29-AGOSTO-2017
PORTUGAL NO 8.º LUGAR
DAS UNIVERSÍADAS 2017

 

A Selecção Nacional Universitária de Masculinos classificou-se hoje no 8.º lugar das Universíadas de Verão (Taipei 2017 Summer Universiade), a melhor classificação alcançada pelo Voleibol português na competição universitária.

A medalha de ouro foi conquistada pelo Irão, que bateu (3-2) a Rússia, enquanto a de bronze foi para o Japão, vencedor do jogo com a Ucrânia (3-1).
No jogo de definição das 5.º e 6.ª posições finais, o Brasil venceu (3-1) a rival Argentina.

No jogo de atribuição dos 7.º e 8.º lugares, a República Checa mostrou-se mais forte do que Portugal, tendo triunfado por 3-1 (22-25, 25-21, 25-21 e 25-22).

O checo Martin Hladik, autor de 25 pontos, cotou-se como o melhor pontuador do jogo, seguido de José Gomes, com 18 pontos.

Participaram nas Universíadas 24 equipas. Ver classificação final aqui

No final, Hugo Silva analisou o percurso universitário da Selecção Nacional:

"O balanço a fazer desta 29.ª edição das Universíadas é que esta Selecção Nacional conseguiu um diploma mais do que merecido!
Foi um mês de Agosto especial. Quando a maioria das pessoas comuns gozava as suas férias, estes jovens universitários iniciavam um percurso que marca a história do Voleibol português e universitário.
Não tínhamos traçado metas para esta competição, pois o nosso grande objectivo era pôr a equipa num nível competitivo que garantisse a dignificação do nosso País.
Em Portugal, efectuámos 15 dias de treinos duros mas decisivos para encarar a competição com confiança.
Chegados a Taipé, tivemos que nos adaptar ao fuso horário e a um clima adverso pouco comum. O calendário obrigava-nos a enfrentar nos dois primeiros jogos os dois principais candidatos à passagem aos quartos-de-final e sentimos desde logo no jogo com a Coreia do Sul [vitória por 3-2] que podia estar ali o nosso momento.
E assim foi, num jogo de altos e baixos, é verdade, mas onde a equipa soube dizer «presente» quando foi preciso.
O resultado e a exibição deram-nos um grande ânimo para os restantes jogos, mas ao mesmo tempo sentimos que seria fulcral gerirmos esforços, pois seríamos a única equipa a disputar três jogos consecutivos.
Foi feita a gestão possível no jogo com a forte selecção ucraniana e acabou por ganhar a melhor equipa.
Seguiu-se o jogo com a Letónia, que, nesta primeira fase, foi o nosso pior, mas lá ultrapassámos mais um obstáculo e acabámos por ser felizes num jogo muito fraco da nossa parte.
O derradeiro jogo da fase de grupos foi disputado com a selecção do México, um país que apostou forte nestas Universíadas, tendo trazido a Taipé a quarta maior comitiva da competição.
Este momento ditava uma qualificação histórica e o jogo foi encarado com uma enorme vontade de vencer. Ao contrário do que é habitual no povo português – perseguido pelo estigma de «morrer sempre na praia» –, a equipa mostrou enorme vontade de vencer e quebrámos a dita «normalidade». Diria que foi o jogo perfeito, que premiou o grupo com o merecido diploma e passagem histórica aos quartos-de-fina
l", salientou o Seleccionador Nacional, acrescentando:
"Já no grupo das 8 melhores selecções entre as 24 participantes, defrontámos o Japão nos quartos-de-final. O grupo não conseguiu manter os níveis competitivos e sofreu muito com a elevada qualidade das equipas apuradas e a enorme qualidade do seu jogo.
Sentimos que ainda estamos longe do nível destas equipas, pelo que a lei do mais forte prevaleceu com alguma naturalidade.
Afastados das medalhas, era tempo de dar oportunidade aos menos utilizados para assim sentirem, a jogar, a dimensão desta competição e eles próprios mostrarem o porquê de fazerem parte deste grupo.
Foram três jogos muito duros para nós e desde logo foi necessário fornecer ao grupo a tranquilidade necessária para gerir a difícil tarefa, sempre com um objetivo único, que era aproveitar para evoluir entre os melhores do mundo e, simultaneamente, levar cada um a desafiar-se a si próprio a crescer nas batalhas que enfrentavam, justificando assim o porquê de termos chegado entre os melhores dos melhores.
Em suma, foi um desafio para todos nós, que terminou com um feito que nos marcou a todos e a mim em particular, pois orgulho-me muito de ter liderado esta Selecção
”.

A comitiva portuguesa, composta por Hugo Silva, Carlos Prata (Treinador Adjunto), o médico Ricardo Aido, o scouter Ricardo Rocha, o árbitro Ricardo Ferreira e os 12 atletas, regressa no dia 31 de Agosto ao nosso País, estando a chegada  a Lisboa prevista para as 7h30 do dia 1 de Setembro.

Calendário dos jogos

20 de Agosto – Portugal x Coreia, 3-2 e Ucrânia x México, 3-0
21 de Agosto – Portugal x Ucrânia, 0-3 e México x Letónia, 3-0
22 de Agosto – Portugal x Letónia, 3-1 e Ucrânia x Coreia do Sul, 3-2
23 de Agosto – Folga
24 de Agosto – Portugal x México, 3-0 e Letónia x Coreia do Sul, 1-3
25 de Agosto – Coreia do Sul x México, 3-1 e Ucrânia x Letónia, 3-0. Folga: Portugal
26 de Agosto – Folga
27 de Agosto – Quartos-de-final: Portugal x Japão, 0-3 (19-25, 15-25 e 20-25)
28 de Agosto – 5.º a 8.º lugar: Portugal x Argentina, 0-3 (16-25, 14-25 e 19-25)
29 de Agosto – 7.º a 8.º lugar: Portugal x República Checa, 1-3 (25-22, 21-25, 21-25 e 22-25)

Ver plano de preparação aqui

As Universíadas são transmitidas pelo canal Eurosport

Mais informações no site oficial da competição (aqui) e no Facebook (aqui) e no website da FADU (aqui)

Fotos na página da FADU no Facebook: https://www.facebook.com/fadupt/

A 30.ª edição das Universíadas de Verão está já agendada para os dias 3 a 14 de Julho de 2019, na cidade italiana de Nápoles.

Ver vídeo promocional aqui

 
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