17-JUNHO-2012
RECUPERAÇÃO TARDIA
NÃO PERMITIU A VITÓRIA...

A Argentina venceu hoje, por 3-1 (23/25, 25/21, 25/19 e 25/23), Portugal no terceiro e último dia de competição do 2.º Torneio da Poule D da Fase Intercontinental da Liga Mundial 2012, em Buenos Aires, capital da Argentina.
O 3.º Torneio da poule D será disputado no próximo fim-de-semana, em Guimarães.

Pela primeira vez desde o início da Liga Mundial, ficou a sensação de que a jovem selecção portuguesa poderia ter ido mais longe e alcançado a sua primeira vitória na competição.
Depois de um set em que se exibiu a bom nível e foi recompensado com um triunfo por 25/23, Portugal parecia fadado a vencer o segundo parcial, mas os momentos finais, com o nervosismo mesclado com algumas decisões duvidosas da arbitragem, deitaram tudo a perder.
Abalado, o conjunto luso foi uma pálida imagem de si mesmo no terceiro parcial, que perdeu... logo desde os primeiros pontos.
No quarto, a Selecção Nacional voltou a estar a perder por muitos pontos, recuperou até igualar (22-22), mas acabou por claudicar nos momentos finais, onde apareceu o «herói» argentino, facundo Conte a salvar a sua equipa, deixando os portugueses inconsoláveis...

No outro jogo do dia, a Bulgária venceu a Alemanha por 3-2 (25/19, 14/25, 19/25, 25/23 e 16/14).

O primeiro set do Argentina-Portugal começou sob o signo dos serviços falhados, devido à agressividade aplicada na sua execução, com o prato da balança a cair mais para o lado dos portugueses neste capítulo: quando se atingiu o primeiro tempo técnico, a equipa das quinas tinha falhado três serviços, exactamente a diferença em pontos que separava as duas equipas, com vantagem para a Argentina (8-5).
Esta situação, somada ao facto de a recepção e o bloco não estarem a ser eficazes, fizeram com que os sul-americanos construíssem uma importante vantagem (11-7).
Sentindo o perigo, os portugueses acertaram o seu serviço e pressionaram a recepção e defesa do adversário.  E, com um bloco de André Lopes/Marcel Gil e dois serviços directos de Marcel, igualaram o marcador (11-11). Mais um serviço directo, desta vez da autoria de Marco Ferreira, colocaram Portugal na liderança pela primeira vez no set (13-12), uma vantagem que os europeus lograram levar até ao segundo tempo técnico (16-15), com Marco a contabilizar o quarto ponto da sua conta pessoal.
Dois blocos consecutivos de Alexandre Ferreira/Marcel Gil distanciaram Portugal (18-15). A Selecção Nacional colmatava as falhas iniciais e passava a ter o controlo das acções do jogo...
Um ataque ao centro de Marcel e um serviço directo de Alex mostravam que Portugal estava no bom caminho.
No ataque, André Lopes e Rui Santos (22-17) reforçaram o favoritismo de Portugal, mas a Argentina reagiu (19-22) e obrigou Flavio Gulinelli a parar o jogo para assim cortar  o ímpeto dos sul-americanos.
A «táctica» surtiu efeito e novo serviço directo de Marco colocou Portugal a um ponto do triunfo no set (24-20). Mas os argentinos não abriram mão da vitória facilmente (23-24), tendo valido a experiência do capitão de Portugal, André Lopes, que optou atacar em jeito, fazendo a bola reflectir para fora ao contactar com o bloco dos argentinos, em vez de efectuar o ataque em força: 25/23.

No início do segundo set, Portugal voltou a servir com agressividade e eficácia, causando problemas na transposição da recepção/ataque dos argentinos (3-1) e complementando essa acção com blocos duplos ou triplos (5-3). Um ataque, ao segundo toque, de Tiago Violas (6-4)desanimou ainda mais os argentinos, que falharam um serviço (Ivan Castellani) que deu o 8.º ponto a Portugal (8-6).
Os portugueses agradeceram e responderam com um serviço directo (ainda tocou os braços de Facundo Conte) de Alex Ferreira (9-6). Um bloco de André Lopes/Rui Santos fez o 11-8 favorável aos lusitanos.
Dois momentos de desconcentração custaram a Portugal dois pontos (12-11) e os argentinos lograram mesmo igualar e passar para a frente no marcador (14-13) por intermédio de Castellani e chegar à segunda paragem obrigatória em vantagem (16-14), impulsionados por um público incansável.
Os portugueses acusaram o golpe (16-19) e Gulinelli foi obrigado pedir tempo e a falar em particular com os seus jogadores, que recuperaram a calma e... recuperaram no marcador (19-20).
Ruca manteve a distância (20-21). Marcel Gil fez o 22-23... mas a arbitragem assim não o considerou, marcando falta na rede. Assim, com um resultado favorável de 24-21, foi fácil aos argentinos fechar o set: 25/21.

Os argentinos iniciaram o terceiro parcial a exalar confiança (2-0). Marco Ferreira, com um serviço directo, ainda logrou a igualdade (3-3), mas a equipa de Javier Weber voltou a distanciar-se (6-3, 8-4 e 10-6).
Um serviço directo de Castellani (14-9) empolgou os argentinos e o público afecto. Um bloco triplo... e um ataque para fora (16-9) complicaram ainda mais a vida aos portugueses.
Marco Ferreira tentou reaproximar os portugueses com um ataque e um serviço directo (11-17), mas os argentinos geriam bem a vantagem e pressionavam cada vez mais, abrindo lacunas quer na recepção quer na defesa alta (20-12), o que deu aos sul-americanos o triunfo por 25/19, apesar da reacção dos portugueses lhes ter permitido recuperar três pontos consecutivos.

O início do quarto set pautou-se pelo equilíbrio (2-2, 4-4), mas uma melhor eficácia no ataque deu alguma vantagem aos homens da casa (8-5). As falhas na recepção dos portugueses eram bem aproveitadas pelos argentinos, que, mostrando-se ainda intransponíveis no bloco, lograram facturar oito pontos consecutivos (14-5) e atingir o segundo tempo técnico com uma vantagem bem dilatada (16-8).
A paragem fez bem à Selecção Nacional, que encurtou a distância (14-18), obrigando Javier Weber a gastar um pedido de tempo.
Paulatinamente, os portugueses galgaram terreno e obrigaram os argentinos a cometer erros (19-20), Weber voltou a reunir com os seus jogadores... Miguel Tavares Rodrigues igualou (20-20) com um serviço directo. Marco Ferreira fez o 22-21, mas os argentinos chegaram-se à frente (24-23) por Facundo Conte, e logo selaram o triunfo: 25/23.

Marco Ferreira, autor de 19 pontos, foi o melhor pontuador do jogo, seguido do seu irmão Alexandre, com14 pontos.
O artilheiro português reconheceu:
"Custa perder desta maneira. Entrámos bem no jogo, ao contrário de todos os outros jogos, vencemos o primeiro set e quase conseguíamos novo triunfo no segundo. Não o conseguimos e a equipa perdeu a confiança e foi-se abaixo animicamente.
No quarto set, estivemos em desvantagem por muitos pontos, mas nunca baixámos os braços. Sem cometermos erros, conseguimos igualar e acreditámos sempre que era possível vencer o set, mas infelizmente não conseguimos. Este set deixou um sabor amargo. Estou convicto de que se vencêssemos, conseguiríamos ganhar o jogo".

André Lopes, Capitão de Portugal: "Tal como disse ontem, o nosso objectivo era vencer o jogo. Começámos bem, depois fizemos um set muito mau, recuperámos e batemo-nos de igual para igual pela vitória.
Estamos contentes porque estamos a conseguir fazer algumas coisas boas, mas sentimo-nos frustrados porque temos consciência de que poderíamos ter conseguido outro resultado".

Flavio Gulinelli: "No balneário, conversámos sobre o jogo de ontem, no qual tivemos um começo muito mau. O nosso objectivo para este jogo era modificar essa situação e isso foi conseguido, pois vencemos, pela primeira vez, o primeiro set de um jogo nesta edição da Liga Mundial.
Foi pena que a equipa tivesse desmoralizado no terceiro set, pois melhorámos no final do quarto set e poderíamos ter conseguido outro resultado.
Queríamos vencer a Argentina e agora esse objectivo terá de ser atingido em Guimarães".

A comitiva portuguesa viaja amanhã de regresso a Portugal, onde deverá chegar pelas 08h15 de terça-feira (voo TP 1007, proveniente de Madrid).

Comitiva Portuguesa (Argentina)

N.

NOME

D. NASC.

Altura

Ataque

Bloco

CLUBE

1 Marcel GIL 08-05-1990 206 332 310 SC Espinho

5

Marco FERREIRA

04-10-1987

202

332

327

Ason VB Orange Nassau

6

Alexandre FERREIRA

13-11-1991

203

319

299

SC Espinho

7

Ivo CASAS

21-09-1992

182

290

278

Castelo Maia GC

8

Tiago VIOLAS

27-03-1989

193

326

303

Jastrzebski Wegiel AS

10

Filipe PINTO

26-02-1991

194

335

314

Leixões SC

11 Carlos FIDALGO 16-05-1987 198 343 337 Vitória SC

13

Valdir SEQUEIRA

22-11-1981

196

351

344

LB Cassa Rurale Cantù

15

Rui SANTOS

24-03-1984

203

339

334

Vitória SC 

17 Miguel RODRIGUES 02-03-1993 191 305 293 SL Benfica

18

André LOPES

12-09-1982

193

342

332

Stade Poitevin Poitiers

21

José GOMES

21-10-1994

198

327

307

GC Vilacondense

Chefe da Delegação António SÁ
Team Manager Nuno NUNES

Treinador Principal

Flavio GULINELLI (ITA)

Treinador Adjunto Hugo SILVA
Scouter Ricardo TEIXEIRA
Fisioterapeuta Nélson LEITÃO

Médico

Carlos MAGALHÃES

Na edição deste ano, a Fase Intercontinental da prova apresenta um novo figurino: é disputada por 16 selecções repartidas por 4 poules, cada poule tem 4 torneios, a realizar 1 em cada país das selecções que integram a poule, no sistema de todos contra todos em fim-de-semana concentrado, o que resulta em três dias de competição, com dois jogos por dia.

Fase Intercontinental
Poule A: Rússia, Cuba, Sérvia e Japão
Poule B: Brasil, Polónia, Finlândia e Canadá
Poule C: Itália, Estados Unidos, França e Coreia
Poule D: Portugal, Argentina, Bulgária e Alemanha

A Fase Final será disputada, de 4 a 8 de Julho, na Bulgária por 6 selecções: o organizador, os 1.ºs classificados de cada poule e o melhor 2.º classificado das quatro poules.
No caso do organizador (Bulgária) ser o 1.º classificado na sua poule, apuram-se os 2 melhores 2.ºs classificados das quatro poules.

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