O sistema de «Video Challenge», também conhecido como Videoarbitragem (VAR) no Voleibol, vai ser utilizado pela primeira vez em competições nacionais, sendo uma inovação da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) que visa a melhoria do espectáculo desportivo.
Nas edições de 2022 da Supertaça – masculinos, amanhã (19h00/Sport TV), e femininos no dia 5 de Outubro (15h00/A Bola TV/Volei TV), ambas em Santo Tirso –, as equipas que disputam os respectivos troféus poderão beneficiar do sistema de Videoarbitragem para solicitar a revisão de qualquer acção que suspeitem “serem faltas não identificadas, dentro de um conjunto de condições devidamente protocoladas”.
Avelino Azevedo, Presidente do Conselho de Arbitragem da FPV, já desempenhou estas funções de vídeo-árbitro nas duas variantes do Voleibol:
“Antes de mais quero louvar o esforço financeiro do Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol, Vicente Araújo, ao trazer esta tecnologia de ponta para o Voleibol português. Quando entrei para este cargo, este foi um dos objectivos que este Conselho apontou como meta a atingir e, embora alguns não admitissem possível, sempre acreditei nesta possibilidade que agora se concretiza”.
Quanto ao sistema a utilizar, a entidade federativa adotou uma tecnologia de ponta:
”Ao contrário de outras modalidades, que podem utilizar exclusivamente os sistemas televisivos, o Voleibol implica também a instalação complementar de mais 15 câmaras, funcionando exatamente com um jogo da Liga dos Campeões”.
Para os árbitros lusitanos, este sistema não é novidade “porque escolhemos para este primeiro teste árbitros portugueses que já utilizaram este sistema em provas internacionais e mesmo na Liga dos Campeões. Depois do sistema de comunicação no ano passado, este é mais um passo na evolução da arbitragem portuguesa, acrescido de uma novidade que só vai ser vista amanhã: os novos equipamentos dos árbitros de Voleibol”, concluiu.
RESUMO DO SISTEMA VAR
Princípio
O objectivo é que as equipas possam solicitar a revisão de acções que suspeitem serem «faltas não identificadas».
Em que situações?
- Bola dentro/fora – para linhas laterais e finais.
- Toque de bloco – contacto com a bola pelo jogador.
- Falta na rede – contato com a rede entre as varetas pelo jogador na acção de jogar a bola.
- Toque na vareta – contacto com a vareta pelo jogador ou pela bola.
- Falta com o pé:
- Contacto do servidor com o terreno de jogo ou a zona livre lateral fora da zona de serviço.
- Falta de contacto de um jogador com a linha de ataque.
- A passagem completa da linha central pelo pé ou pés do jogador.
- A bola toca a superfície do terreno de jogo – “panqueca” – para determinar se a bola toca ou não o terreno de jogo durante a jogada.
Quando?
- As equipas têm o direito de solicitar um pedido “VAR” da seguinte forma:
- Durante o jogo (imediato quando acontece a falta)
- No final da jogada, quando quiserem pedir uma revisão da decisão dos árbitros sobre a última acção da jogada (as equipas têm 8 segundos após o término da jogada para realizar o seu pedido).
Como?
Deve ser feito por um membro da equipa, pressionando a campainha colocada no banco da equipa.
Consequências
Se a reivindicação estiver correcta, as equipas manterão o direito de pedir outro “VAR” até ao máximo de dois VAR mal sucedidos por set.