03-JANEIRO-2019
SELECÇÃO NACIONAL:
VONTADE E AMBIÇÃO EUROPEIA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos, orientada por Carlos Prata, já treina no Pavilhão Multiusos de Gondomar, onde, no domingo (16h00, com entrada gratuita), vai defrontar a Croácia, no primeiro de dois jogos decisivos para a concretização do seu grande objectivo: estar presente na fase final do Campeonato da Europa, a realizar entre os dias 12 e 29 de Setembro de 2019, em quatro países em simultâneo: França, Eslovénia, Bélgica e Holanda.

Apesar de algumas contrariedades – como as lesões, ainda não totalmente debeladas, de Alexandre e Marco Ferreira –, é grande a confiança e a vontade de voltar a brindar os portugueses com grandes alegrias, como, em 2018, a da vitória na Challenger Cup, que permitiu o regresso à elite do Voleibol mundial, vulgo Liga das Nações de Voleibol (Volleyball Nations League).

O treinador Carlos Prata não tem dúvidas sobre as dificuldades que a turma das quinas vai enfrentar:
A Croácia é uma equipa que tem uma tradição desportiva baseada na antiga Jugoslávia, com uma excelente escola nos desportos colectivos, seja no Voleibol, no Basquetebol, no Andebol, etc.. No Voleibol, actualmente o seu sector feminino é o mais competitivo, com presença quase constante nas finais dos Campeonatos da Europa.
A equipa masculina tem uma boa formação técnica e táctica, com vários jogadores a actuarem em campeonatos estrangeiros, desde a Itália (distribuidor) à França (atacante de zona 4) e à China (oposto)
”.

O adversário de Portugal tem alguns jogadores experientes, como “o seu distribuidor principal actual, Tsimafei Zhukouski, que joga em Itália. O seu jogo é feito sobretudo pelo oposto Leo Andric e os seus dois z4, com realce para Danijel Galic. Nos centrais, o mais utilizado é Sandro Dukic.
Não é um jogo rápido, sobretudo na bola para o seu oposto, mas no seu principal atacante de zona 4 a tendência já é uma bola bastante acelerada e aberta, sobretudo na entrada da rede. No serviço, em suspensão, dos seus dois principais atacantes – Andric e Galic – são os que colocam mais pressão na recepção adversária, os restantes servem em andorinha com um serviço tenso e
atacante, tirando partido da sua estatura
”.

Em suma:
É uma equipa difícil, bastante alta fisicamente e que irá ser adversário perante o qual Portugal terá de dar o seu melhor, condicionando os seus pontes fortes, através de uma boa relação do serviço e do bloco-defesa. No ataque, a partir da recepção do serviço adversário, a eficácia terá de ser o nosso ponto forte.
Creio que será um jogo equilibrado em que a equipa nacional terá de se superar para atingir o seu objectivo, que é a presença na fase final do Europeu de 2019
”.

O capitão Alexandre Ferreira afina pelo mesmo diapasão:
Temos mais uma vez a oportunidade de estar presentes no Europeu [edições de 1948, 1951, 2005 e 2011] e estou confiante que isso vai acontecer.
É verdade que temos ficado sempre pelo caminho nos últimos anos [3.ª ronda], mas acho que está na nossa hora.
Não vai ser fácil, temos muitos jogadores sem ritmo, estiveram parados muito tempo, eu inclusive, e o tempo é curto, mas estamos a fazer de tudo para voltar à nossa melhor forma.
Acredito que a Croácia esteja bem mais forte, pois nesta altura os jogadores, individualmente, chegam dos clubes com mais ritmo à selecção.
O último jogo também vai ser difícil [dia 9 de Janeiro, em Tirana, 19h00 locais]. A Albânia ainda tem hipótese de se qualificar, por isso acredito que também vai dar tudo. Mas dependemos apenas de nós! Se conseguirmos atingir o nosso nível, tenho a certeza de que seremos felizes
”.

Neste momento, Portugal lidera a Pool D, com mais dois pontos do que a Áustria, quatro que a Albânia, sua adversária no derradeiro jogo de apuramento, agendado para 9 de Janeiro, em Tirana, a capital albanesa, e mais seis que a Croácia.
O primeiro classificado de cada poule apura-se directamente para a fase final, assim como os cinco melhores 2.ºs classificados das sete poules.

Pontos-chave no Portugal x Croácia:

. O líder isolado recebe o último classificado da Pool D
. O favoritismo de Portugal pode medir-se pelos pontos que separam as duas equipas na classificação.
. Alexandre Ferreira e Leo Andric são os melhores pontuadores de Portugal e Croácia.
. O capitão português é o 2.º melhor no serviço, contabilizando 10 ases em 4 jogos.
. Portugal venceu o primeiro jogo, disputado na Croácia, pela margem (3-0: 25-18, 25-22 e 25-18).

Os jogos de Portugal com a Croácia e a Albânia vão ser transmitidos em directo na Sport TV.
Ver mais informações aqui e aqui

A equipa técnica da Selecção Nacional é composta por Carlos Prata, João José e Ricardo Rocha.

Convocatória (17 jogadores)

ZONAS 4
Alexandre Ferreira (Aluron Virtu Warta Zawiercie/POL)
João Simões (Sporting CP)
Lourenço Martins (SC Espinho)
Caíque Silva (AJF Bastardo)
José Gomes (CS Dínamo de Bucareste/ROM)

DISTRIBUIDORES
Miguel Rodrigues (Rennes Volley/FRA)
Afonso Reis (AA S. Mamede)
José Monteiro (Sporting CP)

CENTRAIS
Filip Cveticanin (SL Benfica)
Phelipe Martins (SC Espinho)
José Belo (VC Viana)
Nuno Teixeira (VC Viana)

OPOSTOS
Marco Ferreira (SC Espinho)
Bruno Cunha (VC Viana)
Valdir Sequeira (AA Espinho)

LIBEROS
João Fidalgo (Sporting CP)
Januário Alvar (SC Espinho)

 Ver Plano de Preparação aqui

Para além da qualificação e (ao que tudo indica) da fase final do Europeu, a Selecção Nacional disputará também em 2019 a Liga das Nações de Voleibol (Volleyball Nations League - VNL).
Portugal estreia-se da melhor forma na VNL já que acolherá, nos dias 14 a 16 de Junho do próximo ano, a Pool 9, que traz ao nosso País as selecções do Brasil, Sérvia e China, respectivamente 1.º, 11.º e 20.º posicionados no Ranking Mundial (7 de Julho 2017).

Recorde-se que a turma das quinas vai participar nesta prestigiada competição após ter conseguido vencer na Final da Volleyball Challenger Cup 2018 a República Checa por 3-1 (18-25, 25-22, 25-19 e 25-16).

A Liga das Nações é disputada por 16 selecções nacionais: 12 «fixas» que estão sempre qualificadas para a competição e quatro «desafiadoras» (em 2019, Portugal, Canadá, Bulgária e Austrália), sendo que a última classificada destas selecções desce à Golden League, sendo substituída pela vencedora da Challenger Cup, um torneio que qualifica o vencedor para a próxima edição da Liga das Nações como equipa «desafiadora».

A VNL é composta por duas fases.
A Fase Preliminar desenrola-se ao longo de cinco semanas. Cada semana, as selecções participantes são organizadas em pools de quatro equipas, disputadas em sistema de «round-robin» (todos contra todos) em países diferentes.
Qualificam-se para a Final Six as cinco primeiras da classificação geral, que se juntam à selecção do país organizador desta etapa decisiva.
As seis selecções participantes formam duas pools de três equipas, que se defrontam no sistema de «round-robin».
Os 1.º e 2.º classificados de cada pool apuram-se para as meias-finais e jogam em sistema cruzado (o 1.º classificado de uma pool defronta o 2.º classificado da outra pool).
Os vencedores encontram-se na Final para competir pelo título da VNL.

A Rússia venceu a primeira edição da Liga das Nações ao derrotar, na final disputada na cidade gaulesa de Lille, a França pela margem máxima: 3-0 (25-22, 25-20 e 25-23).

Informações adicionais: www.cev.lu / www.fivb.com

 
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