22-JUNHO-2013
PORTUGAL SUPERIOR À HOLANDA

A Selecção Nacional de Seniores Masculinos venceu hoje, por
3-2 (25-21, 19-25, 23-25, 28-26 e 15-13), no Omnisports de
Apeldoorn, a Holanda, no primeiro jogo entre as duas selecções
respeitante à 3.ª jornada da Poule C da Liga Mundial 2013.
Com esta importante vitória, Portugal mantém incólumes as probabilidades
de atingir os lugares cimeiros da classificação e coloca em cheque as
pretensões dos holandeses, pelo que o jogo de amanhã (12h30, em directo
na Sport TV) reúne ainda mais motivos de interesse do que o esperado
espectáculo de Voleibol que estas duas equipas sempre protagonizam
quando se enfrentam. [Ver
Calendário da Poule C]
Hoje, a equipa de Flavio Gulinelli deu mais alguns indícios do seu real
valor, que tinham já ficado patentes no último jogo disputado no Canadá
e assume-se como um dos principais candidatos a ocupar os lugares
cimeiros da Pouke C.
Apesar das exibições de Portugal e Holanda terem chegado a atingir um
bom nível, sobretudo no ataque e na defesa, o jogo ficou ainda marcado
pelo elevado número de serviços falhados. Nesse capítulo, estiveram
melhor os portugueses, pois contabilizaram igual número de serviços
directos (6) e erraram menos (19 contra 25).
Alexandre Ferreira foi o artilheiro-mor do jogo, tendo facturado 24
pontos (17 ataques, 5 blocos e 2 serviços directos), seguido de Jeroen
Rauwendink (23), Niels Klapwijk (17), Valdir Sequeira (16) e Marcel Gil
(13).
O espectáculo não começou bem.
Um problema «técnico» imprevisto provocou a paragem do jogo por alguns
intermináveis minutos, após um bloco triplo ter dado o ponto
inaugural à Holanda, que apresentou no seu seis inicial uma pequena
surpresa: Wytze Kooistra, que disputou os quatro primeiros jogos na
posição de oposto, regressou hoje às suas funções de central de raiz.
Portugal respondeu da melhor forma ao poderio do alto bloco holandês: igualou
aos 7 pontos, com um bloco individual de Alexandre Ferreira a Jelte Maan
e passou para a frente com um bloco duplo do mesmo Alex e de João José.
E o capitão luso obteria ainda o ponto seguinte, no ataque (9-7),
vantagem que se prolongaria no tempo (11-9, 13-11).
Uma tesoura finalizada por André Lopes manteve a distância
(15-13) e foi o mesmo jogador a conseguir fixar o resultado em 16-13 à
chegada ao segundo tempo técnico.
Com Nuno Pinheiro a servir, Portugal chegou aos 19-16, aumentando o seu
pecúlio pontual com um serviço directo através do especialista Alex
Ferreira (21-16).
Um ataque de André Lopes, que ultrapassou o bloco triplo da Holanda deu
o 22-17 à turma das quinas.
A equipa de Edwin Benne reagiu (19-22) e Flavio Gulinelli pediu um
desconto de tempo, cortando a recuperação dos holandeses. Valdir fez o
23-19, a dupla de arbitragem deixou passar um transporte claro de um jogador
holandês, mas João José repôs a justiça no resultado, fazendo o 24-20 no
ataque.
A boa exibição de Alex Ferreira neste primeiro set foi premiada com o
último ponto do parcial e o 10.º ponto da sua conta pessoal: 25-21.
Fortemente apoiada pelo seu público, a Holanda entrou bem no segundo
set, só tendo sido travada por um bloco de João José (2-4).
Marcel Gil manteve Portugal próximo (5-7), mas seria com um serviço
falhado pelos portugueses que os holandeses chegariam com uma vantagem
de três pontos ao primeiro tempo técnico (8-5).
Thomas Koelewjn aumentou a diferença (11-7), Jeroen Rauwerdink
manteve-a (13-9) e Maan conseguiu, com um ataque, levá-la até ao
segundo tempo técnico (16-13).
Dois serviços directos de Abdel Nimir (19-14) deram ainda mais confiança
aos holandeses.
André Lopes procurou reorganizar Portugal e assinou dois pontos
consecutivos no ataque (16-19).
Um bloco de João José/André Lopes manteve Portugal na luta... mas os
holandeses não acusaram o golpe e criaram todas as condições para fechar
o set (23-18), o que acabaram por conseguir, com um serviço directo de
Jeroen Rauwerdink, o melhor jogador holandês, fixando o resultado em 25-19.
O terceiro set foi bem mais equilibrado (3-3, 5-5), mas um serviço
falhado pelos holandeses deu vantagem a Portugal na primeira paragem
obrigatória (8-7).
Pacientemente, os holandeses foram recuperando terreno até igualarem a
contenda (12-12), passarem para a frente (15-14) e chegarem ao segundo
tempo técnico em vantagem, mercê de um ataque do inevitável Rauwerdink.
Portugal conquistou a liderança no marcador por intermédio de Alex
Ferreira (18-17), mas Nico Freriks recuperou-a com um serviço directo
(19-18).
Os portugueses ainda igualaram mas depois perderam a concentração e dois
pontos consecutivos (19-21).
Gulinelli conversou com os seus pupilos e João José colocou Portugal a
apenas um ponto (21-22), para depois, com um bloco a meias com Alex,
igualar (22-22).
O equilíbrio prolongou-se até ao fim do set, cujo desfecho acabou por
ser, novamente, favorável à equipa da casa: 25-23.
A Holanda entrou bem melhor no quarto set (4-1), mas Portugal recuperou
com um serviço directo de Alex (3-4).
A experiência de Jeroen Rauwerdink manteve os holandeses colados aos
portugueses (6-6), mas seriam os visitantes a chegar em vantagem ao
primeiro tempo técnico (8-7).
E, paulatinamente, Portugal foi ganhando terreno (13-8) e abalando a
confiança da até então bem oleada laranja mecânica (14-9).
Contudo, se os holandeses se acaharam, o mesmo não se pode dizer de Rauwerdink,
que capitaneou a reacção da sua
equipa (13-15).
Marcel marcou o ponto com que se atingiu a segunda paragem obrigatória
(16-13), mas o alto bloco holandês voltou a equilibrar as forças (16-15).
Um serviço directo de Valdir Sequeira colocou Portugal outra vez a três
pontos de vantagem (18-15), mas Rauwerdink e Kooistra reduziram (18-17).
A boa visão de jogo de André Lopes permitiu-lhe somar um ponto com um
ataque em... passe (21-18).
Marcel fez o 22-19, mas Maan, com um serviço directo, aproximou a
Holanda (21-22).
A vencer por apenas um ponto, Portugal afinou as estratégias e criou
condições para Valdir Sequeira fazer o 23-21.
Foi então a vez de Edwin Bene reunir com jogadores da casa e a Holanda
colocou-se a um mero ponto de distância (22-23), deixando tudo em
aberto.
Portugal fez o 24-22, Rauwerdink o 24-23 e... Alex fechou o set,
ou pelo menos os portugueses assim o acreditavam, mas o árbitro optou
por dar o ponto aos holandeses (24-24).
Num final de set tão equilibrado (26-26), os nervos imperavam e este
episódio ainda influenciou mais o discernimento dos jogadores... Kooistra falhou o serviço (27-26) e Valdir selou
o triunfo por 28-26.
Na negra, os pratos da balança começaram a pender para o lado da Holanda
(2-0, 3-1), mas Portugal recuperou, por intermédio de Marcel e Valdir
(3-3).
Rauwerdink fez dois pontos e a Holanda ganhou confiança (5-4) e foi com
outros três pontos do número 10 holandês que a Holanda aumentou a
vantagem (9-6).
Gulinelli travou a cavalgada pontual dos holandeses e conversou com os
seus jogadores... E a conversa surtiu efeito (8-9).
Três pontos consecutivos de Alex, fruto de dois ataques e um bloco, deram
vantagem a Portugal (12-10). Nimir encurtou a distância, mas falhou o
serviço (13-11), situação que os seus companheiros de equipa
rectificaram com um
bloco (13-13).
O speaker puxou pelo público, mas os portugueses mantiveram-se firmes e seria Marcel a festejar o 14.º e o
15.º pontos (15-13).
Flavio Gulinelli: "Sabíamos que iria ser uma luta e voltámos a disputar
cinco sets, só que desta vez conseguimos fechar o jogo a nosso favor.
Estou feliz com a vitória, embora reconheça que podemos jogar melhor,
pois ainda registámos algumas oscilações em termos de exibição. mas é
uma equipa que está a crescer de jogo para jogo e alguns jogadores mais
influentes estão a subir de forma física, como o Alexandre Ferreira, que
fez uma exibição extraordinária.
Creio que amanhã vamos assistir a um jogo muito diferente e vamos ver se
somamos mais pontos..."
João José: "Penso que conseguimos jogar melhor do que hoje, mas foi um
jogo muito intenso e isso reflectiu-se nos jogadores".
Marcel Gil: "Foi uma vitória muito importante e creio que a nossa equipa
esteve muito coesa, apesar de algumas oscilações em termos de eficácia.
Amanhã vai ser ainda mais complicado, porque os holandeses precisam de
pontuar e sentem-se motivados pelo seu público".
Vídeos dos treinos da Selecção Nacional em
www.youtube.com/forcavolei
|
Selecção Nacional |
|
Nome |
Clube |
Data Nasc. |
|
Alexandre Ferreira |
Castellana Grotte, ITA |
13.11.1991 |
|
André Lopes |
Chaumont, FRA |
12.09.1982 |
|
Ricardo Silva |
AA Espinho |
30.08.1990 |
|
Marco Ferreira |
Castellana Grotte, ITA |
14.10.1987 |
|
Nuno Pinheiro |
Tours VB, FRA |
31.12.1984 |
|
Tiago Violas |
Wiegel, POL |
27.03.1981 |
|
João José |
Friedrichshafen, ALE |
07.06.1978 |
|
Marcel Gil |
Bottrop, ALE |
08.05.1990 |
|
Rui Santos |
Chênois, SUI |
24.03.1984 |
|
Valdir Sequeira |
Aich/Dob, AUT |
12.11.1981 |
|
Ivo Casas |
Castelo da Maia GC |
21.09.1992 |
|
João Coelho |
SL Benfica |
24.06.1981 |
|
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Team Manager |
Nuno Nunes |
|
Treinador Principal |
Flavio Gulinelli |
|
Treinador Adjunto |
Hugo Silva |
|
Scouter |
Ricardo Teixeira |
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Médico |
Ricardo Aido |
|
Fisioterapeuta |
Nélson Leitão |
| |
Contacto
|
Hotel de Cantharel |
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4455
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