30-MARÇO-2013
CD RIBEIRENSE ERGUE 4.ª TAÇA DE PORTUGAL

A equipa de seniores femininos do CD Ribeirense, da Ilha do Pico,
rubricou hoje mais uma página de ouro no seu historial ao erguer pela
quarta vez a Taça de Portugal, terceira consecutiva, depois de vencer,
por 3-1 (24-26, 25-23,
25-22 e 25-20) o GDC Gueifães, num jogo digno de uma
Final da Taça de Portugal.
As equipas aplicaram-se a fundo para vencer o jogo, tornando o
espectáculo equilibrado e competitivo, e quem beneficiou com isso foi o
público, que nunca se cansou de apoiar as suas cores.
O primeiro ponto do set inicial coube a Luana Gomes, concretizado no
ataque, e foi mesmo esta jogadora que, a servir, impulsionou o CD
Ribeirense para uma vantagem (5-1) que se manteve até ao primeiro tempo
técnico (8-4).
Um ataque desferido por Marta Hurst amenizou a diferença (6-9), mas as
açorianas não se deixaram atemorizar e aumentaram o seu pecúlio para
cinco pontos de diferença (12-7), obrigando Nuno Costa a reunir com as
suas jogadoras.
E a conversa pareceu surtir efeito, já que Joana Ferreira (ataque),
Viviane Isidoro (serviço directo)e Catarina Costa (bloco) equilibraram
as forças (11-12). Depois, dois erros das picoenses deram mesmo a
vantagem às maiatas (13-12) e Paulo Barreto teve de reunir com as suas
pupilas e tentar quebrar o bom momento do GDC Gueifães.
Debalde, já que as maiatas chegaram à segunda paragem obrigatória a
vencer por três pontos (16-13), o que premiava a sua assinalável
recuperação.
Um ataque de segunda linha de Marta Hurst, logo seguido de um bloco da
mesma jogadora, ajudou a aumentar a distância (18-14) e motivou novo
pedido de tempo por parte do CD Ribeirense.
Uma curta de Viviane Isidoro (21-16) pôs a nu as dificuldades sentidas
pela defesa alta das açorianas em travar o ataque das jogadoras
continentais.
A reacção do CD Ribeirense, com Kátia a servir (19-21) assustou os
adeptos maiatos, mas a sua equipa respondeu à altura (23-19).
A pressão final das açorianas e a ansiedade das maiatas, tornaram difícil
saber o nome da equipa vencedora do set (24-24).
Nuno Costa pediu um desconto de tempo e isso foi, novamente, decisivo,
já que as maiatas selaram o parcial com o resultado de 26-24.
Os momentos iniciais do segundo set denotaram o nervosismo das duas
equipas, pois sucederam-se os erros, tanto no ataque como no serviço.
Dissipado o nervosismo, as açorianas adiantaram-se (8-5), mas sempre com
forte oposição das suas adversárias (8-9, num serviço directo de Hurst).
Entrou-se, então, numa toada de jogo mais equilibrada (10-10, 12-12),
quebrada por um pressing do Gueifães, que, com um serviço e um ataque
fortes, obrigou as açorianas a cometerem erros (17-13, 18-14 e 20-16).
A boa visão de jogo de Kátia Oliveira encurtou a distância (18-20), mas
um ataque de Joana Ferreira (23-20) voltou a colocar as maiatas em
excelente posição para fecharem o set.
Cíndia Amorim não estava de acordo e, com um serviço, directo, igualou a
contenda (23-23). Este novo fôlego das picoenses foi recompensado com o
triunfo no set: 26-24.
O CD Ribeirense entrou melhor no terceiro set (4-2), mas o Gueifães
reagiu e Joana Ferreira colocou as maiatas em vantagem (5-4). Contudo,
Kátia Oliveira igualou (6-6) e Fabiola Gomes e um ataque falhado por
Marta Hurst deram vantagem ao CD Ribeirense à chegada ao primeiro tempo
técnico (8-6).
Empolgadas, as jogadoras de Paulo Barreto deram um volume ainda maior à
diferença (11-6) e motivaram a reunião de Nuno Costa com as suas
jogadoras.
Mas o GDC Gueifães continuava a denotar nervosismo e o segundo tempo
técnico (16-10) chegou com um erro no ataque das maiatas.
O desassossego das maiatas contrastava com a confiança, a subir em
flecha, das picoenses, que entraram na recta final do set em clara
vantagem, através de um ataque de Luana Gomes (19-10).
A reacção das maiatas surgiu e com força (16-21, 21-22) e teve de ser
Cíndia Amorim a travar a cavalgada pontual das maiatas (23-21).
Viviane Isidoro ainda rubricou o 22-23, mas Luana Gomes respondeu à
altura (24-22) e um bloco duplo (Fabiola/Luana) deu o triunfo às
açorianas: 25-22.
Super-motivadas por terem dado a volta ao jogo, as insulares entraram de
rompante no quarto set (5-1), mas as maiatas reagiram intempestivamente
e equilibraram o jogo (6-6) e, com dois pontos de Viviane Isidoro,
colocaram-se mesmo em vantagem (9-8).
Um bloco de Fabiola pôs o CD Ribeirense a vencer (12-10), mas um ataque
ao segundo toque da distribuidora Joana Neto voltou a igualar as forças
(12-12).
Dois serviços directos de Luana Gomes distanciaram as açorianas no
marcador (16-12).
Foi a capitã Ana Freches quem procurou estancar a hemorragia de pontos
(13-17).
Fabiola, com um ataque de segunda linha, colocou o CD Ribeirense numa
excelente posição para atacar a recta final do set (21-16) e selar o
triunfo na Final com o resultado de 25-20.
Fabiola Gomes (23 pontos) e Luana Gomes (16) foram as marcadoras de
serviço do CD Ribeirense, enquanto Marta Hurst (17) e Joana Ferreira
(15) foram as maiatas mais concretizadoras.
Paulo Barreto, Treinador do CD Ribeirense: "Muito sinceramente, já
estava à espera que o Gueifães nos criasse dificuldades. Já foi
finalista três vezes e a vontade de vencer a competição é enorme e é
legítimo que queira vencer.
Sabíamos que iria ser um jogo no qual a parte emocional iria pesar muito
e, felizmente, pesou para o nosso lado, mas aconteceu porque trabalhámos
a cabeça de algumas jogadoras durante a semana, pois algumas nunca
tinham sido vencedoras, mas tinham sido finalistas por outro clubes.
Não fizemos um grande jogo, mas conseguimos vencer e isso era o mais
importante, pelo que todo o grupo de trabalho está de parabéns".
Nuno Costa, Treinador do GDC Gueifães: "Acreditamos sempre que é
possível vencer, esse é o nosso lema.
Entrámos bem no jogo e conseguimos que o nosso adversário fizesse o que
nós queríamos. O segundo set foi extremamente equilibrado no final e o
facto de a vitória ter pendido para o lado do nosso adversário acabou
por ser decisivo...
Depois, começámos mal o terceiro set, conseguimos equilibrar nos pontos
finais, mas não vencemos e, no quarto set, a maior experiência das
jogadoras do Ribeirense em jogar finais pesou a seu favor.
Apesar do resultado, estou satisfeito porque a equipa mostrou que
estamos no bom caminho e agora vamos a ver o que conseguimos fazer na
recta final do campeonato.
Gostaria era poder continuar a manter este grupo de trabalho".
Mais informações:
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