
O Cartão Branco é um recurso pedagógico pioneiro em Portugal implementado, desde 2015, pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, IP, no âmbito da intervenção e prossecução dos objectivos do Plano Nacional de Ética no Desporto.
O Voleibol, que se destacava já como um dos desportos socialmente mais respeitáveis, passou assim a ter à sua disposição mais uma ferramenta de promoção e desenvolvimento da modalidade, bem como dos princípios altruístas que este desporto sempre defendeu.
Na nossa modalidade, o Cartão Branco começou por ser aplicado de modo didáctico e educativo nos escalões de formação, mas a 20 de Janeiro de 2021, a Direcção da FPV decidiu estender a amostragem do cartão branco a todos os escalões, nomeadamente aos seniores.
E os bons exemplos de fair play não tardaram a aparecer, sendo os mais recentes:
1. Campeonato Nacional da III Divisão de Seniores Masculinos – Jogo n.º 6: Clube Académico de Penafirme x Clube de Voleibol de Oeiras, disputado a 2 de Maio de 2021. Árbitro Sofia Costa
O jogador n.º 1 do CV Oeiras, Kelton Tavares, viu ser-lhe atribuído o Cartão Branco por repor a verdade de forma voluntária, ajudando o árbitro na clarificação da situação, por “ao verificar que eu atribuía o ponto à sua equipa e assinalava «bola fora» após ataque do CAP, levantou a mão indicando que tocou a bola na acção de bloco” – conforme relatado pela equipa de arbitragem.
2. Campeonato Nacional da II Divisão de Seniores Femininos – Jogo n.º 1328: GC Santo Tirso x Lusófona VC, disputado a 27 de Junho de 2021. Árbitro: Nuno Teixeira.
A fisioterapeuta do GC Santo Tirso, Cláudia Costa, viu ser-lhe atribuído o Cartão Branco “pela sua iniciativa e rápida intervenção na assistência médica a uma jogadora da equipa adversária (LVC) que se tinha lesionado no decorrer de uma jogada, sem qualquer solicitação de jogadores ou treinadores” – conforme relatado pela equipa de arbitragem.
3. Campeonato Nacional da III Divisão de Seniores Masculinos – Jogo n.º 1454: GC Vilacondense x CA Madalena, disputado a 3 de Julho de 2021. Árbitro: Rui Pinto.
A fisioterapeuta do CA Madalena, Inês Pinto, viu ser-lhe atribuído o Cartão Branco por auxílio a um jogador da equipa adversária, permitindo que o mesmo pudesse regressar ao jogo – conforme relatado pela equipa de arbitragem.

Na época de 2019/2020, Alexsander Ramos Esteves, Árbitro da Associação de Voleibol de Trás-os-Montes (AVTM), foi distinguido com o Prémio Cartão Branco, atribuído pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), através do Plano Nacional de Ética no Desporto, e pela Confederação de Associações de Juízes e Árbitros de Portugal.
Os Prémios do Cartão Branco têm como objectivo reconhecer a importância do uso do Cartão Branco na prática desportiva e são atribuídos anualmente em três categorias: Prémio Cartão Branco – Entidades, Prémio Cartão Branco – Árbitros e Prémio Revelação do Cartão Branco.
O Cartão Branco é um recurso pedagógico pioneiro em Portugal implementado, desde 2015, pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, IP, no âmbito da intervenção e prossecução dos objectivos do Plano Nacional de Ética no Desporto, em parceria com a Confederação de Associações de Juízes e Árbitros de Portugal, que visa promover valores na prática desportiva, através do reconhecimento de comportamentos eticamente relevantes junto dos atletas, treinadores, dirigentes e outros agentes desportivos.
Mais informações sobre o Cartão Branco aqui e Regulamento aqui