15-MAIO-2012
AS DUPLAS NACIONAIS
NA TAÇA CONTINENTAL

Na
Meia-Final da Taça Continental de Voleibol de Praia, Pedro Rosas, 32
anos e 193 centímetros de altura, fará dupla com Rui Moreira (23 anos,
189 cm), enquanto João Simões (25 anos, 194 cm) jogará com José Pedrosa
(34 anos, 187 cm).
Na cidade helvética de Zug, a Selecção Nacional terá de defrontar
adversários poderosos, como as duplas russas, suíças, norueguesas e
italianas ou as ucranianas, checas e gregas.
Os primeiros adversários dos portugueses serão os russos.
Pedro Rosas / Rui Moreira
Pedro Rosas estreou-se no Circuito Mundial em 1999, tendo
conseguido o 5.º lugar no Open de Marselha (França), em 2008, e no Open
de Kristiansand (Noruega), em 2009. Sagrou-se campeão nacional em 2005 e
2007 e foi vice-campeão nacional em 2002, 2004 e 2006.
“Vai ser muito difícil, pois vamos defrontar as primeiras duplas do
ranking da prova (Rússia), mas nós acreditamos que poderemos causar
alguma surpresa.
É nisso que vamos apostar, até porque começámos a treinar há pouco
tempo, devido ao Campeonato Nacional de Indoor, e teremos de enfrentar
duplas que se dedicam exclusivamente ao Voleibol de Praia, quando nós
temos de conciliar a praia com o pavilhão.
Numa competição como esta, ou se ganha ou estamos completamente
arrumados. Não há meio-termo e hipóteses de recuperar como nalgumas
etapas do World Tour.
Tentamos encarar a Taça Continental sem pressão nenhuma, até porque
somos «outsiders», e procuraremos dar o nosso máximo e, se possível,
ganhar.
Nós deveríamos estar a jogar só Voleibol de Praia a tempo inteiro, tal
como os nossos adversários.
Há países que têm muitos apoios, enquanto nós somos obrigados a
orientar-nos com o apoio dos nossos patrocinadores e da Federação, mas é
muito complicado fazer só Voleibol de Praia”.
Rui Moreira é o Sub-23 português com mais experiência a nível
internacional, constando do seu currículo o 9.º lugar no Europeu de
Sub-23 (em 2011 e 2010), o 9.º lugar no Europeu de Sub-18 (2006), o 17.º
lugar no Mundial de Sub-19 (2007), o 13.º lugar no Europeu de Sub-23
(2008) e a vitória no torneio turco Meydan Beach Volleyball Exibition
Tournament 2010.
“Estamos muito empenhados nesta competição. Trabalhámos pouco em termos
de tempo, mas muito a nível de intensidade para atingir esta fase.
Saí há apenas uma semana do pavilhão, mas prometo que vou dar o meu
melhor.
A Rússia tem uma selecção forte e muito complicada de defrontar.
Já é tempo de os nossos adversários nos darem valor, mas o facto de não
sermos os favoritos pode jogar a nosso favor, como aconteceu nas fases
anteriores, quando o facto de sermos «outsiders» nos permitiu
surpreender muita gente e provocar o afastamento de algumas selecções
que teoricamente poderiam ser superiores.
Penso que a presença nos Jogos Olímpicos povoa os sonhos de qualquer
atleta, seja qual for a modalidade que pratique. No meu caso, isso seria
ouro sobre azul em relação a esta época na qual me sagrei campeão
nacional de indoor. Esse título foi conseguido com muito trabalho e
união e creio que essas características serão muito importantes nesta
competição de Voleibol de Praia.
Tivemos uma dupla que foi o expoente máximo nacional em termos de
Voleibol de Praia e temos de reconhecer o valor do Miguel Maia e do João
Brenha. A dupla constituiu um exemplo que todos devem fazer o possível
por seguir”.
José Pedrosa / João Simões
José Pedrosa disputa o Circuito Mundial de Voleibol de Praia (World
Tour) desde 1997. Entre outros resultados relevantes, foi campeão
europeu de Sub-23, em 2001, vencedor de 5 Campeonatos Nacionais de
Voleibol de Praia, em 1999, 2004, 2005, 2007 e 2009, e medalha de ouro e
de prata nos Jogos da Lusofonia, respectivamente em 2009 e 2006.
“Vamos procurar fazer o nosso melhor, esperando que o nosso melhor seja,
primeiro do que tudo, o suficiente para conseguirmos equilibrar com a
Rússia. Se equilibrarmos com a Rússia, pode ser que consigamos
ultrapassar os primeiros jogos, que vão ser os mais importantes de
todos.
A nossa preparação é aquela que é possível, mas acima de tudo é tentar
prolongar mais uma vez a nossa participação com uma motivação que nos
permitiu superar duas fases. Nesta terceira fase, gostaríamos de, pelo
menos, passar a primeira eliminatória. A partir daí, logo se vê...
Somos número oito e vamos defrontar o seed número um; tudo nos é
desfavorável, mas vamos jogar com calma, estabelecendo os nossos
objectivos passo a passo.
Em relação às duplas russas, conheço bem o Barsouk, mas eles também não
nos conhecem profundamente, talvez mais a mim e ao Pedro [Rosas] quando
jogávamos juntos, mas pouco mais.
A parte mais importante é que estamos inseridos numa conjuntura que me
agrada e que já deveríamos ter feito há mais tempo: jogar com dois
atletas mais experientes a formar dupla com dois atletas mais jovens. E
esses mais experientes devem ajudar a formar os mais novos para que eles
se unam mais tarde e voltem a representar Portugal.
O nosso papel é formar atletas, para haver uma reciclagem e todo este
trabalho não morrer.
É também com esse intuito que devemos participar nesta Taça
Continental...
Vamos a ver o que esta prova dará em termos de futuro. Para já, é uma
prova pioneira, ainda está muito fresca, e há várias interrogações, mas
acima de tudo, e apesar das debilidades, temos de fazer valer os nossos
pergaminhos na modalidade”.
João Simões conseguiu um 13.º lugar no Europeu de Sub-23 (2008),
tendo participado em algumas etapas do Circuito Mundial, em 2009 (com
Rui Moreira), 2010 (Nélson Brízida) e 2011 (José Pedrosa).
“Vai ser uma competição complicada, pois o nosso grupo é muito forte.
Logo no primeiro jogo, teremos de defrontar a Rússia, representada por
duas duplas que fazem o Circuito Mundial.
Temos treinado dentro das possibilidades. Sabemos que Portugal, a nível
de condições meteorológicas, não é o melhor, mas estamos confiantes,
embora conscientes da dificuldade dos jogos que teremos de disputar.
Quando participámos na 1.ª etapa desta qualificação olímpica, confesso
que não estava com muita esperança, pois sabia que teríamos de defrontar
duplas que faziam o Circuito Mundial e, como tal, seriam muito fortes e
experientes, para além de estarem mais bem preparadas do que nós, pois
treinavam e jogavam Voleibol de Praia ao longo de praticamente todo o
ano.
Mas também sabíamos que não tínhamos nada a perder, pelo que a pressão
estaria do lado deles. Por outro lado, também tínhamos alguma qualidade
e, com tal, poderíamos vir a ganhar alguns jogos e foi com esse espírito
que nos apresentamos em Zrece e conseguimos o apuramento para a segunda
fase.
Agora, chegar até a esta meia-final é já uma grande vitória. E estamos
aqui para, se possível, irmos ainda mais longe.
Eu e o Rui defrontámos, no Europeu de Sub-23, realizado em 2008, em
Espinho, uma das duplas russas e, na altura, ganhámos, conseguindo uma
boa surpresa. Esperamos que isso venha a repetir-se”.
Rui Carvalho, árbitro que vai estar presente
em Zug (femininos) e no torneio olímpico
de Voleibol de Praia em Londres 2012, fez questão de acompanhar a
preparação das duplas nacionais:
“Seria óptimo para o país, para os atletas e para Voleibol de Praia
português ter uma dupla apurado para os Jogos Olímpicos.
Seria ouro sobre azul e espero que consigam, embora tenha consciência de
que é uma competição difícil, mas acredito que estes atletas possam vir
a conseguir bons resultados e, quem sabe, atingir o apuramento”.
Até viajar para a capital inglesa,
Rui Carvalho vai ainda estar presente
nas seguintes etapas do Circuito Mundial de Voleibol de Praia (FIVB
Beach Volley Swatch World Tour):
21.Maio.2012 - 28.Mai.2012 (Open de Praga, República Checa)
5.Junho.2012 - 13.Jun.2012 (Grand Slam de Moscovo, Rússia)
24.Junho.2012 - 02.Jul.2012 (Grand Slam de Stavanger, Noruega)
8.Julho.2012 - 16.Jul.2012 (Grand Slam de Berlim, Alemanha)
Por seu turno, José Casanova, ex-árbitro internacional, estará nos Jogos
Olímpicos pela quarta vez consecutiva, após ter estado presente em
Sydney, Atenas e Pequim, na qualidade de Presidente do Comité de
Arbitragem para o Voleibol de Praia.
O percurso dos portugueses na Taça Continental
Portugal conseguiu o apuramento para as meias-finais ao derrotar, por
3-2, a Roménia no jogo de atribuição dos 5.º e 6.º lugares da Poule C da
Fase Zonal da Taça Continental de Voleibol de Praia, disputada em
Copenhaga, capital da Dinamarca, no ano passado.
As duplas lusas apuraram-se para a Fase Zonal ao vencerem, por 3-1, a
Eslovénia, resultado que lhes permitiu assegurar o 3.º lugar final na
Poule B da Fase Sub-Zonal Europeia, disputada em Setembro de 2010 na
cidade eslovena de Zrece.
Com 32 Federações Nacionais inscritas, a Taça Continental compreende
oito torneios de masculinos e de femininos, cada um disputado por um
máximo de quatro países (cada país participa com duas duplas de
masculinos e duas de femininos).
Os torneios são disputados segundo a fórmula de «país contra país» e à
melhor de cinco vitórias.
No caso de haver igualdade, após terem sido realizados 4 jogos, será
disputado o «Golden Set», por equipas escolhidas pelo respectivo Chefe
de Delegação/Capitão de Equipa.
Os três países primeiros classificados em cada torneio qualificaram-se
para a Fase Zonal, à qual se segue agora a Fase Final, que definirá o
vencedor da Taça do Continente Europeu.
Os vencedores das cinco Taças Continentais de Voleibol de Praia,
resultantes dos torneios realizados nos cinco continentes,
qualificar-se-ão directamente para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
Contactos em Zug
Parkhotel Zug
+41 41 727 48 48
www.parkhotel.ch
City Garden Hotel Zug
+41 41 727 44 44
www.citygarden.ch
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