Com forte influência na qualificação olímpica, a etapa do nível mais alto do Circuito Mundial de Voleibol de Praia que decorre em Espinho tem aquecido com o tempo e promete excelentes espectáculos no fim-de-semana, infelizmente sem duplas portuguesas.
O dia de amanhã está reservado para a Ronda de 12 e quartos-de-final, com o domingo a ser marcado pelas meias-finais e jogos de atribuição das medalhas.
O tempo melhorou na aprazível Praia da Baía e com ele vieram as exibições mais consentâneas com o real valor das duplas presentes no Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, etapa do nível mais alto do Circuito Mundial de Voleibol de Praia.
Com o sol e o vento mais moderado vieram também algumas (meias-)surpresas, como a derrota, por 1-2, da dupla sensação do momento, a dos suecos David Ahman e Jonatan Hellvig, às mãos da ainda invicta dupla dos Países Baixos formada por Steven Van de Velde e Matthew Immers, num jogo que entusiasmou o incansável público, com jogadas de bom recorte técnico e táctico, que já polvilhava as bancadas do estádio de Voleibol de Praia logo desde a manhã.
Tanto em masculinos como em femininos, os primeiros classificados das quatro Pools passaram directamente aos quartos-de-final, enquanto os 2.ºs e os 3.ºs classificados terão de disputar a chamada Ronda de 12 para conseguirem continuar em prova. Ver resultados AQUI
Em relação às equipas da casa, João Pedrosa e Hugo Campos defrontaram, no final da tarde, a dupla brasileira Evandro Gonçalves/Arthur Mariano no jogo de encerramento da Pool D, e quase conseguiram o (im)possível no primeiro set. Perderam por 27-29 (com 19-21 no segundo)… Se tivessem vencido, tudo seria, certamente, diferente e Portugal poderia ter concretizado um tão desejado triunfo por 2-0 que lhe garantiria a passagem à fase seguinte.
Contudo, o 13.º lugar no BPT Elite16 de Espinho rende 460 pontos e um prémio pecuniário de 5.000 euros.
No final, Hugo Campos reconheceu:
“O primeiro set foi a melhor exibição que fizemos em Espinho. Podia ter caído para nós. Não aconteceu, mas de certeza que para a próxima vez vai ser melhor.
De qualquer forma, creio que já mostrámos um pouco do nosso potencial. Este é o nível que nós procuramos atingir e permanecer. Entrámos em campo com uma mentalidade diferente e é este o nível ao qual queremos pertencer e que hoje já mostrámos aos portugueses .”
Beatriz Pinheiro e Inês Castro mediram forças com Kristen Nuss e Taryn Kloth no jogo que fez descer o pano da sua participação na Pool D, com as norte-americanas a saírem, com naturalidade, vencedoras por 2-0 (21-15 e 21-12).
A grande vencedora do grupo das guerreiras lusitanas foi a dupla neerlandesa Stam/Schoon, que fez o pleno de vitórias e se apurou directamente para os oitavos-de-final.
“Foi uma experiência incrível para nós, estarmos a jogar contra as melhores duplas do mundo e, agora que acabou, sentimos que, apesar de enfrentarmos oponentes bastante difíceis e, honestamente, superiores, fomos evoluindo aos longo dos três jogos e ficando mais à vontade. O nosso treinador [Januário Alvar] disse-nos que neste último jogo já se notou uma grande diferença. Apesar de não termos nenhuma vitória, aprendemos com esta experiência e pudemos retirar pontos positivos de cada jogo.
Agora vamos voltar a competir ao nosso nível, que são os Beach Pro Tour Futures, começando na próxima semana na Suíça e depois jogamos na Bulgária.
Saímos daqui motivadas para dar tudo nesses torneios e conseguirmos alcançar os melhores resultados“, reconheceram as bicampeãs nacionais, que com o 13.º lugar no BPT Elite16 de Espinho somaram 460 pontos e um prémio pecuniário de 5.000 euros.
O dia começou bem, com os jogos da Pool C de femininos a aquecerem logo o ambiente. As italianas Valentina Gottardi e Marta Menegatti e as espanholas Daniela Álvarez e Tania Moreno superiorizaram-se, com maior ou surpresa, respectivamente às brasileiras Carolina Salgado e Bárbara Freitas e às australianas Mariafe Artacho Del Solar e Taliqua Clancy reacendendo a luta pela qualificação para a fase eliminatória e mantendo até amanhã o suspense sobre o nome das felizardas.

Por outro lado, as dupla brasileira Ana Patrícia/Duda continua a deixar bem patente o seu favoritismo, tendo somado hoje a terceira vitória na Pool A, frente às lituanas Aine Raupelyte e Monika Paulikiene, provenientes da fase de qualificação.
Em 2018, a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) escolheu as melhores atletas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (World Tour), tendo a brasileira Eduarda Lisboa, mais conhecida como Duda, recebido o maior quinhão de distinções: melhor do mundo, melhor jogadora ofensiva e melhor atacante.
Duda, agora com 26 anos, competiu várias vezes em Portugal, tendo ganho o seu primeiro grande título internacional em 2013, com apenas 15 anos, no Campeonato do Mundo de Sub-19 disputado no Porto. Um ano mais tarde, bisou no mesmo Mundial, igualmente disputado na Cidade Invicta.
O dia de amanhã está reservado para os oitavos e quartos-de-final, com o domingo a ser marcado pelas meias-finais e jogos de atribuição das medalhas.
As finais serão transmitidas na RTP 2, enquanto vários outros jogos serão transmitidos na RTP Play.
Toda a informação em https://fpvoleibol.pt/bpt-espinho2024/
Neerlandeses Van de Velde e Immers venceram «super» suecos Ahman e Hellvig
A competição Elite16 representa o nível mais alto das etapas do Beach Pro Tour (Circuito Mundial de Voleibol de Praia), sendo disputada pelas 16 melhores duplas por género do mundo, numa luta acesa por manter a sua posição dentro deste grupo de elite mundial.
O torneio é disputado em quatro grupos de quatro duplas cada, ao que se segue a fase de grupos e a fase eliminatória, ao longo de quatro dias, num total de 64 jogos.
Nos torneios BPT Elite16 tudo é organizado ao mais alto nível e nada é descurado, desde a produção televisiva de alto nível a uma área para os fãs digna de um festival ou concerto musical. Ver mais informações AQUI
Para além disso, nas etapas de nível Elite16 do Circuito Mundial de Voleibol de Praia a classificação entre os primeiros é recompensada com mais pontos – p.e., uma vitória no Futures dá 200 pontos FIVB a cada atleta da dupla vencedora (400 no total) e no Challenge vale 400 (800 para a dupla), enquanto a prova de Elite16 atribui 600 pontos a cada jogador da dupla vencedora (1.200 no total).
Desde 1995, data da primeira edição do Espinho Open, Portugal acolheu 25 provas de âmbito mundial (organizadas sob a égide da FIVB) e 6 de âmbito europeu (Confederação Europeia de Voleibol – CEV) em masculinos e 20 provas FIVB e 6 CEV em femininos.
Em termos globais, em 2023 a edição da etapa espinhense foi a 18.ª de masculinos e a 13.ª de femininos, mas a FPV organizou várias outras competições internacionais em Cortegaça, Porto, Macedo de Cavaleiros, Porto Santo (Madeira) e Esposende, esta última em 2001, onde a dupla portuguesa José Pedrosa/José Teixeira se sagrou campeã europeia de Sub-23.
Ver competições internacionais de Voleibol de Praia organizadas em Portugal AQUI
Com a coordenação do professor Nuno Lemos, 30 alunos dos Agrupamentos de Escolas da Guarda, Afonso de Albuquerque e Sé estão a colaborar na organização da etapa portuguesa do Circuito Mundial de Voleibol de Praia.
Segundo os seus mentores, trata-se de uma “experiência única para estes alunos, fazerem parte de uma grande organização, enquanto juízes-de-linha e apanha-bolas, e estarem em contacto directo com alguns dos melhores jogadores de Voleibol de Praia do mundo».
O Beach Pro Tour Elite16 de Espinho tem transmissão televisiva em canal aberto, mais concretamente na
Rádio Televisão Portuguesa (RTP).
Pedrosa e Campos estão a tentar entrar com força na nova época do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB Beach Pro Tour), depois do importante 21.º lugar alcançado este ano no BPT Elite16 de Doha, e assim continuar a percorrer o caminho do apuramento para a 33.ª edição dos Jogos Olímpicos, agendada para os dias 26 de Julho a 11 de Agosto de 2024 em Paris, capital da França.
O caminho da dupla lusa, que almeja uma presença nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, tem sido recheado de bons resultados nos últimos anos: a medalha de bronze alcançada nos Jogos do Mediterrâneo pelos bicampeões nacionais juntou-se à medalha de ouro conquistada no Beach Pro Tour Challenge de Edmonton (Canadá), etapa do Circuito Mundial de 2023, naquela que foi a primeira vez que a dupla portuguesa subiu ao lugar mais alto do pódio numa etapa Challenge do Beach Pro Tour.
Um marco no percurso dos bicampeões nacionais em título e campeões mundiais universitários na caminhada que encetaram há poucos anos ao optarem pela prática do Voleibol de Praia ao longo de todo o ano, no que são apoiados pela Federação Portuguesa de Voleibol.
Os JO de 2024 realizam-se de 26 de Julho a 11 de Agosto na icónica capital francesa e Portugal vai voltar a estar representado ao mais alto nível em mais uma edição olímpica.
Vicente Araújo, Presidente da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) e Presidente da Comissão de Voleibol de Praia da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), José Casanova, Secretário da Comissão das Regras de Jogo e Arbitragem da FIVB, e Rui Carvalho, árbitro internacional, são os portugueses que desempenharão funções de destaque no tão aguardado Paris 2024.
Tal como nas edições de Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020, Vicente Araújo será o responsável pelo Torneio de Voleibol de Praia ao exercer as funções de Delegado Técnico para o Voleibol de Praia designado pela Federação Internacional de Voleibol. Uma situação tradicional no currículo do dirigente, Membro do Comité de Controlo FIVB nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, entre várias outras competições.
José Casanova, que será o responsável máximo pela arbitragem nos Jogos de Paris na qualidade de Membro do Comité de Controlo da competição de Voleibol de Praia, esteve presente em nove competições olímpicas: sete edições dos Jogos Olímpicos de Verão e mais duas edições dos Jogos Olímpicos da Juventude.
Rui Carvalho vai integrar o quadro de árbitros de Voleibol de Praia dos Jogos Olímpicos 2024, depois de já ter dirigido uma final do torneio olímpico, em Londres 2012 – a primeira edição olímpica em que participou –, e ter estado igualmente presente no jogo de atribuição do 3.º e 4.º lugar dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e em 2023 na final de masculinos do Beach Pro Tour, em Doha, no Catar.
Árbitros portugueses em acção
nas competições de Voleibol de Praia
José Casanova
Comité de Controlo dos Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.
Avelino Azevedo
Delegado de Arbitragem nas fases finais dos Campeonatos da Europa de Seniores Masculinos e Femininos, de 13 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.
Rui Carvalho
Final da Taça das Nações – Masculinos, em Jurmala, na Letónia, de 13 a 16 de Junho.
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 de Ostrava, na Chéquia, de 4 a 9 de Junho.
Jogos Olímpicos 2024, em Paris (França), de 27 de Julho a 10 de Agosto.
Sandra Deveza
Beach Pro Tour Elite16 de Espinho, de 22 a 26 de Maio.
Beach Pro Tour Elite16 Gstaad, na Suíça, de 3 a 7 de Julho.
Finais do Campeonato da Europa de Seniores Masculinos, de 14 a 18 de Agosto, nos Países Baixos.
BPT Elite16 Hamburgo, na Alemanha, de 21 a 25 de Agosto de 2024.