George Wanderley/André Loyola, vice-campeões em Espinho em 2019, sendo que George venceu a competição disputada no ano de 2017.
Beatriz e Inês enfrentam, pelas 12h00, as neerlandesas Katja Stam e Raisa Schoon.
A tarefa dos nossos representantes será bem complicada.
Os bicampeões nacionais enfrentam, na Pool D do Quadro Principal, as duplas brasileiras George Wanderley/André Loyola e Evandro Gonçalves/Arthur Mariano, bem como um adversário proveniente da qualificação, mais concretamente a dupla norte americana Evans/Budinger, que eliminou os irmãos Sousa, enquanto Beatriz Pinheiro e Inês Castro, igualmente bicampeãs nacionais, defrontam as fortes e experientes duplas Kristen Nuss/Taryn Kloth (Estados Unidos da América) e Katja Stam/Raisa Schoon (Países Baixos), bem como Tainá/Victória (Brasil), uma dupla sobrevivente da fase de qualificação, na Pool D do Quadro Principal.
Em femininos, ganharam o direito de integrar o Quadro Principal as duplas Tainá/Victória (Brasil), Vergé-Dépré A./Mader (Suíça), Álvarez M./Moreno (Espanha) e Raupelyte/Paulikiene (Lituânia).
Destaque para as alemãs Laura Ludwig e Louisa Lippmann, que ficaram pelo caminho, eliminadas (0-2: 17-21 e 18-21) pela dupla brasileira Tainá/Victoria no segundo jogo da fase de qualificação.
Agora com 38 anos, Laura Ludwig foi campeã olímpica no rio 2016 e vice-campeã do Open de Portugal realizado em Espinho em 2007, perdendo então com outras brasileiras, as míticas Juliana e Larissa.
Outra jogadora que também saiu precocemente da competição foi Sarah Pavan, de 37 anos e 1,93 metros de altura, e que formou durante muitos anos uma sólida dupla com Melissa Humana-Paredes.
Manos Sousa mostram garra
Em masculinos, o destaque vai para o apuramento do forte contingente australiano, Nicolaidis/Carracher e Hodges/Schubert. Apuraram-se também as duplas Mol, H./Berntsen (Noruega) e Evans/Budinger (EUA).
Na Fase de Qualificação, os jovens irmãos Gonçalo Sousa e Tomás Sousa defrontaram hoje Miles Evans e Chase Budinger, dos Estados Unidos da América, jogadores com larga experiência no Circuito Mundial e que vêm de uma vitória na Final do NORCECA Continental Tour Juan Dolio, na República Dominicana.
Os veteranos norte-americanos, jogadores com muitas etapas do Circuito Mundial nas pernas, saíram naturalmente vencedores por 2-0 (21-14 e 21-15), mas os portugueses, que ainda gatinham neste nível, deixaram uma boa imagem do seu potencial.
Tomás Sousa:
“Neste jogo, eles eram claramente favoritos. Nós fomos conseguindo contrariar algumas jogadas, mas não conseguimos mostrar o nosso real valor. Conseguimos jogar um pouco do nosso Voleibol, mas não da forma que queríamos.
Foi uma experiência absolutamente incrível para nós, jogar num torneio destes. É este o nível onde nós queremos estar e vamos trabalhar para isso“.
Gonçalo Sousa:
“A vitória na Pool da Taça das Nações motivou-nos ainda mais, mas estamos conscientes de que não tinha o nível desta etapa do Circuito Mundial. Este é o nível em que queremos estar, mas sabemos perfeitamente que é muito difícil atingi-lo… E nós temos apenas três meses de treino e lutamos contra jogadores experientes, que têm 10, 15 ou 20 anos disto. Acho que acabámos por fazer uma boa figura. Poderia ter sido melhor, principalmente se tivéssemos sido mais agressivos no serviço, como aconteceu na Turquia, mas saímos daqui plenamente satisfeitos, de cabeça e com grande vontade de fazer melhor.”
Os jogos do Quadro Principal prolongam-se por sexta-feira. O sábado está reservado para os oitavos e quartos-de-final, com o domingo a ser marcado pelas meias-finais e jogos de atribuição das medalhas.
As finais serão transmitidas na RTP 2, enquanto vários outros jogos serão transmitidos na RTP Play.
Toda a informação em https://fpvoleibol.pt/bpt-espinho2024/
A competição Elite16 representa o nível mais alto das etapas do Beach Pro Tour (Circuito Mundial de Voleibol de Praia), sendo disputada pelas 16 melhores duplas por género do mundo, numa luta acesa por manter a sua posição dentro deste grupo de elite mundial.
O torneio é disputado em quatro grupos de quatro duplas cada, ao que se segue a fase de grupos e a fase eliminatória, ao longo de quatro dias, num total de 64 jogos.
Nos torneios BPT Elite16 tudo é organizado ao mais alto nível e nada é descurado, desde a produção televisiva de alto nível a uma área para os fãs digna de um festival ou concerto musical. Ver mais informações AQUI
Para além disso, nas etapas de nível Elite16 do Circuito Mundial de Voleibol de Praia a classificação entre os primeiros é recompensada com mais pontos – p.e., uma vitória no Futures dá 200 pontos FIVB a cada atleta da dupla vencedora (400 no total) e no Challenge vale 400 (800 para a dupla), enquanto a prova de Elite16 atribui 600 pontos a cada jogador da dupla vencedora (1.200 no total).
Desde 1995, data da primeira edição do Espinho Open, Portugal acolheu 25 provas de âmbito mundial (organizadas sob a égide da FIVB) e 6 de âmbito europeu (Confederação Europeia de Voleibol – CEV) em masculinos e 20 provas FIVB e 6 CEV em femininos.
Em termos globais, em 2023 a edição da etapa espinhense foi a 18.ª de masculinos e a 13.ª de femininos, mas a FPV organizou várias outras competições internacionais em Cortegaça, Porto, Macedo de Cavaleiros, Porto Santo (Madeira) e Esposende, esta última em 2001, onde a dupla portuguesa José Pedrosa/José Teixeira se sagrou campeã europeia de Sub-23.
Ver competições internacionais de Voleibol de Praia organizadas em Portugal AQUI
O Beach Pro Tour Elite16 de Espinho tem transmissão televisiva em canal aberto, mais concretamente na
Rádio Televisão Portuguesa (RTP).
Pedrosa e Campos estão a tentar entrar com força na nova época do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Pro Tour), depois do importante 21.º lugar alcançado este ano no BPT Elite16 de Doha, e assim continuar a percorrer o caminho do apuramento para a 33.ª edição dos Jogos Olímpicos, agendada para os dias 26 de Julho a 11 de Agosto de 2024 em Paris, capital da França.
O caminho da dupla lusa, que almeja uma presença nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, tem sido recheado de bons resultados nos últimos anos: a medalha de bronze alcançada nos Jogos do Mediterrâneo pelos bicampeões nacionais juntou-se à medalha de ouro conquistada no Beach Pro Tour Challenge de Edmonton (Canadá), etapa do Circuito Mundial de 2023, naquela que foi a primeira vez que a dupla portuguesa subiu ao lugar mais alto do pódio numa etapa Challenge do Beach Pro Tour.
Um marco no percurso dos bicampeões nacionais em título e campeões mundiais universitários na caminhada que encetaram há poucos anos ao optarem pela prática do Voleibol de Praia ao longo de todo o ano, no que são apoiados pela Federação Portuguesa de Voleibol.
Favoritos: a dupla-sensação formada pelos suecos David Ahman e Jonatan Hellvig, os brasileiros George Wanderley e André Loyola, vice-campeões em Espinho em 2019, sendo que George venceu a competição disputada no ano de 2017, Evandro Gonçalves e Arthur Mariano, ou os neerlandeses Stefan Boermans e Yorick de Groot, mas a proximidade da qualificação olímpica poderá causar algumas surpresas, com a superação de algumas duplas menos favoritas.
Favoritas: as duplas brasileiras Ana Patrícia/Duda (Eduarda Lisboa) e Carolina Solberg Salgado/Bárbara Freitas, estas as grandes vencedoras do Challenge de Espinho no ano passado; as norte-americanas Sara Hughes/Kelly Cheng e Kristen Nuss/Taryn Kloth, a chinesa Chen Xue/Xinyi Xia, a letã Tina Graudina/Anastasija Samoilova ou a suíça Tanja Huberli/Nina Brunner, sem esquecer as australianas Mariafe Artacho e Taliqua Clancy, que venceram competições do Circuito Mundial disputadas em Espinho nos anos de 2018 e 2022.
Os JO de 2024 realizam-se de 26 de Julho a 11 de Agosto na icónica capital francesa e Portugal vai voltar a estar representado ao mais alto nível em mais uma edição olímpica.
Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) e Presidente da Comissão de Voleibol de Praia da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), José Casanova, Secretário da Comissão das Regras de Jogo e Arbitragem da FIVB, e Rui Carvalho, árbitro internacional, são os portugueses que desempenharão funções de destaque no tão aguardado Paris 2024.
Tal como nas edições de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, Vicente Araújo será o responsável pelo Torneio de Voleibol de Praia ao exercer as funções de Delegado Técnico para o Voleibol de Praia designado pela Federação Internacional de Voleibol. Uma situação tradicional no currículo do dirigente, Membro do Comité de Controlo FIVB nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, entre várias outras competições.
José Casanova, que será o responsável máximo pela arbitragem nos Jogos de Paris na qualidade de Membro do Comité de Controlo da competição de Voleibol de Praia, esteve presente em nove competições olímpicas: sete edições dos Jogos Olímpicos de Verão e mais duas edições dos Jogos Olímpicos da Juventude.
Rui Carvalho vai integrar o quadro de árbitros de Voleibol de Praia dos Jogos Olímpicos 2024, depois de já ter dirigido uma final do torneio olímpico, em Londres 2012 – a primeira edição olímpica em que participou –, e ter estado igualmente presente no jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e em 2023 na final de masculinos do Beach Pro Tour, em Doha, no Catar.
Árbitros portugueses em acção
nas competições de Voleibol de Praia
José Casanova
Comité de Controlo dos Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.
Avelino Azevedo
Delegado de Arbitragem nas fases finais dos Campeonatos da Europa de Seniores Masculinos e Femininos, de 13 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.
Rui Carvalho
Final da Taça das Nações – Masculinos, em Jurmala, na Letónia, de 13 a 16 de Junho.
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 de Ostrava, na Chéquia, de 4 a 9 de Junho.
Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.
Sandra Deveza
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 Gstaad, na Suíça, de 3 a 7 de Julho.
Finais do Campeonato da Europa de Seniores Masculinos, de 14 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.
BPT Elite16 Hamburgo, na Alemanha, de 21 a 25 de Agosto de 2024.