28-JULHO-2017
FAVORITOS IMPÕEM A SUA LEI
NO ESPINHO OPEN -  VOLEIBOL DE PRAIA

Sem grandes surpresas, o Espinho Open terminou com as vitórias das duplas consideradas favoritas o seu primeiro dia de competição.

Em relação aos representantes de Portugal, país organizador, o regresso das grandes competições de Voleibol de Praia foi madrasto, já que, das oito duplas, nenhuma sobreviveu, mesmo aquela em que os portugueses mais esperanças depositavam, Roberto Reis / Fabrício Silva, actuais campeões nacionais.
Roberto e «Kibinho» enfrentaram os carrascos de José Filipe Neto e Gonçalo Santos, os finlandeses Pekka Piippo e Jyrki Numinem, e também eles acabaram por ser eliminados, com o resultado de 1-2 (15-21, 21-17 e 12-15).

"Entrámos ansiosos e o jogo acabou por não nos correr bem.
No segundo set, melhorámos, mas é complicado quando nada nos corre de feição e tudo corre bem ao nosso adversário, como bolas a bater e a cair na rede em fases cruciais. Não conseguimos impor o nosso sideout, que é extremamente forte e é o que nos caracteriza e acabámos por sentir na pele o azar do jogo", reconheceu Roberto Reis.

Todavia, o primeiro dia de competição do Espinho Open até começou mais ou menos bem, com Januário Silva e Sebastião Alves a lutarem mano a mano com os norte-americanos Trevor Crabb e James Avery Drost, empolgando os espectadores madrugadores, que se foram multiplicando ao longo do dia, praticamente enchendo o estádio no último jogo dos portugueses a caírem.

O resultado (2-0: 21-18 e 27-25) favorável aos norte-americanos poderia ter sido diferente, como explicou, no final, Januário, porta-voz da dupla lusa:
"Faltou-nos um bocado de experiência nos momentos cruciais. Entrámos um pouco receosos e denotámos alguma ansiedade no primeiro set, o que é normal para quem não é profissional de Voleibol de Praia, o que não se passa com os nossos adversários, que treinam sempre para esta variante.
Não fomos consistentes e, no segundo parcial, faltou-nos alguma sorte, a mesma sorte que os nossos adversários tiveram no primeiro set, quando algumas bolas bateram na rede e acabaram por favorecê-los".

José Filipe Neto e Gonçalo Santos não conseguiram ultrapassar o alto bloco dos finlandeses Pekka Piippo e Jyrki Numinem (0-2: 11-21 e 16-21), embora tenham conseguido estimular o público com uma boa entrada no segundo parcial (5-1, 12-7).

No final, Gonçalo, um jogador de futebol multifacetado, salientou:
"O balanço é totalmente positivo. Entrámos na etapa do Campeonato nacional realizada aqui em Espinho e acabámos por ficar nos sete primeiros, conseguindo o apuramento quando o nosso objectivo era somente competir.
É sempre bom competir com os melhores e isto dá-nos ainda mais ânimo, pelo que vamos continuar a trabalhar, agora já com o pensamento na etapa do nacional que se realiza em Portimão".

Bernardo Silva e Tomás Rocha defrontaram os australianos Cole Durant e Zachery Schubert e também eles ficaram pelo caminho (0-2: 18-21 e 20-22), apesar de terem rectificado uma entrada algo receosa com uma boa exibição no segundo set.

"Entrámos mal e, talvez por não termos conhecimento da forma de jogar dos nossos adversários, não conseguimos encaixa no jogo deles. No segundo set, equilibrámos, lutámos pela vitória, mas a inexperiência acabou por falar mais alto.
De qualquer forma, foi mais um passo na evolução como equipa e temos de continuar a trabalhar para alcançar outros resultados em futuras competições", salientou Tomás Rocha.

Outros dos «heróis» locais José Pedro Monteiro e Fabrício Barros, vice-campeões nacionais e vencedores do I Torneio de Voleibol de Praia da Associação das Federações de Voleibol dos Países de Língua Portuguesa (AFV-PLP), também não conseguiram ultrapassar (0-2: 16-21 e 15-21) os brasileiros George Wanderley e Vitor Felipe Gonçalves.

"É bom representar Portugal e conseguir o primeiro lugar, mas isso nem sempre é possível e hoje não conseguimos ultrapassar uma dupla muito forte, habituada ao alto nível. No segundo set ainda tivemos um momento em que podíamos ter feito melhor, mas eles estão bem preparados e não se deixaram surpreender. O jogo é mesmo assim."

Bruno Sousa e Ricardo Alvar também ficaram pelo caminho ao perderem (0-2: 11-21 e 14-21) com os experientes franceses Arnaud Loiseau e Arnaud Gauthier-Rat, que formam dupla desde 2014, ano em que foram 5.ºs classificados no Mundial de Sub-19, disputado no Porto.

"Sabíamos que iria ser muito difícil, pois é esta dupla francesa dedica-se a tempo inteiro ao Voleibol de Praia, ao contrário de nós. Por isso, estes jogadores têm horizontes e motivações muito diferentes dos nossos e estão rotinados neste tipo de competições.
Tentámos encarar este desafio como um jogo «normal», mas, como se viu no resultado, a experiência e rotina pesam bastante".

Os checos Ondrej Perusic e David Schweiner mostraram-se demasiado fortes (2-0: 21-13 e 21-17) para João Simões e Tiago Violas, que, contudo, não os consideram favoritos no torneio.

"Sabíamos de antemão que seria complicado, pois é uma dupla que tem vindo a jogar estes torneios. Acima de tudo, faltou-nos o side-out, que a este nível tem de sair perfeito. Não entrámos bem, depois no segundo set estabilizámos o sideout, mas eles foram superiores e é preciso reconhecê-lo", sublinhou João Simões.

Tiago Pereira e João Magalhães não conseguiram fazer melhor (0-2: 16-21 e 18-21) frente ao Martin Appelgren e Simon Boman, mas não deram o seu tempo por perdido, como salientou João Magalhães:
"É muito difícil arranjar patrocínios para disputar as etapas do Voleibol de Praia e podermos disputar competições do nível do Espinho Open e ainda por cima em representação de Portugal é muito motivador para nós.
Frente aos suecos, não jogámos mal, mas poderíamos ter jogador melhor. Faltou-nos alguma preparação física e sentimos problemas na defesa. O nosso bloco a este nível precisa de ser compensado, através de uma maior agressividade no serviço. Arriscámos, mas nem sempre da melhor maneira".

A ronda de 16, que se iniciou hoje e apurou os finlandeses Pekka Piippo e Jyrki Numinem e os noruegueses Anders Berntsen Mol / Mathias Berntsen, vice-campeões europeus de Sub-22, que derrotaram (2-0: 21-16 e 21-14) os norte-americanos Trevor Crabb e James Avery Drost, provenientes da ronda de 24 equipas, tem agendada nova ronda para amanhã, com destaque para o jogo entre as duplas Rudol / Szalankiewicz (Polónia) e Kavalenka/Dziadkou (Bielorrússia), que afastou os japoneses Gottsu e Koshiakaw por números esclarecedores: 2-0 (21-7 e 21-10).

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Mais informações em www.fpvoleibol.pt  / www.fivb.com
 

 
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