15-JUNHO-2020 ÓRGÃOS SOCIAIS
DA FPV TOMARAM POSSE
PARA ENFRENTAR O MAIOR DESAFIO DE SEMPRE

Os
Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) para o
quadriénio 2020-2024, eleitos no passado dia 6, tomaram posse hoje, em
cerimónia realizada no anfiteatro da sede federativa.
Como não podia deixar de ser, foi uma cerimónia marcada pelas
condicionantes originadas pela pandemia de Covid-19, sem convidados e
com as medidas de segurança aconselhadas pela Direcção Geral de Saúde.

A Direcção da FPV volta a ser liderada por Vicente Araújo,
Presidente federativo de 1996 a 2016 e Vice-Presidente Executivo da FPV
em 2016/2020.
No seu discurso de tomada de posse para o quinto mandato, o Presidente
(re)eleito relembrou o facto de a Direcção liderada por si de 1996 a
2016 ter superado, com êxito, outras crises económicas, mas que este
será o maior desafio enfrentado pela modalidade, já que “esta é uma
crise diferente das outras, pois junta à crise económica a crise
desportiva, provocada pela ausência da competição, o que causa
transtornos enormes e coloca em perigo o apoio dos sponsors”.
Contudo, e fiel aos seus princípios de nunca voltar a cara à luta, o
Presidente da FPV mostra-se confiante em quem o rodeia e exorta à união
da Família do Voleibol, pois será “juntos que construiremos o futuro”
da modalidade.
“Ao assumir a Presidência da FPV, cumpre-me agradecer àqueles que me
elegeram, que em mim depositaram a sua confiança, e afirmar que, em
colaboração com os outros Órgãos, irei exercer o cargo para o qual acabo
de ser empossado com todo o meu empenho e responsabilidade, no
cumprimento rigoroso dos estatutos e dos regulamentos.
Quero agradecer, igualmente, a todos aqueles que, após as eleições, me
enviaram mensagens de apoio”, referiu, lembrando:
“No momento em que o País e o mundo atravessam uma grave crise
económica, fica o compromisso de sempre procurar responder de forma
assertiva aos desafios com que nos fomos deparando e, em equipa,
trabalhar por forma a servir com qualidade o Voleibol nacional, visando
a excelência como meta a atingir”.
No momento de enfrentar o “maior desafio já enfrentado” pela
modalidade, Vicente Araújo mostra-se realista mas igualmente confiante
na resposta que será dada:
“Sabemos que não vai ser fácil, que vamos encontrar pela frente
muitos e difíceis desafios para vencer. Mas não iremos perder tempo, nem
energias, com o «acessório».
Sabemos que o sucesso se constrói no desafio de nós próprios, na
capacidade de lançarmos novas ideias, de enfrentarmos os nossos receios.
Trabalharemos, pois, afincadamente para continuar a fazer crescer a
nossa modalidade.
E o que quer que façamos, iremos sempre fazê-lo de acordo com princípios
que consideramos fundamentais: o rigor, o respeito pelos compromissos
assumidos, a transparência de processos, a consciência da nossa função
social”.
E fica a promessa:
“A nossa actuação será sempre baseada em critérios de boa
governança, numa Direcção, administração e gestão desportiva e
financeira eficazes, na capacidade de exploração de oportunidades
comerciais geradas pelos eventos desportivos, na constituição de
parcerias com as Autarquias Amigas e outras instituições.
Pretendemos reforçar, diversificar e continuar a inovar com outras
formas de relacionamento e de cooperação profícua com os dirigentes
associativos, com os dirigentes dos clubes e com os representantes das
associações de treinadores e de árbitros, no sentido da afirmação do
Voleibol no quadro do Desporto nacional; da consolidação da sua presença
na Europa e no mundo; da reafirmação do Voleibol como uma marca, como um
produto atraente para os «Media» e para os agentes económicos.
Propomo-nos, neste momento difícil e sem paralelo, enfrentar esta nova
era de responsabilidade conjugando eficácia com valores e eficiência com
sucesso.
É com todos aqueles que sentem e vivem o Voleibol, que eu e a minha
equipa temos plena convicção de que conseguiremos ultrapassar e vencer a
crise.
Estou certo que dela sairemos mais fortes e com um Voleibol de que todos
se possam orgulhar e do qual todos, sem excepção, serão parte
integrante, pois será juntos que construiremos o futuro do Voleibol”.
Ver composição dos Órgãos Sociais
aqui

Avelino Azevedo, Presidente do Conselho de Arbitragem da FPV, afina pelo
mesmo diapasão:
“Naturalmente que, neste momento, a nossa prioridade será a de
ultrapassarmos esta crise, mas vamos fazer uma aposta forte na formação,
introduzindo de forma inovadora a formação contínua, como temos vindo a
fazer, através de videoconferências, nesta série de sucesso de «Um Apito
com…», fazendo a revisão e criação de novas noções e conceitos no Manual
de Formação de Arbitragem, em articulação com a maioria dos nossos
árbitros internacionais e com o Departamento de Formação.
Neste mandato renovado e perante os sinais positivos de mudança que
implementámos no último quadriénio, a equipa do Conselho de Arbitragem
vai continuar a apostar na transparência, na partilha e no diálogo com
todos interlocutores do Voleibol e do Desporto, dentro e principalmente
fora da estrutura federativa, no sentido de continuarmos a receber e
articular os respectivos contributos, visando o desenvolvimento da
arbitragem portuguesa nacional e internacional, e assim,
consequentemente, contribuindo para a melhoria do nosso Voleibol e
Voleibol de Praia”.

Eleito pela primeira vez para a Presidência do organismo que tutela o
Voleibol a nível nacional, em 1996, cargo que desempenhou até 2016,
Vicente Araújo, que recebeu a Medalha de Mérito Desportivo atribuída
pelo Governo em 2005, também desempenha cargos de elevada importância
noutros organismos, como o Comité Olímpico de Portugal (COP), do qual é
Vice-Presidente, e a nível mundial na Federação Internacional de
Voleibol (FIVB), onde é Membro do Conselho Executivo responsável pelo
Voleibol de Praia e Presidente da Comissão de Voleibol de Praia e do
Conselho Mundial.
Vicente Araújo é, também, Supervisor da Liga Mundial desde 1994 e
Presidente da Western European Volleyball Zonal Association (WEVZA),
tendo sido Membro do Comité de Controlo dos Jogos Olímpicos de 1996 a
2016 e desempenha actualmente o cargo de Delegado Técnico do Voleibol de
Praia naquele que é considerado «o maior espectáculo desportivo do
mundo».
É ainda o responsável máximo pela organização e realização de dezenas de
competições internacionais de enorme relevo no nosso País.
A FPV nasceu no dia 7 de Abril de 1947 e foi uma das fundadoras da
Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Informações adicionais sobre as actividades do Voleibol
aqui e
aqui
Mais informações:
www.fpvoleibol.pt
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